Archive | julho, 2007

O Bairro que não existe

25 jul

Vocês já leram alguma vez o Jornal Metro, distribuído durante as manhãs de segunda a sexta em esquinas movimentadas da capital? Não confundam com o Jornal do Metrô, que é outra publicação, distribuída nas entradas dos metrôs paulistanos. O Metro é um jornal mundialmente conhecido (distribuído em mais de 20 países) que começou a circular no Brasil dia 7 de maio, devido a uma aliança do Grupo Bandeirantes de Comunicação com o Metro Internacional.

Enfim, viciei nesse jornal, que traz notícias rápidas sobre assuntos diversos. Sempre que vou à faculdade pego meu exemplar.

O curioso é que dia 24 de julho, ontem, o Metro noticiou duas inverdades em uma só manchete: “Pari remete a pescaria no Tietê”. Eis a reportagem descabida e inverossímil:

“Uma rede para pescar muito usada a partir do século 17 deu origem ao nome de um dos bairros do centro da cidade, o Pari. No entanto, o mais inusitado para os paulistanos, hoje, era o local dessas pescarias: os rios Tietê e Tamanduateí.

Pari, ou paritá, é uma armadilha para peixes feita com varas: cada ponta é posta numa margem do rio. Já o bairro era um povoado formado basicamente por índios, portugueses e mamelucos, em geral pescadores, no final do século 16. Eles viviam em uma região que constantemente era alagada pelas cheias do Tamanduateí e, às vezes, do Tietê.

Era nesse bairro que os paulistanos compravam peixe, em frente à Igreja do Carmo e nas ruas da região. O ritual sobreviveu até 1867, quando surgiu o Mercado Municipal, em 1867.

Na segunda metade do século 19, com a abertura de ferrovias (a primeira estação da Luz é de 1867, a atual foi concluída em 1901), o Pari ganhou um pátio para trens, hoje desativado. No século passado, virou o bairro doce por causa das fábricas e vendas do produto. Hoje é reduto de bolivianos, muito deles imigrantes ilegais, que se reúnem aos domingo na Praça Padre Bento para cantar e dançar.”

Quanta mentira!! Onde já se viu pescar no Tietê? E pior: citar um bairro que não existe!! Santa ingenuidade…

Autoria do texto: eu (com o texto em si) e Rodrigo (com a idéia).

Pinga x Cachaça

23 jul

Vocês sabiam que pinga e cachaça são coisas diferentes? Não? Pois é, mas são… Mas são termos utilizados como sinônimos por quase todo mundo. É bem difícil eu ingerir cachaça pura, exceto por três tipos que ganharam meu paladar: a Tequila, a Canelinha e a Jurupinga. Fora esses três tipos, fico com uma boa caipirinha, seja com limão, seja com outras frutas. Segue uma pequena história sobre a cachaça e a destilação pelo mundo.

A cachaça é destilada a partir da borra ou melaço da cana, ou seja, das sobras da fabricação do açúcar. Já a pinga é fabricada a partir da garapa, do caldo de cana fermentado e destilado, depois da fervura e evaporação, que “pinga” na bica do alambique.

Os primeiros relatos sobre a fermentação vêm dos egípcios antigos. Curavam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado. Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens (a água que pega fogo ou água ardente _al kuhu). Alquimistas tomam conhecimento da água ardente, atribuindo-lhe propriedades místico-medicinais. Transforma-se em água da vida, e a eau de vie é receitada como elixir da longevidade.

A aguardente então vai da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra al kuhu e sim al raga, originando o nome da mais popular aguardente da península arábica: arak; uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o Kirsch; na antiga Tchecoslováquia, atualmente dividida em República Tcheca e República Eslovaca, a destilação da Sleva (espécie de ameixa) gera a slevovice (lê-se eslevovitse). Na Escócia fica popular o whisky, destilado da cevada sacarificada. No Extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam vinho. Na Rússia a vodka, de centeio. Na China e Japão, o sake, produzido a partir da fermentação do arroz é frequentemente confundido com uma aguardente devido ao seu elevado teor alcoólico, mas é na verdade um vinho. Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a bagaceira.

