Arquivo | março, 2007

Teatro dos Afásicos

27 mar

Nesse último final de semana (dias 24 e 25), participei de um congresso internacional de Fono aqui em Sampa. Foram dois dias de atualização, de encontros com colegas que não via há tempos, de reflexão e de emoção. Os dois últimos se devem, principalmente ao evento que encerrou as palestras no sábado: uma pequena mostra do Teatro dos Afásicos.

Primeiro, vamos a um grande “PS”:

Mas… o que é Afasia?
A Afasia é um déficit geral da linguagem decorrente de uma lesão no hemisfério esquerdo do cérebro. As causas mais comuns são: AVC – acidentes vasculares cerebrais (derrames, isquemias), traumatismos (causados por acidentes automobilísticos, armas de fogo, quedas graves, etc) e tumores cerebrais. A Afasia pode ser caracterizada por distúrbios na capacidade de compreender, expressar linguagem ou ambas as capacidades. Pode existir um distúrbio de comunicação leve, moderado ou severo, dependendo da extensão e local da lesão cerebral.

Tá… e o que eles fazem nesse “teatro”?
As técnicas modernas de reabilitação fonoaudiológica trabalham com o modelo interdisciplinar e recursos criativos. A arte dramática permite desenvolver e ampliar a socialização dos participantes e aumentar sua autoconfiança e auto-estima. Tal afeito positivo decorre da possibilidade de compartilhar experiências e de expressar dificuldades num clima de aceitação e reasseguramento. Como auxiliar de tratamento, o teatro constitui uma atividade prazerosa e estimulante, que é reforçada com as apresentações em público, provedoras de importante incentivo e reconhecimento grupal. O trabalho de arte dramática e fonoaudiologia é desenvolvido pela ONG SER EM CENA em etapas gradativas, garantindo a participação espontânea dos pacientes.

O Espetáculo
“Reconstruindo a Palavra” é o primeiro trabalho do grupo da SER EM CENA. Todos os participantes do elenco tiveram uma lesão cerebral que resultou em Afasia, isto é, numa perda de linguagem. Respeitando-se as capacidades atuais de cada integrante, foi montado este espetáculo a fim de que fosse mostrado o trabalho de reabilitação de fala e linguagem através de atividades de expressão dramática.

Quem quiser saber mais é só entrar no site da ONG: www. seremcena.org.br

Fim do “PS”.

O que eles mostraram no evento, foi um pequeno trecho da peça, que emocionou a todos. Confesso que também me senti tocada por outro motivo: em 2005, me senti sem chão, pois o meu Amor teve um AVC, e ficou afásico por uns quinze dias (melhorou graças à dicas da Fono do hospital que o orientou e, principalmente, pela sua garra e força de vontade).

E é isso que os afásicos devem ter: garra e força de vontade. Imagine-se não conseguindo compreender o que outros lhe falam. Imagine-se não conseguindo expressar o que quer. Imagine-se fazendo vários exercícios repetitivos a todo momento, com resultados lentos. Você tem que ter ânimo pra continuar persistindo! O grupo de teatro explicitou isso em seu texto inicial: “O que nos aconteceu? Nós perdemos a palavra. Mas não perdemos a força,não perdemos a garra. Temos força de vontade.” E não podem perder jamais!

Houve música de fundo por dois momentos. E que músicas! Leia as letras e preste atenção! Coloquei o link dos vídeos de ambas, tirados do Youtube. Escute as músicas! Transponha os significados para a situação até então descrita. Não consigo lê-las ou escutá-las sem me emocionar.

1. Paciência – Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára(a vida não para não…a vida não pára)

2. Palavras ao Vento – Cássia Eller

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança
em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Acho que todos devemos dar importância às nossas vidas. Valorizar o que temos, valorizar o fato de que podemos nos comunicar. E lembrar de ter um pouco mais de paciência!

teatro 1 teatro 2

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Termos de Motor de Busca

22 mar

UPDATE

GENTE… OLHA O QUE BUSCARAM HOJE E CAÍRAM NO MEU BLOG: MARÍLIA ZANNON, OU SEJA, EUZINHA. É MOLE? CLIQUEI NO LINK E ACHEI, ALÉM DO BLOG, MEUS VESTIBULARES, MEU CURRÍCULO DE PESQUISA (ASSIM COMO O DA MINHA ORIENTADORA E DA MINHA TIA, QUE TAMBÉM É PESQUISADORA), E ATÉ UMA REDAÇÃO QUE ME RENDEU O 3º LUGAR NUM CONCURSO DE REDAÇÃO EM 1999, SE NÃO ME ENGANO (QUALQUER DIA POSTO ELA AQUI). CONFESSO QUE FIQUEI SURPRESA.

