Arquivo | fevereiro, 2011

A passagem do tempo

24 fev

Essa semana uma boa notícia me fez pensar no tempo… e me deu uma certa angústia/melancolia… Só sentimos mesmo a passagem do tempo observando as marcas que este deixa em outro ser: é sua cachorra que ganhou pêlos brancos, é uma amiga que se casa… então você se olha no espelho e confirma que sua pele não é mais a mesma, existem pequenas rugas finas no seu rosto.

Minha irmã caçula passou no vestibular: vai cursar odonto na federal de alfenas e morar com a irmã do meio, que faz farmácia na mesma facul.

Minha irmã caçula, dez anos mais nova que eu saiu de casa pra morar em outra cidade e fazer faculdade. Se despediu das cachorras, do meu pai e minha madrasta, e foi.

Estou mesmo velha, o tempo está mesmo passando.

É claro que fiquei radiante com a notícia! Liguei pra ela pra dar os parabéns, liguei pro meu pai e minha madrasta e uma coisa que eles disseram me chamou mais a atençao para o que estava realmente acontecendo: “Agora estamos bem. Em alguns dias, a ficha vai cair. Seremos só nós e as cachorras em casa.”

Nessa hora caiu a minha ficha. Eles estão sozinhos. E mais velhos. Senti um misto de compaixão pela recém-situação deles com um medo da chegada do tempo, que, inexorável, nos priva do contato das pessoas queridas, levando-as embora para outro patamar.

Também senti uma ponta de ansiedade: e quando for minha vez? Quando os meus filhos forem embora de casa? Isso porque ainda nem tenho filhos…

Estou mesmo envelhecendo… o tempo está mesmo passando.

 (Maryl Streep cantando Slipping Through my Fingers, do ABBA. Assistam!)

Mas não dêem ouvidos a nada disso, não dêem a isso mais importância que a merecida. Carpe Diem! Aproveitem a vida, porque ela passa.

Leiloca, querida, parabéns pra você! Curta os anos de facul, a experiência de morar fora, os novos amigos, o novo aprendizado, as festas… curta tudo e aproveite ao máximo! Se precisar, sua irmã mais velha estará aqui! Beijos!

Reflexões difusas

17 fev

Já estamos no meio de fevereiro… e este e meus outros blogs estão às moscas. Não por falta de vontade, e sim, como disse meu amigo André Rosa em seu belo post, temos todos ocupado nosso tempo com outras prioridades. Precisei priorizar meu mestrado, que, graças a todo esse esforço, consegui entregar os resultados às minhas orientadoras ontem; priorizar a vida a dois, que é uma delícia mas tem que ser realmente vivida a dois; priorizar o pouco tempo que tenho junto com minha cachorra; priorizar os períodos de descanso; prioririzar os momentos de lazer… e assim, os blogs foram ficando desatualizados.

Me assusta entrar nas estatísticas desse blog e ver o quanto, mesmo sem atualizações, ele continua muito bem acessado. Com exceção de dias atípicos, como em Novembro, em que em um dia recebi quase 900 visitas, a média está de 200 visitas diárias. Acho que isso se deve aos posts variados e à dedicação que tinha com esse blog. Não sei se voltarei a ter tanto tempo pra ele; aliás, em minhas previsões me vejo tendo cada vez menos tempo, … mas penso em deixar a casa sempre arejada, com alguns posts, respondendo aos comentários na medida do possível.

Acho que estou em um momento mais intimista… mais reflexivo… pesando o que vale realmente a pena. Às vezes me pergunto de que vale trabalhar tanto, estudar tanto… só pra ter a possibilidade de ter mais dinheiro trabalhando menos. O que vale mesmo nessa vida são as boas pessoas / seres vivos com quem nos relacionamos de verdade: vale o marido, vale a cachorra, valem as verdadeiras amizades… o resto? Só serve pra ocupar nosso tempo e distrair nossas mentes do verdadeiro sentido da existência.

No começo do ano, me deu uma preguiiiça… ano novo, de novo! Tudo de novo, os meses todos, os dias todos, os afazeres… Queria que todo ano fosse sempre melhor que o anterior, em tudo… Mas o Rodrigo me disse: “Ma, sempre um ano é diferente do outro! Sempre acontecem coisas diferentes, sempre fazemos coisas diferentes… Se todo ano fosse sempre melhor que o anterior, rumaríamos à perfeição, o que, como mostra no filme Matrix, é inaceitável pela mente humana.” Esse marido é tão mais sabido que eu… tão melhor do que eu…

Mas é isso aí… vamos vivendo a vida… tentando aproveitar dela o que realmente vale!