Archive | outubro, 2007

Meu primeiro emprego

29 out

Estou terminando a especialização e tenho certeza que quero fazer Mestrado e Doutorado e, quem sabe, chegar a dar aulas numa Universidade com U maiúsculo. Já está praticamente tudo pronto para eu entrar no mestrado ano que vem… falta um artigo meu ser publicado em revista científica_ e isso não depende de mim (o que dependia, eu já fiz, que foi enviar para a revista); restando-me, então, esperar.

E se não for publicado? O que será de mim ano que vem? Situação financeira difícil pra todo mundo e eu aqui nessa boa vida de estudante, sendo bancada pelo meu pai e pelo meu querido-futuro-esposo (faltam 5 dias!! Uhuuu!! _ que meda, afff!).

Eis que surge uma oportunidade de começar minha carreira, fazer meu nome, etc e tal. Uma amiga enviou para o email da sala que estavam precisando de uma fono para trabalhar numa clínica em Socorro (onde fica isso??). Mais que depressa, entrei em contato com o lugar.

Sapassado _isso são prenúncios de mineirês, visto que morei lá uns 14 anos e estou prestes a voltar pra lá, pois retorno uma vez por mês para rever os familiares_ (traduzindo: sábado passado) fui conhecer a tal clínica, juntamente com meu mino (isso é ZL pura, não?). Uma perdida básica aconteceu (o lugar ficava perto da ponte do Socorro, e fomos parar no Terminal Guarapiranga….), mas chegamos.

Lugar super simples, dona-psicóloga mega simpática me explicou tudo timtim-por-timtim. O que achei mais legal, foi que eu posso abrir minha agenda de acordo com meu tempo livre, ou seja, dá para fazer mestrado e trabalhar lá (óbvio que quantos mais pacientes, mais dimdim… mas, pelo menos, vou ganhando experiência). Tem o lado f*#@ de todo profissional liberal: vou pagar o aluguel da sala e outras despesas fixas por mês, independente de ter pacientes ou não. E essas despesas dão o total de uns 3 pacientes no mês. Como estou assumindo o lugar de outra fono, ela me deixou três pacientes (o que já dá pra não ficar no preju, mas a idéia é fazer esse número crescer pra eu não trabalhar de graça, né?).

Mas, enfim, me senti super bem acolhida. Saí de lá muito empolgada e sorridente! Feliz da vida com meu primeiro emprego! E olha que foi esses dias que li um post do Marmota em que ele falava do seu primeiro emprego e eu respondi dizendo que ainda não tinha tal experiência… agora já tenho!

E caso você conheça alguém que esteja precisando dos serviços de uma super-mega-power-competente-talentosa-estudiosa-empenhada-dedicada-fonoaudióloga, pode me recomendar, viu?

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Momento Lilo:

  • É uma delícia ter a Lilo em casa! E cômico! Cada dia tem uma nova! Embora super comportada, ela tem fissuras por meias! Tanto que fizemos duas bolas de meia para ela brincar!
  • Ela adora sentir nosso cheiro (ou chulé?). Pois é muito comum ela pegar qualquer sapato espalhado pela casa e levar para o canto dela no sofá. Uma graça!
  • Ontem, fomos conhecer o Parque da Independência, que abriga o Museu do Ipiranga. Moramos muito perto e ainda não conhecíamos. Fomos os três: pai, mãe e Lilo. Tem um lugar no parque que tem várias estátuas de leões sentados (e são enormes, dá pra gente sentar neles!). Pois não é que a Lilo ficou com medo deles? Olhava, séria, sem se aproximar. E quando o Rodrigo pôs a mão no bicho, latiu, toda brava! É uma comédia!

Pela real beleza

23 out

Quem aqui ainda não viu o comercial “Evolution” da Dove? Aquele em que se vê uma moça normal sendo maquiada e penteada até ficar mais ajeitada; e depois de clicada, tem sua foto modificada pelo photoshop até ficar um mulherão. A imagem, então, aparece num outdoor fajuto de uma empresa de produtos de beleza. Surge o letreiro: “Não é à toa que nossa percepção de beleza é distorcida. Toda mulher merece se sentir bonita do jeito que é”.

Tal comercial ganhou o Grand Prix da categoria filme no Festival Internacional de Publicidade de Cannes esse ano. Na real, ele acusa as outras empresas de manipularem suas imagens para tornar as modelos lindas, criando um padrão de beleza que deixa a nós, pobres mortais, desoladas. Funciona? Sim. A mulherada gosta? Sim. Fez sucesso? Sim. É uma campanha séria? (…)

A campanha dos desodorantes Axe levou o Grand Prix da categoria “Integrated Campaign” (que vai para a campanha que melhor integra todos os meios de comunicação) no mesmo festival. Fizeram uma campanha que dizia: “Fragâncias que se misturam atraem mulheres que se misturam”. As peças mostram em estilo semi-erótico imagens como a da executiva-jogadora-de-vôlei, a go-go-girl-escritora e a professora-de-maternal-chefe-de-cozinha de joelhos, com a bunda arrebitada, trajando um avental sumário e preparando o que parece ser uma massa de pizza numa mesinha de escola de criança. Pelo resultado do “material” é presumível que as moças foram manipuladas pelo photoshop. Funciona? Sim. A rapaziada gosta? Sim. Axe pertence à mesma empresa que a Dove? Pertence!

