Archive | março, 2008

Renascimento

25 mar

Ok, a Páscoa já passou. Mas justamente por já ter passado é que quero falar sobre.

A despeito de piadas ótimas sobre a confusão criada pela mistura entre símbolos pagãos e cristãos, fato é que, para mim, a Páscoa não tem todo esse significado, esse peso religioso.

Provavelmente isso se deva ao fato de eu não me considerar católica (nem de nenhuma outra religião). Embora batizada, “primeira-comunhonada” e crismada, não me encontrei no catolicismo. Talvez por grande parte da minha família ser espírita, talvez por parte da minha família não seguir religião nenhuma. Talvez pelo fato de eu achar que o catolicismo impõe regras demais, que nem o próprio Jesus impôs.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março.

Na Idade Média, os antigos povos pagãos europeus, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther. Ostera é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade (você já deve ter ouvido a frase “fulana tem filhos igual a um coelho”), pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres. Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar; a data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo “o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal” (outono, para nós do hemisfério sul).

A festa da Páscoa passou a ser uma festa católica após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu.

Para os judeus, a festa da Páscoa é a mais importante de seu calendário, pois o povo celebra o fato histórico de sua libertação da escravidão do Egito, cujo protagonista principal desse evento foi Moisés no comando de seu povo pelo mar vermelho e deserto do Sinai.

Os espíritas não celebram a Páscoa (o que não impede que seus adeptos participem dos demais festejos cristãos e nem invalida a festa da Páscoa). Para o espiritismo, a Páscoa judaica representa a libertação da ignorância e das mazelas para o conhecimento e comportamento ético; enquanto a Páscoa católica representa a vitória da vida sobre a morte. O momento serve para uma reforma íntima: abandonar o velho que há dentro de cada um, para renascer um homem novo, e fazer uma pausa para reflexão acerca da moral de Jesus e do amor aos semelhantes.

Os muçulmanos também não celebram a Páscoa. Para eles, a data pode ter um efeito de renovação da fé.

Nas religiões afro-brasileiras, predomina o agradecimento à existência e a Jesus que, segundo eles, expulsou todos os espíritos ruins para nos salvar.

Dentro dos templos budistas, não há nenhuma manifestação em louvor à Páscoa. Todas as celebrações budistas têm base nos ensinamentos de Buda, com a crença de que se deve valorizar a vida sem fanatismo e materialismo. Por isso, não há nenhuma determinação imposta aos seus seguidores.

E eu encontro um pouco de mim dentro de cada religião (ou seria um pouco de cada religião dentro de mim?). Talvez me identificando mais com as filosofias espírita e budista. Acho que me identifico mais com essas duas porque consigo encará-las como filosofias, não como uma religião cheia de regras.

Não preciso e nem quero me “filiar” a nenhuma religião. Para mim, basta seguir o ensinamento básico e comum a todas as religiões e teorias religiosas: “amar aos outros como a você mesmo; não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você”.

Ultimamente, tenho percebido que esse ensinamento (aliado a outras correntes filosóficas como as que falam sobre o poder da mente) tem me feito acreditar muito no Homem e quase esquecer que existe algo maior no Universo; uma força maior, uma energia boa que está em todos os lugares (esse é o meu Deus).

E senti que não posso me afastar tanto desse Ser. Senti que quero ler mais sobre filosofias religiosas. Conhecer mais. Essa Páscoa fez crescer em mim o desejo de renascimento.

Quer conhecer um pouco mais também? Clique nos links e leia mais em outros lugares. Nunca deixe sua vontade de saber ficar saciada! Quer me dar dicas de leituras? Sou toda ouvidos!

Sobre a Páscoa:
http://www.culturabrasil.org/pascoa.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
http://www.armazemdesonhos.com.br/CantinhoEspirita/mensagens/visaoespiritapascoa.htm
http://www.simplescidade.philips.com.br/rio-janeiro/

Sobre o Budismo:
http://www.vertex.com.br/USERS/san/artigos.htm
http://www.iej.uem.br/honen99_00.html

Sobre o Espiritismo:
http://www.nossolar.org.br/index.php
http://jc.uol.com.br/2007/03/20/not_134961.php

Ai, ai…

19 mar

Você já se sentiu um lixo alguma vez na vida?

Pois é; é assim que estou me sentindo.

