Arquivo | julho, 2008

Um pouco de mimimi…

31 jul

Puxa! A semana passou e eu não consegui sentar aqui pra escrever um post! Assim como não consegui fazer N outras coisas. Preciso organizar meu tempo melhor… afe! 😥

Estou trabalhando (como fono, graças a Deus) até que bastante (a remuneração não é muita, mas é muito bem-vinda) e cursando o estágio probatório do mestrado ao mesmo tempo_ ou seja, as coisas estão bem devagar no quesito ensino… 😳

Quero contar que no último sábado eu dirigi do centro velho até a Vila Mariana. Foi a primeira vez que peguei o carro depois da batida. E a primeira vez que fiz um percurso desse tamanho (esse ano, dirigi na lua de mel, naquelas cidades maravilhosas que são Canela e Gramado, e quando levei a Lilo do pet shop até minha casa). Tremi nas bases. Não conseguia nem enxergar o reflexo dos carros no retrovisor. Afobadíssima! E o Rô do lado, insistindo pra que eu continuasse, me indicando os caminhos, as marchas, as entradas, tudo: me ajudando demais. Chegamos inteiros até em casa. Mas na hora de colocar o carro na garagem eu travei: veio a imagem da batida e não consegui. Chorei até e saí do volante. Como disse o Rô, tenho que trabalhar minha cabeça, pois tirei carteira em Poços, que não é moleza, de primeira. Tenho que sumir com esse pânico. Vou ali jogar ele pela janela e já volto (…). 😕

Quero contar também que fiz um arroz de forno super gostoso, diretamente da minha cachola, e ele foi tratado como um virado (sabe, aquele que você junta tudo e mais um pouco na panela e come? O próprio!). Falei ao Rodrigo que se ele ofendesse meu vira… ops, meu arroz de forno ele ia dormir na caminha da Lilo. Hunf!

Vocês viram uma das últimas declarações do Maluf? Saiu no Metro: “A solução para o trânsito de São Paulo é cobrir os rios Pinheiros e Tietê para fazer mais faixas para os carros!” 😡

Pior que essa, só a do Bush: “Precisamos conter a alta do petróleo! Vamos explorar petróleo abaixo das grandes florestas!” 😯

Em época de discursos verdes pra tudo que é lado, esses dois estão dando o exemplo.

Anyway, né? Fim da sessão mimimi.

Tem post novo no outro blog (vale a pena conferir!).

Eu, primata

17 jul

Nós, seres humanos, nos achamos a última bolacha do pacote, os reis da cocada preta, a criação suprema de Deus, superior a todas as outras. Esse sentimento de superioridade vem desde o Gênesis, quando Deus criou o homem à sua imagem, ficando os demais animais delegados a cumprir as vontades humanas. Sempre que o homem “peca” culpa seu lado animal e irracional (são chamados de animais, bestas, antas), sempre que é bom, o é graças ao lado humano. Não é à toa que o demônio é caracterizado com “apetrechos” animais: chifres, cauda, pata.

Rodrigo Cavalcante, na Revista Vida Simples de Junho, aborda o tema de maneira deliciosa. Abaixo, trecho da matéria.

O biólogo holandês Frans de Waal no livro Eu, Primata, faz um fascinante estudo que compara o comportamento de chimpanzés e bonobos (espécie semelhante ao chimpanzé) ao nosso próprio comportamento. Após anos de observação dos nossos parentes mais próximos na evolução (os chimpanzés compartilham conosco 98,6% dos genes), De Waal e uma série de outros pesquisadores estão derrubando as fronteiras que colocavam a espécie humana totalmente à parte de seus primos, como se nós não fôssemos primatas ainda que com menos pêlos. Não se trata de defender que seres humanos, chimpanzés, orangotangos, gorilas e outros primatas são iguais. Eles não são. Mas de reconhecer o que os especialistas sabem há muito tempo: somos bem mais parecidos com eles do que costumamos admitir e vice-versa. Assim como nós, os grandes primatas têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas. Ao identificar em outras espécies traços que eram considerados exclusivos dos seres humanos, a forma como encaramos nossas próprias emoções e comportamento deve mudar nas próximas décadas.

Foi o velho Sigmund Freud, há mais de 70 anos, o primeiro a reconhecer com maestria a origem do desconforto que sentimos ao vivermos em uma sociedade que barra a todo instante nossos impulsos e desejos. Freud chamou essa tensão entre o desejo e sua restrição social de mal-estar da civilização, nome de um de seus ensaios mais importantes, que descreve o confronto entre o animal que somos e a sociedade que tenta domesticá-lo.