Então, olha só: para a mulherada, a Unilever (dona das duas marcas) diz que é contra os estereótipos femininos na mídia que as outras campanhas de propaganda de beleza reforçam; mas para a rapaziada, a mesma Unilever mostra os estereótipos femininos siliconados, turbinados, besuntados e de shortinho de lycra agarradinho.

A Unilever forma os profissionais de marketing que vão mandar nas outras empresas no futuro. Então, seria bom alinhar seu discurso para que os valores das suas marcas não entrem em contradição.

Baseado na coluna de Rodrigo Leão, para o Publimetro.

Lilo, minha salsicha longuete

18 out

Acho que é de conhecimento de todos, pelo menos de todos os meus visitantes assíduos (hmm, que metida, não? Enfim…), que sou doida por cachorros e sempre quis ter um aqui no apê_ pra quem não se lembra, é só revirar os posts anteriores que, com certeza, vai achar!

Em Poços, na casa do meu pai, temos quatro salsichinhas mega-ultra-fofas. Na casa dos avós do Rodrigo, tem dois pinchers (tremeliquentos como todo pincher, but anyway).

Queria, de preferência, uma salsichinha aqui em casa (tinha que ser fêmea, pois acho que elas são mais carinhosas). O Rô queria um tremel… ops, um pincher. Já tinha até me deixado convencer por ele, mas depois mudei de idéia: são pequenos demais… imagina a gente passeando com ele pela rua? Pareceria mais uma pulga do que um dog.

Bom, tínhamos encerrado o assunto e combinamos que teríamos uma dog ano que vem.

Em agosto, vi que o Rô estava respondendo um email pra uma mulher chamada Maria Augusta. Como sou pouco ciumenta, quis logo saber quem era essa pessoa! Aí ele me mostrou o email dela (dizendo que sou chata e que estrago as surpresas), com a foto de uma cachorrinha preta e branca, sem raça definida, mas misturada com salsichinha. Me apaixonei!

Mas ela ainda iria ser castrada… tínhamos que esperar. Mil dúvidas se passavam na nossa cabeça: sobre a dog (chamada de Matilda pela Maria Augusta, uma pessoa muito legal que cuida de cachorros abandonados, e tem um blog onde divulga os bichinhos para adoção) ficar sozinha, ficar triste, deprimida, não se acostumar, sobre nós… Esperamos….

Em setembro, chega um email dela, dizendo que ela já havia sido castrada há uma semana e nos aguardava para conhecê-la.

Deu medo, receio, mas fomos. Dia 29 de setembro. Chegamos lá e a dog nos recebeu com festa, virando a barriguinha pra cima! Achamos ela mais comprida e maior do que esperávamos. Mas resolvemos fazer o teste por uma semana (corforme a Maria Augusta havia nos sugerido).

Lilo (nome que demos a ela_ e não me venham perguntar se ela é macho!! É Lilo igual à Lilo do desenho Lilo & Stich!! Hunf!!) chegou em sua nova casa. Improvisamos uma caminha na sala, compramos ração e potinhos de água e comida, a madrinha Fefa fez uma visita, levando um ossinho e uma roupinha. No fim do dia, eu já estava certa: a Lilo veio para ficar!

Dócil, meiga, obediente, carinhosa, dorminhoca, “fanfarrona” e todas as qualidades existentes no mundo_ ela as possui. Não chora quando saímos, faz festa quando chegamos… temos dado a ela todo o nosso amor!

Não chora mas me faz chorar, né? Pois de tão quietinha que ela é, dia desses coloquei na cabeça que ela estava triste e depressiva… e tive uma crise de choro homérica!!! (Chegaria a ser cômico, se não fosse trágico! Rô e Fefa tiveram que ter uma paciência…). Sem contar que morro a cada vez que saio e deixo-a sozinha!

Já foi ao veterinário, que constatou que ela tem por volta de 1 ano e 6 meses (vai fazer niver em abril, dia nove, pra combinar com o meu niver que é dia nove de outro mês!). Já ganhou caminha e coleira… Já viajou conosco pra Poços e conheceu seus avós!! (Meu pai se derreteu por ela! Nem preciso contar que as minhas quatro de lá estranharam um pouco; duas delas estranharam bastante e praticamente não chegaram perto da Lilo, que estava doida pra brincar com todas!).

Estou super feliz de tê-la em minha vida! É muito muito muito bom! Ela já ocupa um lugar cativo em nosso coração!

Lilo close

Mais fotenhas aqui!

A picanha da classe média

15 out

Por Carlos Azevedo (Extraído da Revista Caros Amigos)

Recentemente, tenho lido com freqüência manifestações indignadas segundo as quais, enquanto a classe média (elite) dá um duro danado para construir o Brasil, trabalha, paga impostos etc., o povo fica só de “chupim”, vivendo do Bolsa Família. A Veja acaba de publicar uma pesquisa que, de acordo com a interpretação da revista, demonstra ser a elite o que há de melhor no país, e que todo o nosso atraso se deve à ignorância do povo.