Amassei a porta traseira do lado do motorista na coluna da garagem. O carro não tem nem um mês de uso. É zero. Era. Agora é um zero amassado.

Vamos trocar a porta e ele vai ficar lindão de novo (será?). Mas isso não consola minha tristeza. Não precisava dessa batida nesse momento (ou precisava? Será Deus escrevendo certo por linha tortas? Tenho minhas dúvidas.).

O fato é que, após anos sem dirigir, treinei a direção durante a lua-de-mel, em Gramado. E treinei indo ao pet shop levar a Lilo, aqui em Sampa.

Ainda não tinha tirado ele da garagem de casa. E ele precisava ser levado ao lava-jato (na mesma quadra de casa) porque a Lilo tinha vomitado no carpete. Perguntei ao Rô se ele queria que eu levasse. Ele disse que eu poderia levar. Esperei por um horário de menos trânsito. Mas nem saí da garagem. Saí com o carro muito fechado e muito rápido. A porta traseira se chocou com a coluna. Dei ré para voltar ao lugar, e o retrovisor caiu no chão. O.o

O retrovisor já está arrumado. Falta a porta. E a minha cabeça.

Sorte que tenho o melhor companheiro do mundo! Que me consolou, dizendo que merda acontece e que isso não deve servir para me deixar traumas e nem para me impedir de dirigir; que deve servir para meu aprendizado.

Ô vida!

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PS: Esqueci de avisar que tem post novo no Propaganda Sustentável.

PS2: Esqueci de agradecer publicamente ao Trotta pelo selo do blog (olhem ele na barra lateral), que ficou lindo! Obrigada!

Lingerie cor-de-rosa…

17 mar

O trânsito de São Paulo tem batido recordes nesses últimos dias…

E todos falam em possíveis soluções futuras (e necessárias), como melhorar o transporte coletivo (investindo na ampliação das linhas do Metrô e em novos ônibus)…

Mas penso que se não mudarmos nossa forma capitalista e egoísta de ver o mundo, nenhuma solução vai funcionar!

Pense bem: como se comportam as famílias mais abastadas (classe média alta e classe alta) hoje em dia? Não basta um carro por família; o homem da casa tem seu carro pra ir trabalhar, logo, nada mais justo que a mulher da casa tenha o seu também, ora bolas!! Como não?! Essa história de um dar carona ao outro, ou um pegar metrô numa semana e revezarem os dias de quem fica com o carro, é uma tremenda babaquice! Legal mesmo é cada um ter seu próprio carro e curtir o seu conforto em duas horas de congestionamento.

Os filhos crescem e o que os pais fazem? Compram um carro para presenteá-los! Afinal, quem passa em faculdade merece ganhar seu carrinho, como não? E, enquanto isso, a fila de carros parados no trânsito engorda a cada dia mais.

Somos um povo muito egoísta! O trabalho de seu vizinho é perto do seu? Que tal vocês conversarem e irem juntos para o serviço, a cada semana no carro de um? “Ah, não, vai dar muito trabalho! Vou ter que acordar meia hora mais cedo…” Então vão cada um no seu carro e fiquem duas horas parados! O que é muito mais divertido!

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Tenho pra mim que não haverá melhoria suficiente capaz de mudar a mentalidade desse povo! Primeiro, tem que haver uma conscientização… Fico besta de ver o quanto é difícil as pessoas se conscientizarem das coisas! A mídia toda está falando sobre aquecimento global, poluição e o-diabo-a-quatro e o que mais vejo é gente jogando lixo no chão, na rua mesmo!

(Brasileiro tem uma empáfia de achar que nada vai acontecer a ele -só ao vizinho- e uma capacidade de imobilidade que me irritam! Por brasileiros entendam: cidadãos nascidos ou que moram no Brasil. Se você é brasileiro mas não se enquadra com o pensamento e atitude da maioria, ótimo; mas saiba que só será merecedor de “parabéns” se conseguir transformar a mentalidade de ao menos um conhecido.)

