Arquivo | abril, 2007

Transformador de Rostos

30 abr

Partindo da idéia do Trotta, e seguindo a Mamy e o , entrei no site indicado por eles e, com a cara e a coragem, coloquei minha fotenha lá… os resultados foram engraçados e medonhos! risos…

Bom, mas deixem-me esclarecer uma coisa: eu não tinha nenhuma foto séria, frontal e colorida, então fiz com uma P&B meio de perfil. Quando o Rô chegou em casa, ele tirou uma foto minha do modo como sugere o site, a qual acabei usando também. Então, selecionei as melhores de cada uma, séria e sorrindo.

“Você já imaginou como ficará seu rosto quando sua idade estiver avançada? E como seria se você tivesse outra cor de pele, outra etina? E como será que vai se parecer o seu filho?”

Vamos aos resultados, em ordem de apresentação: versão baby, versão masculina, versão afro, versão asiática, versão indiana, versão idosa, versão botticelli, versão modigliani, versão mucha, versão mangá e versão símia. As fotos são clickaumentáveis!

face baby face masculino face afro
face asiatico face indiano face idosa face botticelli
face modigliani face mucha face manga face simia

As versões que mais gostei foram a Baby, a Mucha e a Mangá. Achei muito divertido brincar com isso!

Morte

24 abr

Pegando um gancho com o post anterior, vou falar sobre a morte. O post ficou um tanto quanto funesto.

A morte sempre esteve presente na minha vida. Está presente na vida de todos, mas vou enfocar aqui a minha vida apenas.

Quando eu tinha 2 anos de idade, minha mãe morreu de aneurisma cerebral. Embora não me recorde dela (nem do rosto, nem da voz, nem de nada), e embora tal fato não me deixe triste (nem nunca tenha deixado), sempre senti muita falta dela. Falta de carinho de mãe, de papo de mãe, de beijo de mãe, de conselhos de mãe. Falta dela durante minha adolescência (que foi uma época braba, como é para todo adolescente). Falta de um apoio, um colo. Falta dela nos momentos felizes e também nos tristes. Quem assumiu a função dela, com muito empenho, foi meu pai, pessoa que amo demais! Também minha avó materna me criou e amou como se eu fosse sua filha, que ela perdeu e nunca se conformou com tal perda. Também minhas tias maternas sempre me tiveram em lugar especial, assim como meu tio. Sinto falta até de um irmão nascido dela, pra me fazer companhia nos momentos difícieis e nos bons. Meu pai se casou de novo e, desse casamento, tenho duas irmãs. A relação em família foi muito difícil durante muito tempo (assunto para outro post? Não. Assunto para ser esquecido e abandonado!); agora, tudo está em paz.

Perdi tios fantásticos! Dois mais chegados: um a quem chamava carinhosamente de Lula (Luís), e ele, em contrapartida, me chamava de Mauí (explicação: meu pai se chama Amauri. Quando pequena, não sabia dizer seu nome, dizia Mauí, daí veio o apelido); chamava minha mãe de Mafofa (ela se chamava Mafalda); e deu vários outros apelidos para toda a família. Ele era divertido! Acho que já morreu há uns dez anos… não tenho certeza. Outro se foi mais recentemente (há pouco mais de um ano): Irone. Igualmente divertido! Contava várias histórias mirabolantes, tirava sarro de tudo… um barato!

Perdi uma professora, que era mais do que professora, era amiga. Psicóloga-professora da faculdade, foi ela quem me iniciou no caminho da pesquisa científica. Suas aulas faziam meus olhos brilharem… me arrepiava! Era uma mulher fantástica! Quando o Rodrigo ficou internado, ela me acolheu, me abraçou, me consolou. Jamais esquecerei de tanto carinho! Pelas demais professoras, fiquei sabendo que ela falava sobre mim tempo todo: que eu tinha talento, que era isso e aquilo… Morreu por um tumor no cérebo, tão logo o descobriu; menos mal.

Falando em Rodrigo internado, esse foi outro susto que passei! Reclamei com Deus e o mundo! Não era justo que eu perdesse mais uma pessoa que amava! Acho que minha bronca foi ouvida! Ufa!