Desde o século 4 a.C., Aristóteles já havia definido o homem como um animal político. No século 16, Maquiavel revelou de forma crua os mecanismos nem sempre nobres pelos quais os homens alcançam e preservam o poder. Por que, ainda assim, insistimos em dissimular o desejo humano por poder? Quando foi estudar os chimpanzés na Tanzânia, na década de 1960, a americana Jane Goodall fez uma descoberta fascinante: as coalizões e disputas entre os machos de um mesmo grupo eram cheias de lances típicos de parlamentares no Congresso. Ao contrário do que muitos imaginavam, Goodall percebeu que a força bruta não era suficiente para que os machos dominantes preservassem seu poder. Para isso, eles tinham que fazer alianças e conchavos, como qualquer candidato à promoção em uma empresa ou a um cargo político.

Se você acha que o homem é o único animal capaz de fazer sexo como forma de aliviar um dia estressante, você precisa conhecer os bonobos. Conhecidos no passado como chimpanzés-pigmeus, hoje os estudiosos sabem que os bonobos são primatas com características físicas e traços sociais bem diferentes dos chimpanzés. Enquanto os chimpanzés são liderados por machos, os bonobos são dominados por fêmeas e costumam levar uma vida bem mais pacífica por meio de uma atividade sexual, digamos assim, bem movimentada. Os bonobos não só fazem sexo em uma infinidade de posições, mas também em praticamente todas as combinações de parceiro, afirma Frans de Waal. Eles refutam a idéia de que sexo se destina unicamente à procriação.

Após séculos de pregação religiosa, grande parte da humanidade se sentiu perversa ao ouvir que o sexo destinava-se exclusivamente à procriação. Defensores dessa tese costumavam usar exemplos do mundo animal, já que muitas espécies têm ciclos sexuais bem determinados. Como o estudo dos bonobos revelou que eles fazem sexo até mesmo para amenizar a disputa na hora de partilhar alimentos, as teses de que o sexo serve apenas para a procriação tiveram que ser revistas.

Por muitos séculos, a discussão em torno da essência humana dividiu os filósofos em dois lados. De um, estão aqueles que acreditam que o homem é naturalmente inclinado à violência e à competição ou, como no velho provérbio romano, a idéia de que o homem é o lobo do homem. Do outro lado, estão os filósofos que acreditam que o homem tem uma natureza pacífica. Para eles, a violência da guerra, por exemplo, seria muito mais um desvio provocado por circunstâncias temporárias como a escassez de alimentos ou disputas territoriais que um traço humano inato.

De acordo com os pesquisadores do comportamento dos primatas, a disputa entre essas duas vertentes faz pouco sentido. Ou seja: não somos totalmente agressivos nem totalmente altruístas. Somos uma espécie bipolar, afirma De Waal, lembrando nossa capacidade de, em alguns segundos, passar da compaixão à ira, do relacionamento estável ao sexo promíscuo, da cooperação à disputa feroz pelo poder.

De acordo com o pesquisador, mesmo que tenhamos, sim, predisposições inatas, isso não significaria que os humanos seriam espécies de atores cegos encenando programas genéticos da natureza. Assim como outros primatas, temos flexibilidade para improvisar e nos adaptarmos à natureza de diversas formas, mas com uma responsabilidade extra. Como nossa espécie conquistou a dominância sobre todos os demais, é ainda mais importante que ela se olhe com honestidade no espelho para conhecer tanto seu arquiinimigo como seu aliado, pronto para ajudar a construir um mundo melhor, diz De Waal. Ou seja: em vez de querer enterrar o fato de que somos primatas, devemos ter humildade para reconhecer que a beleza e a tragédia da vida do homem deriva do fato de que ser humano é ser um animal e não necessariamente no velho sentido negativo da palavra.

Leia mais aqui.

Barulho na cabeça – ou Zumbido

13 jul

UPDATE: TV ZUMBIDO E INSTITUTO TANIT GANZ SANCHEZ

Há quase três meses inaugurei a coluna Fala, tia Fono. Depois do texto inicial, veio um post sobre voz. E antes dessa inauguração veio um post sobre fones de ouvido. Conforme escrevi na inauguração, essa coluna não terá uma periodicidade. Mas devo confessar que isso aqui estava muito largado.

Nem respondi à dúvida da Fefa no post inaugural: “Uma pessoa que fala muito alto, tem necessariamente problema de audição?!?”

