Archive | junho, 2007

Torre Banespa

30 jun

Hoje fomos ao Edifício Banespa, o terceiro mais alto de São Paulo_ perde apenas para o Mirante do Vale (na Avenida Prestes Maia) e para o Terraço Itália (na Avenida Ipiranga). Geralmente, o prédio só é aberto a visitações durante a semana_ chegam a 18 mil visitantes por mês_, mas devido ao aniversário de 60 anos da Torre ficará aberto este final de semana. As fotos do passeio podem ser vistas no Multiply. Tenho que dizer que a vista é muito bonita, e o vento muito forte! Valeu a pena!

O Edifício do Banespa (cujo nome oficial é Edifício Altino Arantes) é um dos prédios de maior destaque da capital paulista. Construído a partir de 1939, para ser a sede do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947, foi durante quase duas décadas o mais alto da cidade, até ser desbancado pelo Edifício Itália.

O projeto do edifício ficou por conta do engenheiro e arquiteto Plínio Botelho do Amaral, mas foi adaptado pela construtora Camargo & Mesquita pois queriam que o novo prédio fosse semelhante ao Empire State Building, em Nova Iorque. As obras tiveram início com o lançamento da pedra fundamental da matriz, em 19 de setembro de 1939. Após quase oito anos, o edifício foi inaugurado em 27 de junho de 1947 já sendo o edifício mais alto de São Paulo, com seus 161,22 metros de altura, título que lhe pertenceu durante quase vinte anos. Durante muito tempo o prédio ficou facilmente identificável devido ao letreiro luminoso que brilhava em seu topo.

No ano seguinte foi considerado por uma revista francesa como a maior estrutura de concreto armado do mundo, pois os demais prédios (incluíndo o norte-americano Empire State Building, o maior do mundo na época) eram construções de estrutura metálica.

Na década de sessenta teve seu nome mudado para “Edifício Altino Arantes”, uma homenagem ao primeiro presidente brasileiro do banco, Altino Arantes Marques. Isso porque desde sua fundação, em 1909, até 1919, quando, – na gestão Altino Arantes – o Governo Estadual tornou-se seu acionista majoritário, o banco era controlado por acionistas franceses.

Com o passar dos anos o edifício não sofreu muitas alterações externas notáveis, apenas passou por limpezas e reconstituição das fachadas, ganhando também uma nova iluminação. Já na parte interna sofreu diversas alterações que exigiram intervenção do Museu Banespa, quando algumas áreas do edifício foram tombadas, para protegê-las de modificações que possam alterar suas características originais.

Em 1988, um lustre de três metros de altura e 1,5 tonelada foi instalado no hall de entrada do edifício. Tal peça conta como 150 lâmpadas e cerca de dez mil acessórios de cristal.

No ano de 2000 o Banespa foi privatizado, sendo vendido ao Banco Santander Central Hispano. Porém, para evitar represálias, respeitando a tradição do povo paulistano, os novos donos não fizeram nenhuma alteração significativa na fachada do edifício.

A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, ela permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros, sendo possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé e até mesmo o Edifício Itália que o desbancou como mais alto da cidade, além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo.

No final dos anos 70 a torre ganhou em volta de sua base uma cinta de alumínio, aonde foi fixado o logotipo do banco. E no topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.

No prédio funciona também o Museu Banespa, que reúne a história do banco desde sua inauguração como Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo até os dias atuais, perto de completar cem anos. O museu possui 993 objetos e mobiliários, 1003 obras, 98 fotografias assinadas, 66 tapetes orientais e nacionais entre outros itens.

O saguão do prédio tem quase 400 metros quadrados, paredes de mármore de 16 metros de altura e piso de granito decorado com brasões de bronze. Muito belo é o seu grande lustre de cristal nacional em estilo “decô-eclético” com 13 metros de altura, 2 metros de diâmetro e dez mil peças de cristal pesando uma tonelada e meia. Ainda no saguão, um grande painel com pinturas representando cenas do cotidiano de uma cidade de outros séculos, ocupa toda a largura da fachada.

Agora, começa a subida. No primeiro elevador, você irá até o 26º andar. Uma baldeação e o novo elevador o levará até o 32º andar. E então, dois lances de escada o esperam para serem subidos a pé os 41 degraus. Uma sala com fotos e livro de presença, permite um pequeno descanso. E mais uma escada, agora em caracol com 18 degraus. É então que se chega ao terraço da torre.