Minha mais recente grande perda foi de minha segunda mãe: minha avó. Aos 95 anos incompletos, acho que em julho do ano passado. Cabelo branquinho, pele enrugadinha… um carinho imenso por mim, desde sempre! Todos os primos e tios já sabiam: era a neta preferida! Era um barato bater papo com ela… deitar em seu colo e receber seu cafuné… Ô coisa boa! Sempre se emocionava com minha chegada e com minha partida; assim como se emocionava ao telefone. Linda! Fofíssima! Morreu sem sofrer, dormindo. Sua partida trouxe muito pesar a todos pois era muitíssimo querida! Lembro-me de meu pai me abraçando e chorando sua perda.

Após esse fato, fiquei um bom tempo depressiva… pobre Rodrigo, que me aguentou! A vida não tinha sentido! Os pensamentos que circundavam minha mente eram que a vida é muito triste, pois quase todos os que amamos morrerão antes de nós, sofreremos muito ainda ao longo da vida. Qual é a graça de viver? Viver para sofrer? E, depois, ao ficar velho e sem ninguém que veio antes de você, morrer e deixar seus filhos e netos tristes.

Ainda penso que a vida é muito injusta. Se pudesse escolher, escolheria não sofrer a perda de ninguém! Nem de bichinho de estimação, nem de amigos, nem de pais, nem de ninguém. Acho que desse aprendizado, já tive o suficiente, e, se me é permitido dizer, já tive até demais! Sei que outras perdas me aguardam… lido até que bem com isso, mas não concordo! Tal fato não me deixa mais depressiva… graças ao meu gatinho, que sempre esteve a meu lado, me escutou, me deu colo e carinho, me deu uma torta de limão na hora exata!

É de senso comum que “a morte é a única certeza que temos na vida”. É verdade, eu corcordo. E acho que quem morre vai para um lugar melhor do que o que nós vivemos. Também acho que todos temos uma missão na vida e, tão logo a cumprimos, partimos. Encaro a morte com bons olhos, não é essa a questão. Apenas fico triste de não ter mais a companhia da pessoa querida.

Jogo sério: expressões para Morte

13 abr

No filme Patch Adams, a história de cada paciente, ou melhor, de cada pessoa, transforma-se em um aprendizado.
Uma das histórias é sobre um homem, de meia-idade, portador de câncer, já em fase terminal. Ele está de mal com a vida e, por isso, “pinta e borda” com os médicos e enfermeiras (inclusive jogando o xixi da comadre nelas). Patch observa, de longe, as enfermeiras sendo expulsas do quarto pelo paciente. Resolve entrar, embora advertido pelas mesmas. As primeiras visitas não tiveram sucesso. Mas, em um dado momento, Patch “ganha” esse paciente. E brincam com as várias gírias que têm como significado “morte”.

Segue uma listinha (extraído de um mini-glossário):

    ·    Dizer adeus ao mundo
·    Entregar a alma a deus
·    Entregar a alma ao diabo
·    Apagar
·    Ir para o beleléu
·    Bater a(s) bota(s)
·    Ir para a cidade dos pés juntos
·    Espichar ou esticar a canela
·    Ir comer capim pela raiz
·    Largar a casca
·    Tomar o chá da meia noite
·    Dar o couro às varas
·    Descer à cova ou à terra ou ao túmulo
·    Descansar
·    Desencarnar
·    Passar desta para melhor
·    Empacotar
·    Fechar os olhos
·    Vestir o paletó ou pijama de madeira
·    Pifar
·    Virar presunto
·    Ir para o além ou para o outro mundo
·    Ir desta para melhor
·    Dar o último suspiro
·    Chegar a hora
·    Chegas às últimas
·    Chegar às vias de fato
·    Ter os dias contados
·    Estar por um fio
·    Estar pronto
·    Descer à terra / cova / túmulo
·    Expirar
·    Estar mais pra lá do que pra cá
·    Estar fazendo hora extra

Quem dá mais? Quem lembrar de mais alguma expressão pode colocar nos comentários…

Quanto à história do filme, o paciente “deixa de sofrer com a doença”, segurando as mãos de Patch, que tornou-se seu amigo no hospital.