Já em 1530 os primeiros donatários portugueses decidem começar empreendimentos nas terras orientais do Novo Mundo, implementando o engenho de açúcar com conhecimento e tecnologia adquiridos nas Índias Orientais, vindas do sul da Ásia. A geração inicial de colonizadores apreciava a bagaceira portuguesa e o vinho do porto. Assim como a alimentação, toda bebida era importada da metrópole. Num engenho da capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana-de-açúcar – garapa azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho. Os senhores de engenho passam a servir o tal caldo, denominado cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a cagaça, nascendo assim a cachaça.

Uma outra teoria diz que antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O que fazer? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes. Misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. O “azedo” do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando e formou goteiras no teto do engenho, que pingavam constantemente. Era a cachaça, já formada, que pingava. Daí o nome “PINGA”. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito. Por isso deram o nome de “ÁGUA-ARDENTE”. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. Então, sempre que queriam ficar alegres, repetiam o processo. Com o tempo a fabricação da cachaça foi sendo aprimorada e caiu no gosto da população em geral. Hoje em dia é artigo de exportação.

Dos meados do século XVI até metade do século XVII as “casas de cozer méis” se multiplicam nos engenhos. A cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a cachaça. A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe a partir de 1635 várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da cachaça. Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a aguardente de cana-de-açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Como símbolo dos ideais de liberdade, a cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apóia a Conjuração Mineira (ou Inconfidência Mineira). A aguardente da terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa. Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso quentão.

Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro os escravos e depois os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma áurea marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alçando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares. Atualmente várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a Cachaça: Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cacha%C3%A7a
http://www.publimetro.com.br/

pinga

Diário de Viagem

16 jul

Há tempos prometemos ao nosso amigo Andrei (muito querido) uma visita a sua casa. Mas nunca tivemos meios de ir, pois ele mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o que torna a viagem um pouco cara para os nossos bolsos.

Eis que esse amigo resolve se casar (a noiva dele, Daniella, é uma graça; a conhecemos na minha formatura, em dezembro de 2006); e marca a data do casório para julho. Agora temos que ir pra lá de qualquer jeito.

Com o dinheiro que arrecadamos com a venda de uma geladeira e um fogão antigos (600 reais), e com mais um pouquinho (bem pouquinho mesmo), mais do que depressa, compramos passagens aéreas ida-e-volta para Campo Grande. Isso já faz três meses.

Ansiosíssimos com o casamento do amigo / irmão, com a ida a Campo Grande e com a primeira viagem de avião, esperamos impacientemente o dia da viagem chegar. Compramos uns vasos de cristais made in Poços, cartãozinho, malas com rodinha para a viagem.

E o dia chegou! Viagem de ida marcada para quinta-feira, dia 12 de julho, às 22:20h. Malas prontas, banho tomado, táxi combinado: tudo pronto! Apesar do receio de atraso do vôo, a expectativa estava a mil!

Chegamos ao aeroporto antes das 21 horas e já fomos para a fila de check-in (que estava imensa!). Tiramos algumas fotos e, após uns 40 minutos, chega a nossa vez. O atendente pede documentos de identificação: o Rô dá a carteira de motorista, eu a cópia autenticada do RG. Ouço que o documento deve ser original. Entrego, então, minha carteira de motorista. Mas ela está vencida. Fui orientada a procurar o setor xyz para saber se meus documentos poderiam ser aceitos. Vou até o setor, com a maior esperança, e sou informada que não poderei embarcar sem um documento original que não esteja vencido; que devido ao Pan, eles aumentaram a segurança. Um banho de água fria: “putz, não posso melar a viagem que programamos há tanto tempo!”

Saio em disparada, digo ao Rô que pegarei um táxi até em casa e voltarei, que caso não volte a tempo, que ele embarque ou tente mudar o horário do vôo.

