Arquivo | junho, 2008

Sociedade descartável

30 jun

Esse mês, li uma coluna muito interessante de Luiz Roberto Marinho, novo colunista da Revista Vida Simples (revista que adoro e assino).

Ele fala sobre o quanto nossa sociedade tornou-se descartável. Adepto da linha “dize-me o que compras, e eu te direi quem és”, ele faz um breve relato de situações em que dá de cara com o excesso. Excesso de afazeres, excesso de informações, de publicidade e de bens.

De mudança para um novo apartamento, ele conta que um dos proclamados diferenciais do prédio é ter um depósito, para que os moradores possam guardar as tranqueiras que vão comprando, sem pensar, e que acabam por não usar/caber no apartamento.

Hoje, a cada dia, surge um modelo novo de celular, uma câmera digital mais potente, um opcional diferente para o carro, um aparelho de som com mp3 e cartão de memória, novas roupas da moda… e se não tomamos cuidado, somos engolidos por essa avalanche de novidades. Antenado é quem tem o iPod último tipo, mesmo que tenha comprado o penúltimo há três meses. Design e marca são mais valorizados do que a durabilidade. E nessa, o lixo, as coisas inúteis vão se acumulando.

As coisas são muito transitórias, efêmeras. Até mesmo os relacionamentos são assim (veja o exemplo do “ficar”).

Ele termina a coluna citando o sociólogo Zygmunt Bauman em Vida Líquida: “em um mundo repleto de consumidores e produtos, a vida flutua desconfortavelmente entre os prazeres do consumo e os horrores da pilha de lixo”.

E eu, termino esse post alertando para o consumo consciente, sem excessos.

Susto

26 jun

Meo Deos!!!

Tomei dois sustos!

O primeiro foi há pouco mais de duas semanas: maridóvisky caiu da moto e machucou feio! Quebrou o braço e tudo! Teve que operar. Mas está passando bem agora, de tipóia no braço esquerdo; sem dor, pelo menos. Família dele veio pra cá me ajudar a cuidar dele, mas já foram todos embora essa semana. Uma loucura esses dias, uma correria só!

O outro susto foi hoje: estou há exatos 15 dias sem blogar!! O.o Ai, que estou sentindo falta de tudo isso aqui! Tô voltando! O post de hoje foi só pra contar pra vocês o motivo do meu sumiço! Logo mais escrevo um post decente!

Abraços a todos!

Gráficos de Música: o Resultado

11 jun

Ainda bem que ao menos a Menina Eva, do Cintaliga e o Guilherme, do Sapatos de Lata, acertaram as músicas! Eles e meu maridóvisky, que acertou uns pedaços das letras das músicas (ele não comentou, mas me disse).

Eu já estava me sentindo uma E.T. ! A única na face da Terra que ouviu boas músicas infantis na infância.

Tudo bem, vocês podem não ter sacado o gráfico… então vejam se reconhecem as músicas agora.

A primeira chama-se O Circo. A letra é de Sidney Miller. A versão cantada que marcou minha infância, que eu ouvia na fitinha cassete, era na voz de Nara Leão. Não achei o vídeo nem o áudio dessa versão para baixar (quem achar, me mande). Então, coloco aqui a letra e um link para uma página com várias músicas; cliquem na quarta e curtam!

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutras feras se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança

A segunda chama-se Piruetas. A letra é de Chico Buarque e ele canta junto com Os Trapalhões. Divertidíssima!!

Gráficos de Música

6 jun

Adorei quando vi esse meme no Cintaliga.

A idéia de transformar um trecho ou título de música em imagens gráficas é bem interessante! E dá um certo trabalho imaginativo, principalmente para pessoas de pouca criatividade como eu.

Mas,vamos lá? Qual é a música? Ou melhor, quais são as (duas) músicas?

DICA: são músicas infantis, que ouvia quando criança.

A primeira:

E a segunda:

A Batalha do Apocalipse

2 jun

Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo.

