12.13.09
Carinhoso
Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim
Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
11.30.09
Fico assim sem você
Acho a letra dessa música, aliada à voz de Adriana Calcanhoto, linda! Não é à toa que ela está como toque do meu celular pro maridovsky!
Avião sem asa,
fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
11.27.09
Pout-Pourri
-Vi no blog do Marmota, depois no da Lu e gostei (só não achei o post certinho pra linkar aqui). Quantas (e quais) músicas estão nessa declaração, hein?-
Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi… Venho lhe dizer se algo andou errado eu fui o culpado, peço o seu perdão. Devo admitir que sou réu confesso. Longe de você já não sou mais nada. Meu amor se você for embora sabe lá o que será de mim passeando pelo mundo a fora na cidade que não tem mais fim. You are my destiny, I can’t let go baby. Can’t you see. Se eu te peço pra ficar, meu amor, eu lhe juro que não quero deixá-lo na mão e nem, sozinho no escuro. Quando não estás aqui sinto falta de mim mesmo e sinto falta do meu corpo junto ao teu. Não, não vá embora, vou morrer de saudade. Meu coração é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo. Os momentos felizes não estão escondidos nem no passado nem no futuro.
Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir. Ter você é meu desejo de viver. Teu amor é que me faz crescer. Me entrego, corpo e alma, pra você. Quando o inverno chegar eu quero estar junto a ti, pode o outono voltar eu quero estar junto a ti, porque é primavera, te amo (é primavera), te amo meu amor. Você é mais do que sei, é mais que pensei, é mais que esperava, baby. Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava, baby. Quando não estás aqui tenho medo de mim mesmo e sinto falta do teu corpo junto ao meu. Vem depressa pra mim que eu não sei esperar. Já me acostumei com a tua voz, quando estou contigo estou em paz. Quando não estás aqui meu espírito se perde, voa longe. Cherish the thought of always having you here by my side. Cherish the joy you keep bringing it into my life. Cherish your strength, you got the power to make me feel good. Perish the thought of ever leaving I never would.

Não é lindo?
11.26.09
A flor mais bela…
Deixei de regar uma linda flor, essencial para a minha felicidade, por puro comodismo: ela estava sempre lá, em seu vaso, e parecia bem.
Esses dias, ela me chamou a atenção: reclamou que estava tudo muito mal e só então me dei conta de minha falta.
Estou tentando reavivá-la, regando e retirando as ervas daninhas.
Será que ainda dá pra fazer essa linda flor voltar a viver?
Torçam!

A mais bela...
11.17.09
Novo cigarro
Agora à noite, voltando de um curso com outras duas mulheres, uma na faixa entre 30-40 anos e outra com mais de 60.
Entramos no metrô Sumaré e papo vai, papo vem, a mais velha diz que não tem carro há mais de dez anos. A outra indaga o motivo. Ao que a primeira responde “Gosto muito de viajar. O dinheiro que se gasta pagando prestação de carro, seguro, gasolina, revisão… dá pra dar uma volta ao mundo em um ano! Ando de ônibus, metrô, a pé, quando estou cansada pego um táxi, e viajo um monte com o dinheiro que economizo. O carro é o novo cigarro.”
Talvez ela esteja certa…
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RAPIDINHAS
Muitos me perguntam aqui onde tem o livro pra vender. Pois venho agora dizer que o livro “A BATALHA DO APOCALIPSE” está em pré-venda na NerdStore. A data de envio está prevista para o dia 1º de dezembro, mas você já pode garantir o seu aqui!
Segundo o autor, Eduardo Spohr, “a segunda edição contém mais 60 páginas, incluindo glossário, linha do tempo, códigos secretos e acréscimos em momentos-chave da narrativa. A capa também é totalmente nova, feita pelo talentoso artista Harald Stricker.”
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Sempre me perguntam aqui, aqui ou aqui um local de tratamento / informação sobre zumbido. Pois bem, venho divulgar duas coisas que podem ajudar:
- Instituto Ganz Sanchez, centro multidisciplinar com foco no zumbido, na Av. Padre Pereira de Andrade, 353, na frente do Parque Villa Lobos, em Alto de Pinheiros, São Paulo. Tel 11-3021-5251. Site www.institutoganzsanchez.com.br
- TV Zumbido, canal de televisão web de acesso livre especializado no assunto. www.tvzumbido.com.br
10.21.09
Posts Mineiros
Na falta de um post aqui, venho divulgar dois posts meus, mineiríssimos:
- Paulistana de nascimento e de coração, no Café
- Cozinha Mineira, no Dona Maroma
Ê lasquêra, uai!
10.05.09
Aos poucos
Ai, que saudade desse espaço. Saudade de blogar.
Nem sei se tenho mais “mão” após tanto tempo sem mexer nisso…
Ao menos consegui atingir dois objetivos: entreguei finalmente minha monografia de especialização pra banca corrigir (já estava atrasada há mais de um ano) e tive meu primeiro artigo científico publicado_ o que me torna apta a ser matriculada no Mestrado ano que vem.