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Termos de motor de busca são os termos que pessoas utilizam para pesquisar algo no google e acabam encontrando um blog.

Bom… não acho tanta graça nisso… mas confesso que apareceram coisas interessantes… vamos lá:

frase de noiva em fuga
mensagem de aniversário para freis

blogs feitos por meninas com imagens fof
Santa Rita do Sapucaí – blogs
grande frase
vaso sanitário lixo fotos

fotos de fefa de sexo
cumulo da preguiça?
atitudes que contribuem para a salvação
blog unifesp 2007 calouros

lixo em marilia
coisas de fono
texto tenis x frescobol
frase do ano

convite infantil lilo stitch
modelos de cabelos com pinturas e mechas
atitudes para economia de água

Entre outros… mas esses foram os mais, digamos, diferentes…

Coisas de Gente Grande

20 mar

Trechos extraídos do livro “O Pequeno Príncipe“.

pequeno principe

Capítulo VII

“- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”

Capítulo XX

“Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande…” E, deitado na relva, ele chorou. ”

Capítulo XXI

“- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… ”

“- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! ”

“- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
– O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
– Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
– Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…”

Capítulo XXVI

“- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir! ”

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O Pequeno Príncipe é um livro fantástico! Assim como o filme. Com sua linguagem quase pueril, fala das pessoas que batem no peito, com orgulho de ser “gente grande”. Têm orgulho em possuir bens (estrelas), são adoradores do dinheiro, mesquinhos, confusos, gananciosos… e se esquecem da simplicidade, da leveza da vida.

Personagens como o Rei (que era o único habitante de seu planeta e gostava de acreditar que tudo lhe obedecia), o Vaidoso (que acreditava que todos o admiravam), o Homem de Negócios (que acreditava possuir todas as estrelas do céu), o Acendedor de Lampiões (que seguia o regulamento sem compreendê-lo), o Geógrafo (que apenas debruçava-se sobre livros, mas nem sequer conhecia seu planeta), a Serpente (maliciosa), a Raposa (desconfiada) e o Aviador (Gente Grande), além de outros que o principezinho encontra na sua viagem, refletem o interior do homem, quase que de forma caricatural.

A quem não leu: leia! A quem não assistiu: assista! E reflita! Vale muito a pena!

O mundo é uma bolinha… de laranja!

16 mar

Acho muito engraçadas as coincidências da vida… Mas, como se diz, coincidências não existem (tem até um livro que li há tempos que fala um pouco disso, do Paulo Coelho – sei que não é um grande escritor, mas… – que se chama “Na margem do Rio Pietra eu sentei e chorei”, a quem interessar).

Difícil separar destino e coincidência… porque, se não existe coincidência, então é como dizer que aquilo estava predestinado; mas, se não existe destino, aquilo foi uma coincidência.

Não acredito nem em destino, nem em coincidência. Gosto de pensar que os fatos acontecem por sintonias mentais. Mentes, idéias, sentimentos… tudo tem uma vibração de energia. Tais vibrações, quando comuns, tendem a se encontrar, se aproximar. O poder da mente é muito forte.

Um PS: Para quem não viu, tem dois vídeos no blog do que tratam disso. Um é O que sabemos sobre nós?, e o outro é Sete Minutos de Sabedoria. Vale a pena conferir!

Bom, mas todo esse rodeio é pra quê mesmo?

É pra contar um fato curioso, que aconteceu lá no meu curso de especialização. Vamos lá. No curso, somos em 15 meninas, das quais, cinco se formaram comigo. Restando então dez meninas, que vieram de vários cantos do país: Manaus, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul… enfim, cada uma de um canto.