UPDATE (JULHO/2010): O LIVRO ACABA DE SER LANÇADO PELA EDITORA RECORD E ESTÁ À VENDA NAS MELHORES LIVRARIAS DO PAÍS!

UPDATE: A BATALHA DO APOCALIPSE EM PRÉ-VENDA!

UPDATE AGOSTO/2011: NOVO LIVRO DE EDUARDO SPOHR EM PRÉ-VENDA, FILHOS DO HÉDEN!

O Rodrigo comprou esse livro, de autoria de Eduardo Spohr, na Nerdstore, do Jovem Nerd.

Ele havia ficado interessadíssimo no livro apenas em ouvir um dos podcasts do blog, no qual eles comentam sobre a história do mesmo.

O livro chegou em casa e eu comecei a lê-lo antes do Rodrigo, por um motivo nada nobre: quando saí de casa, esqueci de levar a minha chave da porta. Como saí junto com o Rodrigo, e ele trancou a porta com a chave dele, nem me toquei. Resultado: fiquei sentada no hall de entrada do prédio, lendo o livro que acabara de me ser entregue pelo porteiro.

O livro já começa bem interessante. A narrativa é envolvente e leva você a sempre querer saber mais sobre o próximo capítulo (não li de uma vez, afinal, são 500 páginas e eu, infelizmente, não tenho o tempo todo livre). Mas o livro me acompanhava a todos os lugares (tive que disputar com o Rodrigo no início, mas depois, devido ao trabalho, ele parou de ler e ele ficou todo só pra mim!).

O livro trata da batalha do Apocalipse, de uma forma inusitada.

É sabido de todos (ou quase todos) que, segundo a Bíblia, Deus construiu o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Pois bem. No livro, os dias são metafóricos; na verdade, cada dia dura milhares e milhares de anos (o que cruza um pouco com a teoria de evolução estudada nas aulas de biologia). E o sétimo dia de descanso iniciou assim que Adão e Eva foram criados e só terminará no Apocalipse! Ou seja, Deus está dormindo enquanto nós estamos aqui, curtindo e sofrendo as conseqüências de nosso livre arbítrio.

Antes de cair no sono, Deus deixou com os Arcanjos (são eles cinco irmãos: Miguel, Gabriel, Uziel, Rafael e Lúcifer) a tarefa de administrar o mundo durante sua soneca.

Com inveja dos humanos (meros bonecos de barro), alguns dos arcanjos queriam exterminar a raça humana a todo custo (daí vieram o dilúvio e a destruição de Sodoma e Gomorra). Miguel era o chefão dos arcanjos e ordenava tais desastres. Mas um grupo de anjos, descontente com essa tirania, se rebelou. Cometeram o erro de confiar a Lúcifer (que também parecia descontente) os planos da rebelião. Lúcifer os delatou, o que deu início a uma batalha no céu. Esses anjos, os Renegados, foram expulsos do Paraíso e condenados a viver na Haled (aqui, onde vivemos eu e você). Pouco tempo depois, Lúcifer e outros anjos que resolveram segui-lo, também se rebelaram contra Miguel; ao perderem, foram também expulsos do Paraíso e confinados ao Sheol (inferno, se preferir).

Os anjos renegados foram caçados e exterminados um a um, por ordem do arcanjo tirano. Apenas um sobreviveu: Ablon, o líder da revolução.

Após milhares de anos, passando por Babilônia, Império Romano, China, e outros lugares, Ablon estava no Rio de Janeiro quando o Apocalipse (o dia do despertar do Altíssimo) finalmente se aproximou!

Lúcifer, a Estrela da Manhã, convida Ablon para unir-se às suas legiões na batalha do Armagedon, a guerra que decidirá o destino do mundo!

Se ele aceitou ou não, você terá que ler para descobrir. Mas antes de chegar nesse ponto do livro, há várias outras histórias muito bem escritas e bem contextualizadas.

O livro não foi lançado por nenhuma editora, e está a venda apenas na Nerdstore.

Não, eu não ganhei nada com isso! Mas adorei o livro e resolvi compartilhar com vocês!

Quer saber mais? Entre aqui!