Acho que agora a correria até o final do ano diminui bastante. E vou dar mais as caras por aqui. Não gosto de deixar isso aqui ao relento, não. Adoro estar aqui.
Fora isso, não tô mais trabalhando tão longe, tô mais aqui perto de casa; o que também diminui bastante a correria.
Várias idéias… mas vamos devagar e sempre!
* Preciso dizer que dia 29/09 fez dois anos que minha canina chegou em casa. Parece que ela está comigo desde sempre!
* Também preciso dizer que recebi um email muito simpático, elogiando o blog! Obrigada, Márcio!
PS: Marido postou um texto muito engraçadinho no Café. Vai lá conferir!
08.26.09
Corre-corre
A ficha já havia caído: ando corrida pra caramba com trabalho e escola. Ambulatório, cursos do mestrado, e mais três (às vezes quatro) trabalhos diferentes na semana.
Um exemplo: terça passada fui trabalhar para uma empresa em Santo André de manhã, para outra em Guarulhos à tarde e para um curso à noite, perto do metrô Sumaré.
Não sobra tempo pra me dedicar tanto a outros prazeres, como blogar, ler um livro e ir ao cinema.
Também não sobra tempo pra me alimentar decentemente.
Em um dia dessa semana, na hora do almoço, vinha de um trabalho e ia pra outro. Passei no shopping pra comprar um salgado e uma bebida e comer no metrô, pra não perder tempo. Pedi o salgado e o atendente me perguntou se era pra comer na hora ou pra viagem. Respondi que era pra comer andando. Ele comentou: “pra não perder tempo, né? Mania de paulista… também já fiz muito disso.”
Foi aí que a ficha terminou de cair. Até que ponto vale sacrificar um almoço decente por um trabalho? Qual será meu custo/benefício a longo prazo? Talvez nem a tão longo prazo assim, visto que o gastro já diagnosticou um refluxo gastro-esofágico…
Enquanto isso eu vou trabalhando e tentando um trabalho único, em um lugar só.
08.03.09
Super-Pimpolhos?
Há anos o psiquiatra João Augusto Figueiró, diretor científico do Instituto Zero a Seis, faz as mesmas perguntas para mães de bebês: seu filho é bonito? É inteligente? Você o acha precoce? Todas as respostas são sempre positivas – 100% das mães têm filhos bonitos, inteligentes e precoces.
Precoce é algo ou alguém que amadurece mais cedo do que os padrões, que está à frente de seus pares. Assim, quando se fala em uma criança precoce, aposta-se que ela está além das demais, que tem maior capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do que as outras.
E qual pai não acha que seu filho é o bom nisso ou naquilo, andou super cedo, é o melhor da sala e blablabla? Embora a pesquisa de Figueiró não tenha base científica, imagine como o mundo seria se todas as crianças fossem precoces como pensam seus pais…
Esses bebês, afirma o psiquiatra, não são precoces. São tão normais quanto uma criança que nasceu há 40 anos. O que mudou é o cenário. De um lado, há o excesso de informação circulante, aumentando o estímulo ao aprendizado, e do outro lado, a pressão social, que pede seres humanos cada vez mais antenados e preparados. Entre tudo isso e o bebê, estão as figuras do pai e da mãe, responsáveis por criar e cuidar desse ser humano.
Em uma aula, estávamos discutindo os princípios da sociedade moderna: ela deixou de ser uma sociedade de direitos para ser uma sociedade de winners e loosers, uma sociedade competitiva, cruel, excludente, extremamente consumista. É óbvio que todos não podem ser “vencedores”, assim como também é óbvio que só existe um “vencedor” à custa de um “perdedor”. Você acha legal educar seu filho com esses conceitos individualistas? Ou pior: como fugir desses conceitos, visto que estamos cercados por eles e somos pressionados pela sociedade?
Para o médico, Marcelo Masruha Rodrigues, professor da Unifesp, os adultos deveriam se importar mais em criar filhos felizes, que brinquem bastante, do que investir em uma educação pesada antes dos 6 anos. Segundo ele, o conceito atual da criança que vai à escolinha e tem várias atividades extracurriculares não é tão positivo quanto se imagina. “Quem aprende duas línguas antes dos 5, 6 anos vai ser fluente em ambas e não terá sotaque. Após essa idade, a fluência é a mesma, embora a criança tenha sotaque.” Mas criar um filho bilíngue pode ter efeitos reversos, como retardo da fala, dificuldade em formar frases e troca de palavras. Os pais devem consultar o pediatra e um fonoaudiólogo se acharem que o filho não está falando bem.
Ensine conceitos como certo e errado, o lugar das coisas e como ser organizado, sem precisar ser didático e chato. “Estabelecer limites é malvisto pela sociedade. Equivale à censura, e a humanidade viveu um período em que era ‘proibido proibir’. Por isso, os pais não definem limites, se afastaram da função parental e querem, antes de tudo, ser amigos dos filhos”, diz João Figueiró.