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Não tenho a menor vontade de ter um carro. Sou casada e a família já tem seu carro (uma belezinha de Palio, cheirando a novo). Também temos uma moto (pelo prazer e pela economia). O trabalho do maridóvisky é longe de casa: então ele vai quase sempre trabalhar de moto (só quando a chuva aperta muitão, ele usa o carro). Eu vou para a faculdade (onde faço mestrado) a pé, pois a distância não chega a dois quilômetros. Quando tenho que ir pra clínica em que trabalho (ou para outro lugar qualquer) geralmente vou de ônibus ou de metrô ou, quando dá, pego carona com o marido. E nos finais de semana, quando saímos em turma, damos carona aos amigos (leia-se Fefa e Trotta, que são ótimas companhias!).

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(Se um dia eu tiver grana sobrando, pra poder gastar com manutenção, vou ter um fusquinha. Vermelho. De interior bege claro. Um mimo! Vou deixar um batom vermelho no porta-luvas do carro (à disposição para quando eu precisar retocar a maquiagem) e vou usar lingerie cor-de-rosa _ adoro esse filme!! E aí, vou levar meu maridóvisky pra passear no fusquinha, altamente in love.)

Este post participa da Blogagem Inédita.

Diário de Bordo – Lua-de-Mel – Parte II

11 mar

[Parte I]

Na terça-feira (dia 26/02), eu amanheci melhor! Ainda com as bolinhas no rosto, mas melhor no quesito saúde. Decidimos conhecer o Alpen Park, um parque com diversas atrações que prometem dar frio na barriga! Andamos de trenó elétrico (foi muito rápido, mas foi bem divertido, tinha horas em que parecia que iríamos sair dos trilhos!) e de tirolesa (foi uma sensação boa, quase como voar, mas que não se compara ao que senti pulando de bungee jump e do Hadikali, o skycoaster do Hopi Hari). Almoçamos na creperia Crepe Suzete e os crepes estavam simplesmente divinos! Passamos a tarde na cidade de Nova Petrópolis, vizinha de Gramado. Lá conhecemos uma araucária enooooorme, cuja idade estimada era mil anos! Também nos perdemos no labirinto da praça central (na verdade, não nos perdemos… Para chegar ao meio, fomos por lados opostos e eu me dei mal, cheguei ao centro, mas demorei mais que o Rô. Para sair, ele saiu correndo e eu fui atrás. E vi-o sabotando a saída e sabotei também! Hehehehe…). Visitamos o Parque Aldeia do Imigrante, que conta a história da imigração alemã, tendo inclusive réplicas de casas retratando o estilo de vida desses imigrantes. Nesse parque, comemos cuca de uva e de maçã (que é a tradicional) e cueca virada (é a mesma massa de bolinho de chuva, e adoro!!), feitos por uma senhora alemã! Estavam divinos!

Quarta-feira (dia 27/02) ocorreu o tão esperado passeio de Maria Fumaça! Fomos de carro até Bento Gonçalves e lá embarcamos no trem a vapor (não sem antes degustar alguns vinhos e suco de uva)! São 23 quilômetros de percurso e 1h e 30 min de duração. Durante o passeio, a festa é comandada pelo coral típico italiano, o show de tarantela, o teatro, o repentista e pelos gaúchos_ o que tornava a trajetória bem animada! A primeira parada acontece em Garibaldi, ao som de música gaúcha e italiana, com degustação de espumante e suco de uva. Nunca tinha ouvido a música La Bela Polenta, e achei-a o Ó do borogodó (o cara fazendo a coreografia é impagável!)! A segunda parada acontece em Carlos Barbosa, ao som de música italiana. Findo o passeio, todos os passageiros voltam de ônibus para Bento Gonçalves e assistem à apresentação Epopéia Italiana, que conta um pouco da vida dos imigrantes italianos, desde sua saída da Itália até a chegada ao Brasil. Confesso que me emocionei ao final… não sei se foi devido ao fato de ter escrito há poucos posts sobre a vinda de meus bisavós para cá, só sei que foi assim Para aproveitar a viagem, decidimos ir até Caxias do Sul, para a Festa da Uva. Almoçamos (às 17 horas) no shopping Iguatemi de Caxias e fomos para a festa. Por ser quarta-feira, o movimento não estava muito grande. Estava tendo uma demonstração de amassar-uvas-com-os-pés-à-modo-tradicional! Fiquei doida! Perguntei para o moço do stand se eu poderia subir na “bacia” e amassar uvas também. Ele entendeu que eu estava perguntando se eu poderia ver, e disse que sim. Em dois segundos, eu já estava eufórica, sem sandálias e com as calças dobradas. Aí o moço disse que eu poderia olhar, que não poderia subir, porque eu poderia cair e me machucar e tals… Fiquei com o maior bico! E nessa hora, o Rô estava encondidinho, morrendo de vergonha! Kkkkkkkk… (O Rô depois me disse que a gente poderia comprar umas uvas na feira pra eu pisar no banheiro de casa, eu topei a idéia_ e não era bem isso o que ele esperava ouvir. Tô esperando as uvas…).