Entro no táxi, explico a situação ao motorista, que me garante chegar a tempo (por sorte, moro relativamente próximo ao aeroporto de Congonhas, e o horário não era de muito trânsito). Na metade do caminho, me lembro que a chave de casa está com o Rodrigo! Desespero total! Penso em arrombar a porta, chamar um chaveiro, buscar a chave no aeroporto. Pego meu celular (com algumas chamadas não atendidas dele, que nem ouvi, na tentativa de me avisar que a chave estava com ele) e ligo pra ele, desesperada. Aviso ao motorista e voltamos ao aeroporto. Pego a chave com o Rodrigo (meu olhar para ele é de profundo desespero). Seguimos, eu e o taxista, rumo à minha casa; ele já não tão confiante de me trazer a tempo ao aeroporto.

Chegamos rápido: às 22:05h estava na porta de casa. O Rô já tinha ligado falando para o taxista se apressar. Passei pelo porteiro como um foguete “Esqueci a cabeça, João!”. O elevador estava no térreo. Entro. Que meleca morar no último andar!!! Após dez longos andares, abro a porta e, correndo, pego meu documento original (que fica na gaveta) e um pouco de dinheiro para o táxi. Tranco a porta e desço. Correndo, chego ao táxi.

Vou ligar para o Rô e percebo que deixei o celular na estante (bem, dos males o menor). Peço ao motorista o celular emprestado (ele me empresta e comenta que estou muito esquecida: documento, chave e celular. _ele tem razão!). Ligo pro Rô.

Quase no aeroporto ele liga (no celular do motorista), dizendo que um atendente quebrou o galho e já fez nosso check-in, que quando eu chegar é para irmos direto à sala de embarque! Ufa!, penso eu. “Mas vê se chega logo, pois o avião já está no chão!”. Desespero, de novo. Para piorar, sempre tem um certo trânsito na chegada do aeroporto. Pensei em atravessar a avenida correndo, ao invés de esperar o carro dar a volta, mas o motorista disse que seria muito perigoso (é óbvio que seria, mas, já não pensava mais; aliás, pensava de forma desconexa que eu chegaria a tempo e que tudo daria certo, teria que dar!).

Enfim, chegamos. O Rô já me esperava do lado de fora. Paguei a corrida, agradeci muito ao motorista e saímos, eu e o Rô, correndo, em disparada. Entramos na sala de embarque. Passar a bolsa pelo detector de metais, tirar as dez mil moedas e demais tranqueiras que o Rô carregava no bolso demorou uma eternidade! Perguntamos sobre o vôo e tivemos a feliz notícia que o avião ainda não havia pousado, e que o portão de embarque foi transferido do 12 para o 8. Fomos correndo em direção ao portão 8 e fomos os primeiros a apresentar nossas passagens, pois os demais passageiros ainda estavam no portão 12, aguardando.

Sentamos nas cadeiras e nos entreolhamos. Coração a mil, adrenalina borbulhando, uma tensão absurda! Enfim, poderíamos relaxar. Chorei e chorei, descarregando toda a tensão acumulada. Os demais passageiros chegando, eu chorando e o Rô me fazendo carinho, dizendo pra eu ficar calma, que tudo deu certo no final!

Acalmei-me e embarcamos_ não acreditava que isto estava realmente acontecendo, que estávamos conseguindo embarcar. Mas era verdade!

A viagem foi só alegria! Foi muito legal sentir o avião decolar, subir e subir, voar a 850 km/h, ganhar lanchinho da Gol, descobrir como se inclinava a poltrona, perguntar à aeromoça se tinha lixo no carrinho de lanches para jogar as embalagens e os copos fora (e ouvir ela dizer que ela já passaria com um carrinho de lixo), descobrir as funções dos botõezinhos acima dos assentos, sentir o avião dar umas balançadinhas no ar, sentir com os pés o ar raspar por debaixo do avião, ler algumas páginas de “O Mágico de Oz” no avião, ver luzinhas indicativas de cidades de pontos em pontos, ver as nuvens… foi o máximo, uma experiência muito boa! Ver Campo Grande do alto, as luzes ficando cada vez mais perto, casas aparecendo, ruas… O pouso também foi ótimo!