No ambulatório fonoaudiológico que atendo, junto com alunos, professores, psicólogos e psicopedagogos, temos observado que cada vez mais aparecem crianças sem limites, com pais altamente permissivos. Orientamos a eles da importância do limite para a criança: não há aprendizado sem limite; a criança não consegue se organizar como deveria e, pior, pode tornar-se um adulto que acha normal bater nos pais, usar drogas e roubar.
Post inspirado no texto de Roberta de Lucca para a Revista Vida Simples.
Há anos o psiquiatra João Augusto Figueiró, diretor científico do Instituto Zero a Seis, faz as mesmas perguntas para mães de bebês: seu filho é bonito? É inteligente? Você o acha precoce? Todas as respostas são sempre positivas – 100% das mães têm filhos bonitos, inteligentes e precoces. Precoce é algo ou alguém que amadurece mais cedo do que os padrões, que está à frente de seus pares. Assim, quando se fala em uma criança precoce, aposta-se que ela está além das demais, que tem maior capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do que as outras. Embora a pesquisa de Figueiró não tenha base científica, imagine como o mundo seria se todas as crianças fossem precoces como pensam seus pais.
Esses bebês, afirma o psiquiatra, não são precoces. São tão normais quanto uma criança que nasceu há 40 anos. O que mudou é o cenário. De um lado, há o excesso de informação circulante, aumentando o estímulo ao aprendizado, e do outro lado, a pressão social, que pede seres humanos cada vez mais antenados e preparados. Entre tudo isso e o bebê, estão as figuras do pai e da mãe, responsáveis por criar e cuidar desse ser humano, preparando-o para se dar bem.
07.27.09
Bom-senso
Esses dias, andando pela cidade à pé, de ônibus ou de metrô, vários exemplos de falta de bom-senso me chamaram a atenção.
- Antes de continuar, um parênteses: bom-senso seria um termo redundante, visto que os dicionários definem senso como a habilidade de raciocinar, entendimento, juízo, consciência do bem e do mal? Acho que não, né? -
Estava sentada em um assento distante da porta do metrô quando entra um cego com sua bengala. É óbvio que ele ficou “cutucando” com a bengala o assento mais próximo, que estava ocupado por uma jovem, que não se levantou. Uma outra pessoa conduziu o cego ao assento de cor cinza, reservado às “pessoas com necessidades especiais”, que não era aquele em que a jovem se encontrava. Que falta de bom-senso leva uma pessoa a não ter a atitude de dar seu lugar a uma pessoa que precise mais dele do que ela própria?
Me irritam pessoas que andam em grupos pelas calçadas e bloqueiam toda a passagem. Você quer andar lado a lado com seus quatro amigos? Sinto muito, mas você não é o dono da calçada: há pessoas vindo na outra direção e há pessoas atrás de você que não conseguem te ultrapassar, apesar do seu passo de lesma com preguiça.
Na fila do banco, uma senhorinha entrou no último lugar da fila e nenhuma das dez ou quinze pessoas à frente dela a conduziu ao primeiro lugar da fila.
Uma mulher passeando com seu cachorro fez questão de não pegar o cocô do seu bichinho do meio da calçada. Eu só não pego o da Lilo quando ela faz no meio de uns matos altos que têm na praça perto de casa, porque o cocô some no matagal, eu procuro procuro e não encontro.
No ponto de ônibus, uma senhora se esforçava para subir aquele degrau alto, pois o motorista, como quase sempre, havia parado no meio da rua, e não próximo à calçada, como deveria. E tinha passageiro atrás reclamando da lentidão da velhinha.
De novo no metrô, estação Paraíso, uma senhora estava tentando desembarcar mas não conseguia. Ela estava na porta, tentando dar seu passo para fora do trem, mas a multidão que entrava desenfreadamente não se dava ao trabalho de esperar o desembarque. Até que a senhora gritou “Me deixa sair” quando a porta estava quase se fechando. E ainda teve gente (as mesmas que entraram feito estouro de boiada) que morreu de rir da velhinha.
(…)
Quando era mais nova, e estava aprendendo sobre a anarquia na aulas de história, achava que este seria um regime perfeito: o povo se auto-coordenando, tudo funcionando como deveria ser, lindo e maravilhoso.
Hoje vejo que não temos a menos capaciedade de viver em sociedade sem que alguém crie leis, mande você fazer isso e te puna se fizer o contrário. Nós não nos colocamos no lugar do outro: do idoso, do deficiente, do que está carregando mil sacolas, do que está doente, da mãe com sua criança de colo, do pedestre que vai pisar naquele cocô do meio da calçada…
Nós precisamos que coisas óbvias nos sejam ditas a todo momento: aguarde o desembarque, deixe a esquerda da escada livre para circulação, respeite o assento preferencial…
Você pode achar que estou ficando velha e chata, mas eu simplesmente chamo isso de educação. Por onde ela anda, eu não sei. Só sei que ela tem passado bem longe da cabeça de vários “cidadãos”.

















