Na quinta-feira (dia 28/02), acordamos tarde e, depois de um passeio por Gramado e Canela, almoçamos no Skillos Lanches. Comemos um Bauru no Prato muito saboroso (só fiquei braba porque o garçom tirou a alface da mesa antes que eu pudesse comê-la). À noite, fomos comer um Rodízio de Fondue no Restaurante Don Amaro. Primeiro veio o fondue de queijo, com pães e batata bolinha cozida (fica muito bom com batata! Hmmmm.) Depois, veio o de carne; são fatias cruas de lombo de porco, filé de frango e filé mignon, uma tábua de pedra sobre um fogareiro e 11 tipos de molho (tártaro, mostarda, alho, vinagrete, picante, uva, cebola caramelada – é bom, por incrível que pareça – berinjela, rosé, gengibre e raiz forte) _ nem acredito que lembrei de todos. E, por último, veio o de chocolate, com 7 opções de frutas (uva, abacaxi, laranja – essas três, unidas ao morango, são o quarteto fantástico pra mim –, banana, melão, maçã, mamão) e bolacha waffle. O lugar era muito bonito e fomos muito bem atendidos, mas devo concordar que o fondue que nós (eu+Ro+Fefa+Trotta) fizemos ano passado dava de dez a zero!!! Uhuuuu! Esse ano, quando fizermos, podemos incrementar com a batata bolinha e com mais frutitas…

Sexta-feira (dia 29/02), demos mais rolês pelas cidades e tomamos café numa cafeteria chique de Gramado. Conhecemos o Mini Mundo, que tem miniaturas de vários lugares famosos. Visitamos o Museu do Automóvel, que tem carros e motos antigos (é bonito, mas não achei taaaanta graça assim). Tomei chimarrão em minha própria cuia (me ensinaram como prepará-lo na pousada); é forte no começo, mas depois fica bem mais gostoso. À noite, fomos ao Cine Embaixador, local onde acontece o Festival Internacional de Gramado, assistir ao filme Gângster. O filme não é lá grande coisa, o cine também não, mas valeu mesmo assim! Depois do cineminha, fomos a um rodízio de pizza numa pizzaria indicada por uma amiga de trabalho do Rodrigo. Tem algumas pizzas boas e diferentes (torta de limão, chocolate branco com nozes, filé mignon com batata palha); mas devo dizer que a pizzaria da esquina de casa é melhor (bem que o pessoal da pousada recomendou irmos ao mesmo restaurante em que fui tomar a sopa…).

No sábado (dia 01/03), fomos ao Castelinho Caracol, uma construção alemã antiga em estilo enxaimel (o primeiro andar inteiro foi construído apenas encaixando as madeiras, sem pregos). E do forno a lenha da cozinha saía um apfelstrudel (apfel = maçã, strudel = torta) maravilhoso!!! Gente, que torta é aquela?! Vem acompanhada de uma bola de sorvete ou de nata. Gente, que nata é aquela?!?! Pra acompanhar a comidinha, tomei um chá de maçã. Gostamos tanto da bendita, que trouxemos um pedaço pra Sampa, que não durou um dia. Um pouco mais tarde, fomos ao Gramado Café Colonial. Gente, o que foi tudo aquilo? Vinha de tudo o que você imaginar: desde café, leite, chocolate, frios, pães e bolos, até vinhos, lingüiças, bistecas de porco, tortas… e ainda tinha a sobremesa! Fomos pra casa rolando. À noite, conhecemos a Cervejaria do Farol, que produz cerveja artesanalmente. O lugar é muito bonito e a cerveja é gostosa. E sim, tem um farol. E sim, subimos até o alto!