Ao chegar na sala de desembarque, esperamos um tempo até a esteira trazer nossas malas. Na saída, o Bruno, irmão do Andrei, e sua namorada, Kelly, nos esperavam (a namorada veio no avião conosco). Entramos no carro (quase que as malas não couberam, pois além das malas de roupas minha, do Rô e da Kelly, tinham duas caixas menores com o presente de casamento, e uma caixa grande com coisas para a festa_ óculos, chapéus, gravatas, pulseiras, tiaras_ que a Dani comprou em Sampa e pediu que levássemos de avião pra ela) e ficamos sabendo que no dia, um pouco mais cedo, havia sido o casamento civil. Buscamos o Andrei (ele estava com um amigo em outro lugar), demos os parabéns e tals. Devido a uma superlotação passageira na casa de seus pais, ele deixou-nos (os quatro) no Íbis Hotel, com diária paga e tudo o mais (uma gentileza sem tamanho!).

Cada casal ficou num quarto. Eu e o Rô resolvemos comer um lanche no Café do Hotel; o lanche estava uma delícia! Fomos dormir: o colchão e o travesseiro também eram muito confortáveis.

No dia seguinte (sexta-feira), acordamos em cima da hora de tomar o café-da-manhã_ o Bruno até tinha vindo nos chamar. Tomamos um super café-da-manhã! Pegamos as malas no quarto e saímos do hotel, pois o Andrei já nos esperava para levar-nos à casa de seus pais (o problema de lotação já havia sido resolvido).

Fomos super bem-recebidos pelos pais do Andrei: Branca e Mário; duas pessoas muito simpáticas, amistosas e acolhedoras! Também fomos bem-recebidos pelos demais parentes e amigos que viemos a conhecer depois. Com uma família assim, dá pra entender o motivo do Andrei ser uma pessoa tão única e especial.

Apaixonei-me por um “membro” da família de dez anos: James, um cocker caramelo fofíssimo e dengoso, que tive vontade de trazê-lo comigo! Além do James, havia o Morpheus, um gato muito bonito, dono da casa!

O almoço estava divino: salada, arroz e carne ao molho madeira com champignon. E de sobremesa, um doce maravilhoso (muito parecido com um que sei fazer).

Um pouco mais tarde, chegaram uns amigos do Andrei da época em que ele morou em Poços (alguns já conhecíamos, outros não): Jean, Dani, Leílson e Alcione, todos muito gente boa!

Após um banho e um descanso, fomos a um churrasco na casa dos pais da noiva! Fomos muito bem-recebidos! Foi bem animado e divertido! Os pais e a irmã da Dani têm um dote vocal fantástico, de deixar qualquer um boquiaberto! Por volta de 1 hora da manhã, chega mais um amigo da época de Poços, Tomás, uma figura divertidíssima. Logo fomos embora para a casa dos pais do Andrei.

No dia seguinte (sábado), após tomar o café-da-manhã, saímos todos para um tour por “Big Field”, conduzidos pelo Bruno e pelo Andrei. Foi engraçado e gostoso.

A família toda do Andrei estava reunida para o almoço que foi massa; de sobremesa, pudim.

À tarde, descansamos, pois era o grande dia! Após todos estarmos arrumados, rumamos para a igreja de São Francisco, a mais antiga da cidade! Simples e bonita, lembra a igreja onde eu e o Rô nos casaremos daqui a três meses e 20 dias (110 dias)_ socorro! Tá muito perto!!

A Dani estava linda! Não tiramos foto dela de noiva com a nossa máquina, infelizmente… As daminhas estavam lindas também; entraram ao som de Balão Mágico. A daminha mais nova era uma graça: tinha 1 ano e 7 meses, estava começando a andar! Foi tudo bem planejado e organizado. As músicas foram bonitas e a cerimônia foi rápida!

Saindo de lá, todos foram para a festa, que foi estilo formatura: com uma banda no palco, espaço pra dançar, aperitivos, jantar, bolo, docinhos, bebidas, jantar da madrugada e café. Resumindo: a festa foi muito animada e gostosa! Falando em bolo, que estava muito saboroso, o casal de bonecos do bolo era bem divertido: a noivinha usava o mesmo modelo de vestido da noiva e o noivinho estava de óculos, sentado no sofá, vendo TV, com a camisa do Corinthians! A embalagem dos bem-casados, das lembrancinhas e dos docinhos também era toda em preto-e-branco, pois tanto o noivo quanto a família da noiva eram corinthianos. Saímos de lá de carona com o pessoal de Poços, uma hora mais cedo do que os noivos: às quatro da manhã, mortos de cansaço.