Ainda há mais uns 15m com escada em caracol, que só podem ser usadas pelo Corpo de Bombeiros para hastear as bandeiras; paulista em dias comuns e paulistana no mês do aniversário da cidade. A cada dois ou três meses são trocadas ou porque perderam a cor com o sol ou porque ficaram esfarrapadas pelo vento constante.

banespa

LOCALIZAÇÃO: Rua João Brícola, 24, Centro. Horário: de segunda a sexta, das 10h às 17h – Próximo ao Metrô São Bento

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_do_Banespa
http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=349

Prêmio Blog com Tomates

27 jun

premio

Tomei conhecimento da existência de tal prêmio recentemente: a Mamy foi indicada por duas amigas, conforme ela explica em um post.

É um prêmio dado a blogs que lutam pelos direitos fundamentais do ser humano. E funciona assim: ou a criadora do prêmio ou pessoas já indicadas, indicam outros cinco blogs ao prêmio. A criadora do prêmio coloca em seu blog um post com os indicados e, caso ela julgue que o blog se preocupa com os direitos do ser humano, coloca-o numa lista permanente, na barra lateral.

Qual não foi minha surpresa ao ser indicada pela Mamy! E mais surpresa fiquei com a descrição dela sobre a minha pessoa! Muito obrigada e, como já disse lá, nem sei se mereço tudo isso. O engraçado é que tal indicação me rendeu 162 visitas no dia (uia)!

Mas, enfim, chegou a minha vez de fazer cinco indicações:

Discussões, Dissertações e Poesia: é o blog do . Atualmente anda preocupado com o bem-estar seu e dos funcionários da Caixa. Também se preocupa com a informação e divertimento de seus leitores, postando notícias harrypotterianas, godofwarianas e motociclistianas (essa foi forte!) e poesias e imagens reflexivas e divertidas. Não falarei mais nada, pois sou suspeitíssima!

Trottolices: é o blog do Trotta. Sempre com matérias interessantes, curiosas; reflexões que por vezes passam despercebidas de quase todos, mas que são captadas por ele.

Fefices: é o blog da Fefa. Coloca desabafos, acontecimentos entre amigos, questões de difícil reflexão. Divide seu dia-a-dia com os leitores, com uma singularidade ímpar!

Mundo Quitinete: é o blog da Ferrr. Adoro o jeito que essa menina escreve! Corre sangue de jornalista em suas veias! Mas de jornalista bom, crítico e reflexivo. Mas, PS: ela é Fonoaudióloga, tá? Antenada e engajada, discute em seu blog temas cotidianos.

Relembranças: é o blog do Marco Antônio, o pai do Trotta. Embora recente e com poucas atualizações, os textos ali presentes são encantadores. Uma delícia de ler! Nos levam a viagens no tempo através de seus quadros, nos fazem sorrir e refletir.

Essas foram minhas indicações! Merecidas, acredito eu. Vale a pena conferir!

UPDATE: O selo do blog está na barra lateral!

História: a Farsa

22 jun

História do Brasil. Mentiras contadas e repassadas geração após geração. Não estou afirmando que toda a história é uma farsa, mas que parte dela é. Como um exemplo, temos o grito da Independência, que, na verdade não foi bem do jeito que nos é passado… com D. Pedro em seu cavalo branco, gritando heroicamente “Independência ou Morte”.

Qual é o valor de termos uma história baseada em mentiras? Pra quê enfeitar a história ao invés de mostrá-la nua e crua? Pra ficar mais bonitinha? Grande porcaria…

E assim se dá com os demais países da América do Sul_ e porquê não dizer, do mundo? Afinal, mais vele ter uma história bela do que uma história verídica…

Ainda bem que existem as pesquisas… e pessoas compromissadas com a verdade.

Li uma reportagem na Folha que afirma que não foi Colombo o primeiro a chegar nas Américas, mas os polinésios. Um osso de galinha encontrado no Chile foi apresentado por arqueólogos como a evidência mais forte até hoje de que navegadores da Polinésia chegaram às Américas antes de o Novo Mundo ter sido descoberto pelos europeus.

A possibilidade de polinésios terem tido contato direto com povos indígenas da América do Sul há mais de 600 anos é defendida há tempos por antropólogos, mas sem indícios muito concretos. Um trabalho publicado agora por cientistas chilenos e neozelandeses, porém, mostrou que os povos ilhéus do Pacífico podem ter chegado ao continente pelo menos cem anos antes de Cristóvão Colombo. E levando frangos vivos na bagagem.