apfelstrudel

Apfelstrudel Clickaumentável

Domingo e último dia (02/03). Começamos o dia fazendo as malas! Que pena, a viagem estava terminando! Foi dureza despedir do pessoal da Pousada Encantos da Terra… após tantos dias eles tornaram-se companheiros (ainda mais nos tratando com tanto carinho, como eles fizeram). Saí de lá emocionada… Fomos novamente ao Castelinho Caracol para comer mais um pedaço de Apfelstrudel com nata (sei lá quando comerei-o de novo, mas sei que comerei, tenho certeza!). Almoçamos no StrudelHauss, um típico restaurante familiar alemão. Pedimos dois pratos de bifes de porco com molhos e recheios maravilhosos, que vêm acompanhados de spatzle (preciso falar pro tio alemão que o meu spatzle ficou melhor que o dele! Rá!). Experimentei a torta de maçã de lá, mas não chega aos pés da do Castelinho. Tomamos um café na Rua Coberta, em Gramado, e fomos nos encontrar com o seu Luís em seu escritório, embaixo do Galeto Itália. Ele nos levou até Caxias, ouvindo nosso papo sobre os passeios pelo caminho. Chegamos cedo ao aeroporto. Estávamos com medo de dar excesso de bagagem (pois tinha muitos sucos de uva, alguns vinhos, chocolate, torta de maçã, salame artesanal, queijo…); mas não deu! Ufa! Vimos o avião chegar da sacada do aeroporto. Embarcamos. Estava sentindo um misto entre saudades do lugar que estava deixando e saudades da Lilo. A segunda era maior. A viagem foi rápida: em pouco mais de uma hora já estávamos em São Paulo. Ao abrir a porta de casa, a Lilo veio correndo e saltitando nos receber! Eu até sentei em frente ao elevador! Nos abraçamos e festejamos até. Bom ter ela aqui.

  • Esse texto ficou bastante culinário, né? A gente deixou os tours gastronômicos para o final mesmo(devido à minha virose).
  • Durante nossa estadia lá, voltei a dirigir!! Uhuuu!! Ainda tô bem meia-roda, mas já é um início!
  • Jogamos baralho lá também (não poderiam faltar umas partidas de buraco). Após quatro rodadas, sendo as duas últimas repletas de acordos e trocas de cartas, o jogo terminou empatado. Bom sinal! Ninguém ganhou ou perdeu no jogo, tomara que nosso amor seja sempre assim também, bem nosso.
  • Por mais que eu escreva e tire fotos, jamais conseguirei passar pra vocês a emoção de cada parte da viagem, que será inesquecível e ficará a penas na minha memória!
  • Alguém sabe onde posso encontrar o melhor Apfelstrudel de São Paulo? Preciso ir lá desesperadamente.
  • Agradeço novamente ao meu tio e à Fefa, por terem cuidado da Lilo.
  • Quando pisar nas uvas aqui no banheiro conto pra vocês qual foi a sensação.
  • Preciso dizer que a Lilo devorou de madrugada a metade que havia sobrado do salame artesanal. Quase morri! E a danada nem passou mal! Affff…

Fotos do quarto dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/65
Fotos do quinto dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/66
Fotos do sexto dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/67
Fotos do sétimo dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/68
Fotos do oitavo dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/69
Fotos do nono dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/70

 

Diário de Bordo – Lua-de-Mel – Parte I

5 mar

A viagem que eu estava esperando há tempos finalmente aconteceu! Quase quatro meses depois do casório…

Em meio a tantas preocupações, ela aconteceu. E foi muito bem vinda: quase um retiro, pra esquecer de todos os problemas mundanos.

Mas vamos começar do começo…

Sábado, dia 23/02.

O vôo partiria logo cedo. Ao levantar fui dar o passeio matinal com a Lilo e quando cheguei, o táxi já estava nos esperando (havia combinado com ele no dia anterior). Esperei a Lilo comer (já me basta abandoná-la por nove dias, o mínimo que eu podia fazer é esperar, né?) e saímos; eu com o coração na mão, de deixar minha filhota canina…

Dessa vez, o check-in ocorreu sem sustos! Ainda bem!