No domingo, acordamos às dez horas, mais ou menos. Tomamos café. O pessoal de Poços estava se preparando para ir embora mais cedo, pois eles estavam de carro, e a viagem seria longa. O Bruno, a Kelly e o Tomás estavam na piscina; eu e o Rô ficamos com muita vontade de nadar, pois não víamos uma piscina há tempos! Entramos de roupa e tudo. Foi muito bom!

Os recém-casados chegaram para o almoço e foi uma festa! Após o almoço, o pessoal de Poços foi embora (foi ruim se despedir deles, pois são pessoas muito legais). Um pouco depois, a Kelly, o Andrei e a Dani pegaram o avião para Sampa (a despedida também foi ruim pra mim). A Kelly chegando em Sampa ia pegar um vôo de volta para Curitiba; o mais novo casal ia pegar um vôo para o Panamá e, de lá, pegar uma condução para a cidade onde passarão a lua-de-mel (cujo nome me fugiu agora).

Após um banho e uma soneca, tomamos vinho e comemos queijo com a família do Andrei e com uma amiga da família, a Marília, minha xará. Mais tarde saímos com o Bruno e o Tomás para comer pizza (o plano era sair para alguma baladinha, com o James, um amigo do Andrei… mas como a única baladinha provável seria a sertaneja, decidimos ir só comer). Antes de sair, nos despedimos dos pais do Andrei, pois provavelmente eles estariam dormindo quando chegássemos. Também me despedi do cocker fofo.

Ao chegar em casa, fomos todos descansar, pois o vôo de vinda para Sampa sairia às quatro da manhã (horário de lá, que é uma hora atrasado em relação a Brasília). O Bruno nos levou ao aeroporto: eu, o Rô e o Tomás, que de Sampa ia pegar um vôo para Brasília, onde mora.

Entramos no avião e, após pouco mais de uma hora chegávamos em Congonhas, hoje de manhã (às seis e meia). Durante o vôo, presenciamos o céu começando a clarear com a chegada da manhã. Pegamos chuva no caminho… foi um barato ver as nuvens ficando pretas e o avião dar algumas balançadinhas_ achei tudo o máximo. Chegando em Sampa, pudemos ver os milhões de prédios e ruas e casas… muito legal. No pouso, como a pista estava molhada, o piloto deu uma freada um pouco mais forte que a de costume…

No aeroporto, tomamos um café com pão-de-queijo e pegamos um táxi de volta pra casa, sob forte chuva.

E aqui estou eu, escrevendo esse post nos mínimos detalhes, pois a viagem merece ficar registrada por todos os seus momentos inesquecíveis.

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Foi ruim despedir de todos, da casa, do cocker… pois foram dias muito intensos e muito bons! Saí com vontade de ficar. Esperamos voltar em breve! O mais breve possível!

Fotos da viagem no Multiply.

UPDATE: Novas fotos aqui!

As Sete Maravilhas

12 jul

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro foi eleito umas das Sete Novas Maravilhas do Mundo (eu votei, nhá nhá nhá nhá… :P), em terceiro lugar. A estátua do Cristo Redentor possui cerca de 38 metros de altura e fica no topo do morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, que está a 740 metros acima do nível do mar. O projeto, feito de pedra-sabão e considerado patrimônio histórico desde 1937, é do engenheiro Heitor Silva Costa, com colaboração do escultor francês de origem polonesa Paul Landowski. O desenho final é do artista plástico Carlos Oswald.

As outras seis novas maravilhas são: a Grande Muralha da China (primeiro lugar), o monumento de Petra, na Jordânia (segundo lugar); a cidade inca de Machu Picchu, no Peru (quarto); a pirâmide de Chichén Itzá, no México (quinto); o Coliseu de Roma, na Itália (sexto); e o Taj Mahal, na Índia (sétimo).

Os nomes dos vencedores foram revelados neste sábado (7) na cerimônia de anúncio do concurso, realizada em Lisboa (Portugal).