O osso de frango apresentado pelos cientistas é anterior ao século 15 e possui DNA semelhante ao de variedades de galinhas atuais na Polinésia. Galinhas domésticas criadas hoje no mundo todo são provavelmente uma espécie derivada de aves selvagens criadas na Índia séculos atrás. Os povos indígenas americanos, porém, que chegaram às Américas há mais de 10 mil anos pelo estreito de Bering, ainda não dominavam o trato com os frangos. O fato, porém entrava em conflito com relatos históricos do conquistador espanhol Francisco Pizzaro, que afirmou ter visto sacerdotes incas usarem galinhas em sacrifícios em 1532 no Peru. Muitos historiadores defendiam a idéia de que aquelas aves teriam sido introduzidas na região pelos próprios espanhóis, mas a hipótese da travessia polinésia ganha força agora com o estudo.

O osso de frango datado pelos pesquisadores haviam sido encontrado em meio mais de 50 fragmentos achados no sítio arqueológico de El Arenal, na península de Arauco (centro do Chile). Segundo os pesquisadores, a ave analisada deve ter vivido entre 1321 e 1407, e provavelmente chegou à América do Sul mais de cem anos antes do navegador português Pedro Álvares Cabral.

Até agora evidências de uma conexão cultural direta entre polinésios _povos derivados do Sudeste Asiático_ e nativos sul-americanos eram circunstanciais. Lingüistas já haviam identificado similaridades na fala de alguns povos, e antropólogos já haviam apontado para a presença de espécies de planta americanas na Polinésia. A batata-doce e a cabaça, por exemplo, chegaram às ilhas do Pacífico muito antes da Expansão Ultramarina espanhola e portuguesa.

Mini-post-propaganda

17 jun

Esse textículo (com x, ou seja, texto pequenininho) é só para contar que a Fefa fez um post bem legal sobre o fondue que fizemos juntos aqui em casa no dia 09 de junho: eu, ela, o Rô e o Trotta! Foi o primeiro fondue da minha vida… e foi maravilhoso!! Entrem e confiram (e morram de vontade! rs…).

Post da Fefa: http://fefas.wordpress.com/2007/06/15/fondue-e-amigos-diversao-garantida/
Fotos do evento: http://maroma.multiply.com/photos/album/46

Placas Paulistanas

14 jun

Meu amigo Trotta me contou uma notícia que achei interessante e que, pelo menos eu, não conhecia. Tinha até reparado que as placas estão sofrendo modificações, mas não sabia de todas as regritchas envolvidas…

Lendo o link que ele me enviou (referente a um blog), soube que a prefeitura fechou contrato com uma empresa em dezembro do ano passado, para mudar as placas da capital de São Paulo. E que as placas começaram a ser trocadas em janeiro, partindo do centro velho (minha antiga e barulhenta morada). A estimativa é que esse ano 40 mil placas sejam trocadas! Estima-se que o total de placas da cidade seja de 72 mil!

Alguns problemas ocorreram, como cor de fundo contrastando com a cor da letra de uma forma que a leitura de algumas placas ficou prejudicada. Outro dos problemas é que o nome em destaque nas placas é o “apelido” das ruas, mas alguns desses apelidos foram escolhidos aleatoriamente, sem fazer jus ao que era realmente usado; por exemplo, a Praça Ramos virou R. Azevedo. Os dois tipos de problemas serão corrigidos.

As novas placas terão os “apelidos” das ruas escritos numa nova fonte tipográfica (ClearView), superfície reflexiva e faixas inferiores com cores diferentes para cada região da cidade (seguindo os padrões adotados pelos ônibus), exceto para o centro expandido (limite do rodízio de carros) onde a faixa é cinza e para o centro velho, onde as placas são inteiramente brancas com inscrições em preto. Além do CEP e da numeração do quarteirão, um número no canto inferior vai indicar a quilometragem daquele ponto à Sé, o marco zero.

O pessoal do blog criou um Fazedor de Placas de São Paulo. É bem fácil de usar e divertido! Eu criei a minha! Que tal usar e abusar do programinha?

placa

 

PS: Achei divertidíssimo o trocadilho do site, ao dizer que o prefeito “num Kassab” de nada! 😀

Eu bebi água do Tietê!

11 jun

Este final de semana fomos conhecer a cidade de Salesópolis, com um pessoal motociclista muito gente boa que conhecemos na net.

Nunca tinha ouvido falar nessa cidade, que fica a 96 quilômetros de distância da capital.

O que tem de especial? Entre outras coisas, a nascente do Rio Tietê, localizada a 1027 metros de altitude.

Conhecemos mais sobre o percurso do rio, que é poluído no trecho próximo a São Paulo, mas que é limpo tanto antes quanto após a cidade.