Patch Adams

5 abr

Update: A quem interessar, aí vai o site do Instituto criado por Patch Adams:
http://www.patchadams.org/home.htm

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Hunter “Patch” Adams é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos.

Aos 16 anos de idade, após perder um tio e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chega à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina da Virginia, onde torna-se conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade , em 1972, funda o instituto gesundheit. Em 1980 adquire 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira.

Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor.

Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams – O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.

 

patch adams

 

O filme nos mostra um estudante de medicina, que como milhares de outros acaba de entrar na universidade, e procura em seus professores a resposta para suas várias dúvidas a respeito da formação profissional, seu nome é Patch Adams (vivido por Robin Williams que tem, mais uma vez, a capacidade de nos fazer rir e chorar).

A observação dos mestres em ação, de suas atitudes, e principalmente da forma como eles se relacionam com seus pacientes desperta em Patch a consciência de que aos tratamentos médicos falta um quesito fundamental, a humanidade, entendida como respeito, apreço, consideração, estima e calor humano da parte dos médicos em relação a seus pacientes (e, mesmo, em termos da forma como interagem com as enfermeiras).

Como fazer com que o pedestal que separa médicos e pessoas em tratamento seja destruído? De que forma podemos tornar mais humanos nossos especialistas em saúde para que eles consigam com atitudes e presença ajudar a reverter por completo o drama de muitos de seus pacientes?

O brilhantismo de Patch permitiu a ele criar um movimento que, depois, acabou por se espalhar por todo o território norte-americano e, posteriormente, para várias regiões desse vasto mundo em que vivemos (inclusive o Brasil), chamado “doutores da alegria”, que consiste na visita aos enfermos por parte de médicos treinados para fazer rir, para tirar de dentro dos doentes uma força adicional, para buscar em cada um deles uma energia extra que permita-lhes ficar um pouco mais fortes e combater com mais ênfase suas doenças.

O filme nos provoca e estimula no sentido de fazer com que nos mobilizemos em favor de uma atitude mais respeitosa em relação aos outros, desperta a solidariedade numa época em que se fala tanto em ajudar as pessoas que precisam, incentiva os jovens (não só eles, nós também) a partir de um exemplo vitorioso e real (o filme baseia-se em fatos verídicos, o que aumenta sua credibilidade junto ao público) a participar de ações voluntárias e, nos mostra que precisamos dos outros, que não podemos nos isolar, que devemos estender a mão na direção dos demais seres humanos pois também contamos com seu auxílio. Um grande exemplo!

Ficha Técnica
Patch Adams – O amor é contagioso
País/Ano de produção: EUA, 1998
Duração/Gênero: 115 min., drama
Direção de Tom Shadyac Roteiro de Steve Oedekerk
Elenco: Robin Williams, Daniel London, Monica Potter, Philip Seymour Hoffman.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Patch_Adams
http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=79

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Adoro esse filme! Sempre me emociona!

Me leva a refletir sobre o assunto… em qualquer relação: seja pai e filho, professor e aluno, profissional da saúde e paciente.

Volta e meia aparecem alguns pacientes no Setor de Fono do Hospital São Paulo que reclamam de algum atendimento, seja médico ou fonoaudiológico. Essas pessoas que se julgam superiores por seu conhecimento específico se esquecem de que são iguais à quaisquer outras pessoas, com os mesmos direitos e deveres.

Hoje teve um evento no Hospital: um “abraço” coletivo em torno do HSP em prol da humanização do ambiente e das relações humanas. Foi muito bom ver médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, alunos, pacientes, professores… todos dando-se as mãos e circundando o hospital. Espero que o gesto reflita, sinceramente, o interior dessas pessoas. E que tal pensamento se propague cada vez mais.

PS: Tenho um grande sonho de fazer parte dos “doutores da alegria”. E ainda farei!