Nas primeiras aulas, a turma se apresenta, diz de onde veio… surgem as conversas paralelas… e olha só o que descubro:

1. Tem uma menina, que me parece ser um amor de pessoa, que se formou na Unicamp o ano passado. Para quem não se lembra, ou não viu o post, eu passei no vesibular da Unicamp há cinco anos. Poderia tê-la conhecido há anos atrás. Descobri ainda que outra amiga minha, a Habiba, que fez facul comigo, também havia passado na Unicamp e chegou a fazer uma semana do curso lá. Nessa uma semana, ambas fizeram amizade e ainda mantêm contato. Sou amiga da Habiba desde o primeiro ano e gostei de cara dessa nova amiga de Campinas; coincidência? destinadas a se conhecerem?

2. Outra menina do mesmo curso é de Santa Rita do Sapucaí, em Minas. Falei pra ela que achava já tê-la visto em algum lugar. Disse que fui em Santa Rita há algum tempo para a formatura de um amigo, que namorava a Biah, uma menina de lá. Conversa vai e vem, e essa menina diz “Ah, a Biah de Mococa? Claro que conheço! Blábláblá…”. Ainda não sei se realmente a vi lá, ou em alguma foto, mas… Outra coincidência?

3. Outra menina, do curso, é de Campo Grande. Falei pra ela que tenho um super amigo de lá e tals. Ela disse ser bem provável que o pai dela conheça o pai desse amigo, visto que ambos são políticos. Mais uma?

4. Duas meninas vieram da Unesp, em Marília. Falei a elas que tenho uma amiga que se formou um ano antes delas, a Camila. Elas disseram que adoram a Camila, que talvez morassem com ela esse ano e tal… Outra?

Bom… tudo bem que somos todas recém-formadas procurando se especializar. E que faculdades com nome de peso são poucas. Mas não acho que seja obra do acaso. Acho que são mentes vibrando na mesma sintonia.

O mundo é, realmente uma bola, pequenina, uma bolinha… “uma bolinha de laranja”, como disse o meu gatinho! 😉

Dia de calor…

13 mar

Não dá para negar que tem feito um calor insuportável nesses últimos dias.

Também não há como negar que tomar algo gelado, como água, suco ou um sorvetinho, vai muito bem nessas horas.

Mas também não dá para negar que só o meu gatinho tem certas idéias.

Num dia desses, fazia muito calor. Estava mexendo no computador: navegando, blogando, ou fazendo sei lá o quê. O Rô foi pra cozinha e ouvi ele abrir a geladeira. De repente, ouço um “rasp rasp rasp tum tum tum rasp rasp”. Então perguntei a ele do que se tratava aquele barulho. Ao que ele me respondeu tratar-se de sorvete.

Eu: “Sorvete? Que sorvete? Nem tem sorvete aqui em casa!”

Chega ele, segurando um copinho de vidro, cujo conteúdo é algo laranja e duro. Olhei e pensei “Mas o que é que é isso?!”. Olhei mais um pouco e percebi: ele havia congelado um copo de suco, para tomar como se fosse sorvete. 😛  😉  :/  O.o

suco-picole

Eu: “Mas, Rô, você congelou o suco?”
Ele: “Ué, tava com calor…”

Ninguém merece… não que eu nunca na vida tenha feito dessa… mas sabe quando você não espera por uma coisa assim? Pois é… Mas, pra quem não lembra, ele já tem uma certa história com a geladeira, pena que não me liguei de tirar uma foto na época…

Murphy

9 mar

Não acredito tanto na Lei de Murphy… sempre acho que poderia acontecer pior.
Mas, primeiramente, vamos ao dito cujo:

Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento, e de modo que cause o maior dano possível.

A Lei de Murphy diz que:

Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará.

Era, então, um princípio de design defensivo. Por exemplo, não faça uma ficha de dois pinos simétricos e ponha o rótulo “Este lado para cima”; se realmente importa o lado pelo qual ela deve ser ligada, então você deve criar um design assimétrico para que ele não possa ser ligado erroneamente.

Edward A. Murphy foi um dos engenheiros que trabalhavam nos experimentos de foguetes que estavam a ser feitos pela Força Aérea Americana (USAF), em 1949, através do projeto MX981, para testar a tolerância humana à aceleração.