Durante o vôo, eu e o fomos conversando. Ele me disse que a dona sogra havia dito que não era pra ele se preocupar com nada e nem carregar o celular, que ele poderia ligar pra ela só quando chegasse em Canela e quando voltasse pra Sampa. Eu fiquei boquiaberta com isso, não esperava de forma alguma tal atitude! Mas, acalmem-se, vamos continuar a viagem…

O avião desceu em Caxias do Sul, a segunda maior cidade do Rio Grande do Sul. O “seu” Luís, dono da locadora de carros que contratamos, estaria nos esperando no desembarque. Gente chique é outra coisa: olha aí (foto clickaumentável)! Com direito a nome escrito no papel! Juro que me senti uma quase-celebridade!

recepção

Fomos de carro até Canela, batendo o maior papo com o seu Luís, um senhor muito gente boa, que nos deu várias dicas de passeios e lugares de comes-e-bebes (nos ensinou até a burlar um dos pedágios do trajeto).

Enfim, chegamos à Pousada Encantos da Terra, em Canela. A pousada é um mimo, mas não chega aos pés dos donos e funcionários!! Todos muito educados, simpáticos e receptivos! (cheguei a ficar triste quando chegou a hora de partir, sentirei falta deles). A cesta que eu havia encomendado (com vinho, queijo, chocolate e frutas) estava sobre a cama, com um bilhete de boas-vindas. O vinho e o queijo vieram pra São Paulo, o resto acabou por lá mesmo!

Avisamos aos parentes que havíamos chegado bem. Adivinha? Dona sogra pediu que curtíssemos bastante, esquecêssemos de tudo e ligássemos pra ela todos os dias (mas não era pra esquecer de tudo???). Eu disse que não, que lua-de-mel só é romântico a dois, patati patatá, e ela disse que poderíamos ligar de dois em dois dias :S . Dei uma risadinha tosca e terminamos o papo. É óbvio que não iríamos ligar com essa freqüência: é lua-de-mel, pô! Comentei com o Rô que eu estava quase acreditando em milagre, quase presenciando um (visto que anteriormente ela havia dito pra gente ligar no início e no fim da viagem), mas foi tudo uma ilusão. Morremos de rir!! Esse milagre acho que nunca vai acontecer! Família, família, papai, mamãe, titia, família, família…

Depois do Rô tomar banho, fomos almoçar no Galeto Itália, galeteria de um dos 13 irmãos do seu Luís. Lá no sul é costume eles servirem o brodo (uma sopa de capeletti com frango) como entrada dos pratos; e estava bem saboroso. Depois vieram alguns tipos de massa, partes de galeto, costelinha e ainda poderíamos nos servir do buffet.

Depois de muito satisfeitos, passeamos por Gramado (cidade vizinha de Canela, há 6km) e fomos ao Parque da Ferradura, que tem esse nome porque tem uma montanha rodeada por um rio, de forma a parecer realmente uma ferradura. Lá vimos um monte de quatis!!! Lindos!! Que vieram pertinho de nós!! Também voltamos à nossa infância: o Rô “surfando” num balanço comprido e eu brincando de tirolesa (que meda!). Teve até pausa para um mini-vídeo-a-la-bruxa-de-blair. Chegando na pousada, tomei banho e dormimos muito!! Estávamos exautos!

Na manhã seguinte (domingo, dia 24/02), tomamos o maravilhoso café da pousada (que só de falar já estou com água na boca) e fomos visitar o Parque do Teleférico, onde finalmente andei de teleférico em forma de cadeirinha (uhuuuuuu!) e o Parque do Caracol (que é vizinho do anterior). Esse último tem uma escadaria gigantesca que leva ao pé da cachoeira. Os duzentos degraus finais estavam interditados pois haviam caído, mas ainda restavam os 750 anteriores, que chegavam perto da cascata. Adivinhem? Descemos tudo aquilo. E pra subir? Gente… juro que fiquei arrependida de ter querido descer aquilo, estava até com medo do Rô passar mal… e é óbvio que ele estava me esconjurando até dizer chega! Mas, enfim, chegamos ao topo. Após um longo descanso, fomos almoçar em uma churrascaria gaúcha, Garfo e Bombacha, com os “costelões” assando numa vala no chão. Perdemos a apresentação de dança gaúcha (tinha terminado quando chegamos para almoçar), mas o almoço foi muito bom.