O concurso, promovido por uma fundação suíça, recebeu votações pela Internet e por mensagens telefônicas. Ao total, o concurso recebeu cerca de 100 milhões de votos.

A iniciativa não tem apoio unânime e a Unesco, que se dedica ao patrimônio mundial, decidiu não participar do evento. De origem privada, o projeto pretende completar a lista das sete maravilhas definidas por volta de 200 a.C.

As Sete Maravilhas da Antigüidade foram escolhidas pelo historiador grego Heródoto e são: o templo de Ártemis, os jardins suspensos da Babilônia, o mausoléu de Halicarnasso, o colosso de Rodes, o farol de Alexandria, a estátua de Zeus e a grande pirâmide do Egito. Somente esta última existe até hoje.

A crítica ao concurso_ e a contestação à eleição do Cristo Redentor_ ecoou em jornais da imprensa européia. O jornal espanhol “El Mundo” aponta para o fato de que o Brasil tem 188 milhões de habitantes, o que significa um potencial de votantes muito maior que a Espanha ou a Grécia. O jornal francês “Le Figaro” fez crítica ao número oficial de votantes: “o ‘direito’ estava limitado a um voto por endereço eletrônico, nada impedia de utilizar vários endereços por pessoa e multiplicar da mesma forma os votos por mensagens de celular para ‘rechear as urnas’ virtuais.” O alemão Berliner Zeitung afirma que dificilmente a lista se firmará, visto que vários países do mundo ficaram de fora da pré-seleção dos monumentos.

E vocês, o que acham de tudo isso? 

Maga Patalógica

11 jul

Ai, estou me sentindo com os cabelos da Maga Patalógica.

maga 1

Pra quem não conhece, a Maga é uma personagem fictícia do universo de Patópolis, criada por Carl Barks. É uma bruxa que constantemente tenta roubar a Moedinha Número 1 de Tio Patinhas, a qual, segundo a Maga, terá uma importância vital para conduzi-la à mesma riqueza fabulosa de seu proprietário, pois poderá fazer um amuleto mágico que lhe dará o Toque de Midas. Barks inspirou-se na aparência da atriz italiana Sophia Loren, e também a tornou sedutora, amoral e um tanto ameaçadora. Em entrevista, Barks identificou Mortícia Addams, como outra fonte da inspiração para Maga. Às vezes Maga Patalógica faz parceria com os Irmãos Metralha ou com sua melhor amiga Madame Min; também é vista com um corvo falante.

(…)Tudo isso porque ontem fui na escola de cabeleireiros que sempre vou, para retocar a tintura do cabelo e aparar as pontas… Fui cair justo com dois alunos iniciantes, que cortaram meu cabelo que nem o nariz… quando a professora chegou, disse a eles que cometeram “um erro gravíssimo” e acertou o corte do meu cabelo…

Estava tão acostumada com ele grande, que fiquei mega-decepcionada com o resultado, me sentindo a última das últimas… Cheguei em casa falando para o Rô que estava careca! Bem longe de me sentir uma Sophia Loren… muito mais Maga mesmo!

maga

Exageros à parte, espero que cresça logo! Snif! 😦

Update fresquíssimo: Hoje fui na manicure pra dar uma ajeitada nas unhas, né? O salão onde a manicure que eu gosto fica é da professora que me salvou ontem (na escola de cabeleireiros)_ quando quero algo mais elaborado vou nela, mas só para pequenos retoques costumo ir na escola mesmo. Resumindo: ela me disse que ontem não eram dois alunos, e sim um aluno e um professor… O.o E que se ela não tivesse chegado naquele exato momento, meu cabelo ia ficar mais curto ainda! Ela agradeceu minha compreensão e deu mais umas tesouradinhas na cabeleira para ajeitá-la melhor.

Nove de Julho

9 jul

Resolvi fazer esse post pois percebi que pouquíssimas pessoas se lembravam do motivo de o dia de hoje ser feriado. Então, vamos lá:

Uma bifurcação em “V” (de vitória) separa as avenidas 23 de Maio e Nove de Julho. O “V” tem explicação: as vias homenageiam a Revolução Constitucionalista de 1932, que queria derrubar a ditadura de Getúlio Vargas e criar nova Constituição.

novedejulho

Foi em 23 de maio que um ato contra Getúlio Vargas foi reprimido a tiros. Morreram quatro jovens: Martins, Miragaia, Drausio e Camargo. Eles viraram mártires, deram origem à sigla MMDC e são lembrados no obelisco do Ibirapuera_ ao lado da avenida 23 de Maio.