Um experimento envolvia um conjunto de 16 acelerômetros montados em diferentes partes do corpo de uma pessoa-teste (uma “cobaia”). Havia duas formas pelas quais cada sensor podia ser colado em sua base e alguém instalou metodicamente todos os 16 de maneira errada. Murphy então realizou pela primeira vez esse pronunciamento. Tal pronunciamento foi citado pela pessoa-teste Major John Paul Stapp em uma conferência de imprensa alguns dias mais tarde.

Dentro de meses a Lei de Murphy tinha se espalhado por várias culturas técnicas ligadas à engenharia aeroespacial. Antes que se passassem alguns anos, muitas variações da lei foram criadas pela imaginação popular. A maioria dessas modificações são do tipo “Se alguma coisa pode dar errado ela “vai dar errado“, ou “O pão sempre cai com a manteiga para baixo”. Algumas vezes é chamada de lei da trapaça.

Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy.

 

Gostaram da historinha? Pois bem, deixem-me contar agora o motivo da introdução.

 

Ontem, saímos (eu++Fefa) de Bodasmóvel (popularmente chamado de carro ou automóvel pelos seres comuns), com destino a um barzinho da Zona Norte, próximo ao metrô Parada Inglesa.

Vocês podem estar se perguntando: mas por quê vocês resolveram sair para um barzinho em plena quinta-feira? Não tinham nada para fazer na sexta?

Eu explico. Embora todos fossemos acordar cedo na sexta (hoje), havia um nobre motivo para sairmos em plena quinta-feira: show de uma banda cover do Elvis. Infelizmente não era o Edson, seu cover mais famoso que ainda iremos ver, mas era um bom cover do Rei.

Todos arrumadinhos e tal. Lá fomos nós. Já estávamos na Zona Norte, próximo ao metrô Santana. Entramos em um posto (para pegar um outro sentido na rua, cortar caminho visto que o retorno era lááá pra frente). No que estamos virando o carro, nada da marcha entrar. Só entrava a ré, mais nada (imagina que divertido, voltar para a Zona Sul de ré… não dá). Fuça que fuça. Nada. Liga para um guincho (cem reais para levar da Zona Norte para a Zona Sul): “ah, vai demorar uma hora mais ou menos”.

Saímos do carro e fomos ao posto vizinho, que tinha uma lojinha de comes e bebes. Compramos um Doritos, três Coca-Colas e um Talento. Sentamos na mesinha. Em 10 minutos chega o guincho (pelo menos, foi rápido). Coloca o carro, com o Rô dentro, no guincho e subimos as duas no carro. Fomos os três guinchados.

“Ah, vamos ouvir uma musiquinha porque vai demorar, né? Olha o trânsito! Por quê não coloca o CD do Elvis?” (kkkkk… maldita frase… sei quem disse, mas não ME acuso).

Fomos para casa ao som da Banda Tubaína, e tirando várias fotos (do guincho, do chão, da Paulista, dos ocupantes do veículo, do trânsito, do carro sendo tirado do guincho, da cara de enfezado do motorista do guincho). Demos muita risada, para não chorar.

 

 

guincho

“Onde o cara vai deixar o carro? Não dá pra ele entrar na garagem do prédio, né?” “Não, ele vai deixar na rua de casa, em frente ao mecânico.” “Ah, bom! Mas não é perigoso deixar na rua?” “Ô, Marília! Ô Marília! Quem é que vai conseguir roubar o carro desse jeito, Marília?!” (frase dita entre os dentes, contendo a forte emoção da raiva). KKKKKKK, mais gargalhadas.

Enfim, chegamos em casa sãos e salvos. Fiz um cafezinho, batemos papo. A Fefa ia ser levada pra casa de Bodasmoto (moto, para os comuns). Ah, não vai chover, não! Ventos, trovoadas e relâmpagos. Chuáááááá…” Ô pai, dá pra você vir me buscar?” Vem o pai da Fefa, e a Nany (sua linda cachorrinha que ainda não conheço pessoalmente), buscá-la de carro, sob um quase-temporal.

Mas, sabe, poderia ser pior, muito pior. Não aconteceu nenhum acidente conosco ou com o carro. O carro quebrou dentro de um posto. Iremos pegar estrada esse final de semana, poderia ter sido na estrada. Mas, não foi. Acho que não chegou a ser uma aplicação de Murphy, afinal!