Fomos conhecer o Lago Negro (que tem árvores oriundas da Floresta Negra na Alemanha, plantadas ao seu redor) e andamos de Pedalinho (tinha uns patinhos muito fofos nesse lago)_ a essa altura, o Rô não estava mais tão brabo comigo (ufa!). Depois passamos na chocolateria Caracol, aonde vimos um coelho de chocolate gigante (está até no Guiness) e comemos uns chocolatinhos, é claro. Aliás, devido à proximidade da Páscoa, o que não faltava era chocolate! Juro que o cheiro estava até me enjoando! No final da tarde, fomos até o Mirante Laje de Pedra, de onde tivemos uma vista muito bonita.

No dia seguinte (segunda, dia 25/02), eu amanheci meio indisposta, com uma queimação no estômago… Decidimos ir conhecer o Parque das Cachoeiras, depois do café na pousada. Lá é muito bonito e tem áreas de camping. O melhor de tudo: podia nadar nas piscinas naturais, com direito a queda d´água e tudo o mais! Quem é que precisa de roupas de banho nessas horas? Já que estava vazio, ficamos os dois, mmm, quase à vontade, digamos assim! Hehehehe, não me entendam mal, hein: estávamos praticamente de biquini e sunga, era quase isso! A água estava geladérrima, mas valeu muito a pena!! Chegar ao pé da queda d´água (conseguir chegar até lá foi uma vitória, pois a correnteza estava forte) e deixar a água cair sobre a cabeça foi uma sensação muito boa! Na outra piscina natural (do lado da anterior), fiquei deitada sobre as pedras (que estavam escorregadias) e as mini quedinhas d´água davam a sensação de banheira hidromassagem! Muito bom! Enquanto isso, o Sr. Rodrigo quis ficar andando sobre as pedrinhas. De repente, ele escorregou no limo. Levantou-se e… escorregou de novo, dessa vez mais forte (e dessa vez eu morri de rir)… Acontece, acontece… Depois passamos pelo Parque das Sequóias mas não entramos, pois não parecia ser tão bom assim…

À tarde, o mal estar piorou, e o Rô me levou pro hospital de Canela. A fila estava enorme… Fiquei com ânsia de vômito e pus tudo pra fora (no banheiro, é óbvio). Melhorei instantaneamente e quis ir pra pousada, sem passar pelo médico. Dormi, acordei, vomitei mais um pouco, dormi… Quando acordei (no início da noite) quis ir tomar sopa, pois achei que iria me fazer bem. Fomos no Restaurante Casa da Serra (a pé, pois era pertinho) e comemos por lá mesmo. Andamos pelo centro de Canela e voltamos para a pousada. Acordei de madrugada passando mal, de novo. E o Rô me convenceu a voltar para o hospital, de novo. Quatro horas da manhã, lá estávamos nós, à espera do médico que não chegava nunca (devia estar dormindo, o maledeto)… Enfim, ele chegou, disse que eu peguei uma virose, me receitou uns remédios e aplicou um na veia para dor e náuseas. Fui dormir, aparentemente melhor. O pior de tudo isso é: sempre que eu vomito, os micro vasinhos do meu rosto estouram todos, o que me deixa com o rosto cheio de bolinhas vermelho-arroxeadas. Imaginem que linda eu fiquei em plena lua-de-mel…

Fotos do primeiro dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/62
Fotos do segundo dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/63
Fotos do terceiro dia: http://maroma.multiply.com/photos/album/64

[to be continued]

Propaganda Sustentável

3 mar

Recebi um convite do Jacques Meir do Propaganda Sustentável para, não só comentar, mas também para postar por aquelas bandas! Aceitei na hora!

O site parece ser uma grande comunidade: é um espaço aberto ao público para se manifestar a respeito de propaganda, de comunicação. Propagandada vista em TV, rádio, jornal, revista, espaço público, internet, cinema, loja, shopping, novela, filme e até no blablablá de políticos.

Eles defendem que a propaganda deve ser agradável, relevante, bem-feita, inteligente, informativa, respeitosa, sem preconceitos e sem agressões fúteis.

Este post é para convidá-los a dar uma espiadinha por lá! E se for de seu interesse, você também pode postar suas opiniões!

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PS1: Voltei!!! A Lua-de-Mel foi muito boa!! Aguardem, que logo logo conto mais detalhes aqui!!

PS2: Sem a ajuda de meu tio e da Fefa essa viagem seria bem mais difícil! Obrigada!

PS3: Vocês estão falando com uma das mestrandas da Unifesp!! Aeeeee!!! Pau na máquina!!