A resposta a essa questão é: Graças a Deus não! O falar alto não é necessariamente um indicativo de perda auditiva. Aliás, muitas vezes, ele é apenas um hábito (um mal hábito, por sinal, uma vez que pode causar danos às pregas vocais da pessoa que fala e incômodo na pessoa que escuta!). Mas, por outro lado, quem escuta mal (ou seja, tem perda auditiva) pode acabar perdendo o controle sobre sua voz, uma vez que não a escuta em intensidades normais (só se ouve quando grita). A melhor opção é procurar fazer um exame de audição, ou audiometria. Através dele você saberá se tem perda auditiva (e poderá buscar tratamento adequado) ou se tem um mal hábito (e poderá esforçar-se para deixá-lo de lado). Respondida a dúvida, Fefa?

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Agora, vou falar um pouco sobre algo que incomoda muita gente: um barulhinho chato que aparece no ouvido, o zumbido. Ele pode ser agudo ou grave, intermitente ou ininterrupto, ser uni ou bilateral, fraco ou forte. Pode parecer um chiado, apito, cigarra, panela de pressão, cachoeira. Pode aparecer só quando o ambiente está silencioso, ou pode te acompanhar 24 horas por dia. Ele é um sintoma, não uma doença, podendo ter uma ou várias causas. Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos idosos.

Existe o zumbido objetivo, que é aquele provocado pelo próprio organismo_ são ruídos fisiológicos (comuns ao funcionamento dos órgãos) ou fisiopatológicos (indicam que algo não vai bem no seu corpo). O zumbido objetivo é muito raro e pode ter várias origens, dentre elas, ruídos cardíacos ou circulatórios e ruídos vinculados à presença de um tumor.

Os ruídos mais frequentes (95% dos casos) não derivam de ruídos reais; são subjetivos. Resultam de sinais nervosos aberrantes nas vias auditivas. Os por quês dessas aberrações devem ser investigados por médico especialista no assunto.

Pesquisas em revistas científicas afirmam que 15% da população mundial teve ou tem zumbido. No momento da pesquisa, “apenas” 4% da população estava com zumbido (240 milhões de pessoas no mundo). Estima-se que ocorra em cerca de 25 a 28 milhões de brasileiros.

O zumbido ainda é uma incógnita (e, por isso, nem sempre tem cura) e tem sido muito pesquisado. Muitas vezes, ele vem junto com uma perda auditiva. Por isso, se o zumbido estiver te incomodando, procure um médico e se informe sobre o assunto, para que juntos vocês possam optar pelo melhor tratamento (seja ele efetivo ou paliativo).

Post baseado na Revista Audio Infos n. 8, edição brasileira.

POSTS RELACIONADOS:

1. CAMPANHA NACIONAL DE ALERTA AO ZUMBIDO

2. PALESTRA SOBRE ZUMBIDO (EXCELENTE!)

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Colabore com a coluna Fala, tia Fono mandando suas dúvidas e sugestões através da caixa de comentários ou por e-mail (mariliazafig@gmail.com). Até a próxima edição (que não sei quando será)! Abraços!

Não sou rica, nem loira e não tenho pipi!!!!

7 jul

Conclusão óbvia: não sou o Gugu Liberato!!

Desde o final de junho e até hoje, centenas de paraquedistas que buscam no Google por “promoção domingo legal não tem preço” ou coisa do gênero, caem em meu blog, no post em que falo da promoção da Mastercard.

Fiquei surpresa ao digitar a frase acima no Google e ver que meu post aparece em primeiro lugar, antes até da tal promoção do Gugu. Fato que fez minhas visitas saltarem de 200 (em média) para 400 (recorde só superado quando tive um post linkado no Ueba).

Se fosse apenas as visitas, tudo bem… mas junto com elas vieram os comentários bizarros. Pessoas pedindo coisas, me chamando de Gugu e etc. Eu surtei!! Escrevo tanta coisa legal (na minha opinião), interessante, e as pessoas nem se dão ao trabalho de ler?!?! Ao contrário, acham que estão falando com o Gugu??? Ah, me poupem! E os erros de português??

Fiquei doida com pérolas como: “gugu eu quero muito ir na fabrica de chocolate”, “nao tem preço passar um dia com a cantora kelly key” e “OLA Gugu meu nome e thalita tenho 8 anos meu sonho e conhecer uma fabrica de boneca”. Mais aqui.

Só para terminar: odeio paraquedistas!!! Hunf!