Já a Nove de Julho lembra o início da Revolução, fechada três meses depois com a derrota paulista. O feriado de hoje lembra esta data.

Outras curiosidades:

  • Anos mais tarde, no mesmo Nove de Julho nascia minha mãe! 😀
  • A rua 25 de Março homenageia 1824, no juramento da primeira Constituição do país, com Dom Pedro I.
  • E 5 de julho lembra a revolução dos 18 do Forte, em Copacabana. Em 1922, 18 militares se revoltaram contra o governo. Só dois sobreviveram.
  • O edifício Martinelli, na Avenida São João, no centro, foi o primeiro arranha-céu de São Paulo (lembro de meu tio me falando sobre o prédio).

martinelli

Fim do momento cultura (in) útil. Apesar de que eu achei interessantíssimo saber desses datalhes… Mas eu sou eu… você é você… enfim…

http://www.publimetro.com.br/

Rapidinhas

5 jul

OBS: Melhor caracterizado se lido em português antigo, ou seja com os “rrr” bem sotaqueados e encontros consonantais bem pausados (plantão = palantão).

O Plantão Repórter Esso na sua Rádio Nacional informa:

1. Nenhum carro poderá estacionar em vias de médio ou de grande porte no centro expandido da capital durante o horário do rodízio municipal de veículos, conforme prevê o projeto de lei aprovado na Câmara dos Vereadores. O prefeito que nunca sabe nada, talvez vete a lei por três motivos: a medida afetaria o comércio, a CET não tem estrutura para fiscalizar e a medida criaria demanda por estacionamentos e poderia motivar a abertura de vagas irregulares. Mas os vereadores podem derrubar o veto, fazendo a lei começar a vigorar imediatamente. A justificativa do projeto seria melhorar o fluxo do trânsito. Na minha opinião, é uma lei de quem não tem mais o que fazer…

 2. Lei aprovada na semana passada obriga que placas de ruas tenham um perfil sucinto do homenageado. A prefeitura ainda irá definir como isso será feito. A norma proíbe termos em inglês e a troca de nomes tradicionais. Outra lei mega-hiper-over-útil.

 3. A Assembléia Legislativa aprovou projeto de lei que obriga todos os estabelecimentos comerciais do Estado a substituir as tradicionais sacolinhas plásticas por pacotes biodegradáveis. O governador tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a regra. Se sancionada, o comércio terá um ano para se adaptar a lei. A justificativa para o projeto é a preocupação com o aquecimento global e a poluição causada pelas sacolas tradicionais, que levam de 200 a 450 anos para se decomporem. A sacola biodegradável se deteriora em 60 dias. Essa sim merece meus aplausos!! Clap clap clap clap…

 4. O Plano Real completou no domingo 13 anos com inflação acumulada em 259%. Só na cidade de São Paulo, o custo de vida foi de 178,75% desde 1994. As maiores altas foram verificadas nas despesas com transportes (321,53%) e educação (301,55%). A menor variação foi do grupo vestuário, de 15,79%. Os preços dos alimentos tiveram aumento de 119,22%. É, nem tudo é perfeito MESMO, não é?! Embora o prometido tenha sido outra coisa…

 5. O show brasileiro do evento mundial Live Earth, programado para acontecer no sábado na praia de Copacabana, pode ser cancelado devido a preocupações do Ministério Público com a segurança. Um porta-voz do ministério afirma que não haverá policiais suficientes para cobrir o evento, para o qual se esperam 700 mil pessoas, visto que será gratuito. Não me lembro, mas quantas pessoas foram ver o show dos Rolling Stone? Alguém pode me informar se foi mais ou se foi menos?

 E assim, termina mais uma edição do seu Repórter Esso, sob patrocínio do Creme Rugol. Rugol, não há nada melhor para sua pele.