Arquivo | abril, 2011

A Sombra do Vento

6 abr

Há tempos nenhum livro me empolgava tanto! Desde A Batalha do Apocalipse, que tem uma história excepcional, não havia me deparado com nenhuma outra grande história, daquelas de prender o fôlego!

Pois A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, merece meus aplausos! Ao término da primeira página já exclamei pra mim mesma “Uau! E isso é só o começo? Imagina o resto!!” Lia a todo o tempo livre: no metrô, no trabalho, em casa… Não conseguia parar de ler quando faltava umas 150 páginas para o fim e o remédio foi terminar de ler o livro madrugada adentro!

O livro começa com o Sr. Sempere levando seu filho de quase onze anos, Daniel Sempere, ao Cemitérios dos Livros Esquecidos. Ele havia acordado em uma madrugada de 1945 assustado: não se lembrava mais do rosto da mãe, que havia morrido anos antes. Decidido, o Sr. Sempere leva Daniel ao Cemitério do Livros Esquecidos, um lugar escondido nas ruas de Barcelona, no qual existe uma infinidade de livros. Livros que os guardiões, como o Sr. Sempere, levam pra lá quando uma livraria fecha, ou quando um livro é simplesmente esquecido. Cada livro tem uma alma, segundo Sempere: a alma de quem o escreveu e as almas dos que o leram; sempre acontece assim: a cada leitor, o espírito do livro cresce e a pessoa se fortalece! E os livros esquecidos ficam ali, esperando cair nas mãos de um novo leitor.

Pela tradição, Daniel, que está visitando o lugar pela primeira vez, pode escolher um livro para si. Daniel então perambula por entre os labirintos de estantes e pára em frente a um “A Sombra do Vento”, de Julian Carax. Tem a impressão de que o livro estava ali o tempo todo esperando por esse momento, esperando por ele. Ao chegar em casa, Daniel não dorme enquanto não termina de ler o livro: o romance relatava a história de um homem que parte à procura de seu verdadeiro pai, cuja existência só descobrira quando a mãe disse suas últimas palavras em seu leito de morte.

Daniel gostou tanto da narrativa que indagou a seu pai, dono de uma livraria, quais os outros livros de Julian Carax. O pai olhou o livro, surpreso: nunca tinha ouvido falar do autor.

Partindo em busca do desconhecido autor, Daniel ouviu rumores de um sujeito estranho que comprava todos os livros do autor para queimá-los.

Ao olhar por uma janela de sua casa, Daniel observou um estranho sujeito na rua: vestia uma roupa escura e fumava tranquilamente. Seus olhos pareciam refletir as brasas do cigarro. O sujeito acenou para Daniel e partiu. Sentindo que o ar lhe faltava, Daniel lembrou-se de uma figura exatamente assim descrita no livro.

Dias depois, em uma fria noite, o mesmo sujeito, entre sombras, o abordou. Queria comprar o livro de Julian Carax, dizendo percorrer o mundo atrás dos exemplares do autor para queimá-los. Sentindo-se ameaçado, Daniel desconversou e o sujeito disse que estaria à espera.

E, assim, um Daniel obcecado parte à procura de detalhes sobre a vida de Julian Carax, envolvendo-se em histórias obscuras do passado enquanto os anos passam e ele próprio vê-se em apuros com o presente. Descobre que o mistério em torno de Carax tem relação com um romance dele em sua adolescência. Enquanto isso, nosso protagonista também se vê às voltas de viver um grande amor. As histórias se entrelaçam de forma a tirar o fôlego! E o perigo realmente mora ao lado.

Recomendadíssimo!