Fiquei impactado com essas revelações luminosas, mas não perdi a fome (afinal, ninguém é de ferro, nem a elite e muito menos o povo). Fui a um restaurante e pedi uma picanha. Ela veio no ponto, rosadinha e macia. Agradeci à classe média por essa maravilha. Quantos dias de trabalho deve ter custado a essas senhoras e senhores respeitáveis, cidadãos cumpridores de seus deveres, fazer uma picanha como essa? Tem que cuidar da vaca, do bezerrinho dela, dando ração todo dia, curando suas doenças até virar novilho, tudo isso pisando em bosta de boi, sem esquecer aquele cheiro de curral. Depois, matar o boi etc. etc., até extrair a maravilhosa picanha. Enquanto isso, o povo ó!, só no Bolsa Família.

Aí, peguei meu carro para ir para casa. E agradeci de novo à classe média laboriosa pelo petróleo que ela produz generosamente. (Não, não são os petroleiros, você precisa ler mais a Veja.) E pelo seu ingente trabalho de plantar cana, fazer álcool, para misturar na gasolina. Agradeci pelo carro também, porque quem senão ela faz o carro? E assim fui pensando em tudo de bom que a classe média produz, meus sapatos, as roupas, meu chapéu (eu uso chapéu quando faz frio!); em tudo que ela constrói, os prédios, as ruas, as estradas. E tudo o mais: telefone celular, televisão, computador, Internet… Percebo que Adam Smith, Ricardo e Karl Marx enganaram-se redondamente em dizer que o valor vem do trabalho. Ele vem é da classe média!

  E acabei pasmo, pensando em como é difícil para a classe média (elite) ter de carregar nas costas esses milhões de operários, técnicos, cientistas, trabalhadores na agricultura, bóias-frias, camponeses sem terra, índios, esses vagabundos! Ainda bem que ela consegue se distrair nos shopping centers, cinemas, na televisão a cabo, no Orkut (que ela fez), matar a saudade da Disney comendo sanduíche do Mcdonalds (que a classe média americana fez). Oh, meu Deus, que peso! Não é de estranhar que esteja tão cansada! Por que o governo não cria também uma Bolsa Classe Média?

Ler este texto, remeteu-me na hora a esse post que o Rodrigo fez. Veio reforçar minha teoria em relação à referida pesquisa: pessoas com maior poder aquisitivo e, portanto, com mais estudo (teoricamente; na verdade, leia-se mais lábia para os sujeitos de má fé) sacaram o intuito das perguntas, e manipularam suas respostas!

 

Desprograme-se

10 out

Engana-se quem pensa que o cérebro não precisa ser exercitado. Como dizia uma grande professora e amiga minha, “o que é dado é pra ser usado, senão atrofia!”. Então, nada de preguiça e mãos à obra!

Até os dois anos, a quantidade de neurônios cresce muito rápido, mas depois começa a haver um declínio natural. Mesmo assim, sempre estamos criando e reorganizando sinapses através da atividade intelectual. E vale desde palavras cruzadas até aprender chinês (ou japonês, viu Trotta?). E quanto mais exercício intelectual, melhor!

Mas nada de ficar sedentário também! Pois exercícios físicos e alimentação saudável ajudam no funcionamento dos neurônios.

Para manter o cérebro ativo, vale dormir bem, estimular a memória, estudar línguas, aprender novas palavras, alimentar-se bem, tomar café (ingerido moderadamente, ajuda a despertar o cérebro) e quebrar a rotina.

Quebrando a rotina

Que tal escrever seu nome de trás para frente? Ou ainda criar uma nova língua? E experimentar andar para trás, ou escovar os dentes com a mão esquerda? Como em uma brincadeira de criança, fazer coisas espontâneas e diferentes é um ótimo remédio para sair do piloto automático e ganhar mais consciência.

Experimente fazer de outra maneira pequenas coisas do dia-a-dia. Essa é uma boa oportunidade para experimentar novas sensações e descobrir o que você realmente gosta e o que deixou de gostar. Coisas simples como tomar um banho frio, fazer caminhos diferentes para chegar em casa ou trocar o elevador pela escada.

Se você sentir algum desconforto, é bom sinal. Conforto em demasia pode causar desequilíbrio: o corpo fica preguiçoso e a mente fica lenta para assimilar coisas novas. Segundo Moshe Feldenkrais (1904-1984), físico e educador que criou o Método Feldenkrais de Educação Somática, que estuda a relação direta dos movimentos do corpo e os modos de pensar, sentir, aprender e agir no mundo, “reagir sempre de modo previsível é algo que beira à compulsão neurótica” e “a única coisa que você pode mudar é a maneira como você faz o que faz”.

Desprograme-se, limpe seu “armário” pessoal ­ e abra espaço para o novo.

Baseado em Revista Vida Simples e PubliMetro.