Também conhecemos sobre os bichinhos que são indicativos que o rio está limpo e que também auxiliam na sua limpeza. Entre eles, está o guaru, ou barrigudinho, peixinhos que se alimentam de larvas de mosquitos. Gostamos tanto do nome que nos apelidamos de Guarus.

O Município de Salesópolis foi fundado em 28 de fevereiro de 1838, por Domingos Freire de Almeida, Alferes José Luiz de Carvalho, Aleixo de Miranda e Francisco Gonçalves de Melo, que doaram os terrenos para a sede do então Distrito de São José do Paraitinga. Em 24 de março de 1857, elevou-se a então Vila de São José do Paraitinga a categoria de cidade, criando-se o Município de São José do Paraitinga, porque ao sopé da colina deslizava as águas cristalinas do Rio Paraitinga.

Somente em 16 de novembro de 1905, a Câmara Municipal, desejando homenagear o então Presidente Dr. Manoel Ferraz de Campos Sales, mudou-se o nome do Município de São José do Paraitinga para Salesópolis.

Possuindo uma grande quantidade de nascentes, Salesópolis está com 98% da sua área dentro da Lei de Proteção dos Mananciais, o que faz com que existam sérias restrições ao desenvolvimento econômico, motivo pelo qual as autoridades vêem lutando para transformá-la em Estância Turística.

Espero que, um dia, o rio Tietê volte a ser limpo em Sampa. Quem sabe ainda poderemos beber de sua água, como fizemos na nascente?

tiete

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Mais Fotos do passeio:
http://intruder125.multiply.com/photos/album/2?mark_read=intruder125:photos:2

http://www.salesopolis.sp.gov.br/turismo.htm

Súbita Percepção – Parte II

7 jun

E aí? Conseguiram? Se sim, de que forma procederam? Provavelmente empregaram fórmulas matemáticas. Mas sempre fica faltando um lado!

O que falta é a idéia brilhante. E ela é a seguinte: não se trata de calcular as áreas isoladas do quadrado e do paralelogramo, e sim de ver o problema de outro modo, literalmente: ou seja, enxergar nele dois triângulos isósceles que, com um pequeno deslocamento, formam um retângulo, cujos lados são a e b. A área total é simplesmente a x b (base x altura).

 

problema-soluçao

Não é pela via do pensamento lógico que se chega à nova visão. Ela aparece inconscientemente. Quando a reestruturação é bem-sucedida, nos surpreendemos com nosso pensamento_ o que se traduz numa sensação de descoberta. Diz-se que Arquimedes pôs-se a correr nu pelas ruas de Siracusa, gritando “Eureca!”, quando descobriu o conceito de densidade.

Um pesquisador de Chicago desenvolveu uma teoria para explicar os insights: ao contemplar um problema, a primeira coisa que fazemos é construir uma representação mental (ou seja, uma imagem interior), selecionando apenas alguns aspectos dele. Isso acontece de forma automática. Na verdade, fazemos isso sempre pela lente do saber prévio, acumulado ao longo do tempo. Esse saber, no entanto, impede que vejamos a questão de outra maneira. Quando, então, caímos no beco sem saída, reagimos com frustração e desânimo. Os pensamentos divagam e tentamos outras vezes, sem sucesso. Tal insucesso persistente é a força motriz da reestruturação. Têm início, então, diversos processos inconscientes que modificam nossa representação interior do problema. De repente, novas possibilidades se abrem e, de forma inesperada, a solução nos vem à mente_ solução que depois nos parecerá banal.

Um discípulo de Wertheimer mostrou que o uso constante de determinado método nos faz cegos pra procedimentos mais eficazes e simples.

Mais recentemente, os cientistas cognitivos buscam no cérebro uma pista para o insight. Dois cientistas de Chicago investigaram o papel dos hemisférios cerebrais. Partiram do princípio de que a solução passo-a-passo de problemas ocorreria sobretudo no hemisfério esquerdo e mediante a aplicação consciente de regras lógicas. Ao hemisfério direito, atribuiu-se papel decisivo na solução de problemas que demandam insight (a reestruturação), inconsciente. Somente quando o resultado é transmitido para o lado esquerdo acende-se uma luz em nossa mente. Comprovaram sua teoria com as pesquisas realizadas.

Não há como forçar os insights a aparecer. Mas os psicólogos dão a dica: quando estiver cansado de tentar resolver um problema, faça uma pausa. Ou melhor: tire uma soneca. O sono faz bem a esses processos perceptivos, pois durante o sono as novas informações recebidas são associadas ao saber armazenado na memória; e isso pode fazer com que descubramos com mais rapidez estratégias mais simples de resolução de problemas.

Revista Mente & Cérebro – www.mentecerebro.com.br