Fim da história.

———————

Um PS: O bom é que o carro já foi consertado. Não teve que trocar nada. Só consertar uma espécie de trambulador, que fica no câmbio.

Atitudes Ecoconscientes

4 mar

Visitando o blog da Menina Eva, há algum tempo vi um post que ela fez, inspirada em outro blog, sobre atitudes ecoconscientes. Achei a idéia um barato! Acho que cabe a cada um de nós contribuir para que o mundo continue existindo, com as mesmas características de hoje.

Lendo algumas matéria na Folha, fiquei assustada ao saber que há previsões de o litoral brasileiro sumir dentro de alguns anos. Em uma das reportagens eles mostraram que a maré já subiu e “engoliu” grande parte da areia. Pensei na minha Ubatuba, que passei a gostar tanto após uma lua-de-mel que tive com meu gatinho, e me aterrorizei em perceber que, caso nada mude, nunca poderei ter uma casa lá, e nem continuar indo para lá até ficar velhinha. Lá está descrito que a mudança de clima é apenas um dos aspectos afetados: há mudanças no solo, na economia, etc…

E olha esse calor estonteante que anda fazendo em São Paulo!? Seguido de verdadeiras tempestades…

Poxa, ainda quero ser avó! Mas que chance meus netos teriam em um mundo virado do avesso? Pensando nisso (e cada um pensando no que quer para o futuro), me sinto na obrigação de dar minha contribuição. Por menor que ela seja, de grão em grão a galinha enche o papo (queria colocar aquele provérbio, em que a andorinha enche o bico de água para apagar o fogo da floresta, e falam que ela não conseguirá nunca sozinha, mas ela diz que está fazendo a parte dela; mas não lembrei o que ela falava… caso alguém se lembre, me conte!).

Então, vamos lá:

“Poste as atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no boteco, etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra.”

“Cada um escolhe o tempo verbal e o local que quer usar, e se possível, discute um pouquinho sobre cada uma das suas 3 atitudes. Se a pessoa tiver mais atitudes para postar, não tem problema, ponha quantas quiser. O mais importante é tentar pôr a mão na ecoconsciência e tirar atitudes que você acha interessantes de serem repassadas para outras pessoas ao redor, que outros leiam e, quem sabe, se inspirem.”

Minhas atitudes:

1- Economia de água. Não deixo a torneira da pia da cozinha e do banheiro abertas quando não estou usando. Enquanto passo sabão na louça, enquanto escovo os dentes, a torneira está sempre fechada! O banho é demorado quando lavo o cabelo, mas deixo o chuveiro desligado enquanto passo xampu e sabonete, só ligando para enxaguar. A economia no banho não é sempre que lembro, preciso me esforçar mais!

2- Economia de energia. Sempre desligo o monitor do computador quando dou uma saidinha, desligo a TV quando não estou assistindo, apago as luzes de um determinado ambiente quando ninguém está nele, nada de abajur ligado ou luz do corredor acesa. Sou bem prática e adoro a vida moderna: uso microondas, aspirador de pó, grill elétrico… e tudo isso demanda energia. Mas procuro não utilizar o microondas para ferver água, por exemplo (coisa que é bem mais rápida no fogão); não uso o aspirador de pó para “varrer” a casa…

3- Separo o lixo. Aqui em casa tenho dois lixos na cozinha: uma para orgânicos e não-recicláveis e outro para recicláveis, como plástico, papel, alumínio, vidro. Me sinto muito bem fazendo esse item! Não custa nada e não dói!

4- Jogo lixo no lixo. Lugar de lixo não é na calçada, nem no vaso sanitário (na minha opinião).

Ainda falta muito para ser ecologicamente correta, e acredito que nunca serei. Imprimo muita coisa em papel não-reciclado, ando muito de carro/moto, etc… Mas se cada um fizer a sua parte, quem sabe o mundo tem salvação?!

A idéia é que cada pessoa que ler esse post pense em suas atitudes e mude o que achar necessário. Quem quiser, poste em seu blog suas atitudes ecoconscientes. Ou coloque suas atitudes nos comentários. Ou apenas, e mais importante, aja.