Arquivo | maio, 2007

Papo de mulherzinha…

29 maio

Hoje foi dia de retocar a tintura do cabelo… a raiz já estava com quase dois dedos!

Sempre vou numa escola de cabeleireiros que tem aqui perto… o preço é ótimo e o resultado sempre é bom, pois os professores sempre dão assistência.

O atendimento com alunos começa às 14 horas, é por ordem de chegada… Fiquei na facul de manhã, almocei e cheguei no cabeleireiro às 13:20 (fui a primeira a chegar). Fiquei lendo uma revista e tals… às 14 horas fui chamada.

Aí, desembaraça o cabelo (que é mega-fino e, portanto, ultra-embaraçado), passa tinta (preservando o local das mechas), aguarda x minutos, lava o cabelo, passa tinta azul e roxa para retocar as mechas, lava de novo,… e seca.

Acho que todo cabeleireiro tem fixação por escova. Eles me perguntam: “Vai fazer escova ou é só pra secar?”. Eu, como adoro meus poucos cachos e não sou adepta da escova nem da chapinha, digo que é só pra secar. De repente, juntam dois cabeleireiros munidos de escova e secador, e, um de cada lado, começam o ritual (imaginem a cena) 😯. Puxa de lá, estica de cá… pelo menos o vento estava quentinho… Da última vez foi a mesma coisa… Eles dizem que meu cabelo é muito fácil de alisar, e que não estão fazendo escova, estão só secando. 😕

Enfim. Saí de lá, com os cabelos esvoaçantes, às 17:30. Passei a tarde no lugar! Só mesmo com mulher pra acontecer dessa, né? Mas tem que cuidar, né? Fazer o quê?

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São Paulo

26 maio

Nasci nessa megalópole brasileira chamada São Paulo, há um quarto de século… e sou apaixonada por ela!! Pela correria louca, pelas opções de lazer infinitas, pelo Ibirapuera, pela Paulista, pela vida universitária, pelo meu bairro e seus arredores, pelas pessoas, pelas opções de vida… pela grandeza dela; enfim, por tudo!

Bom, quando sugeri ao Rô que fizesse o post sobre Poços de Caldas, minha idéia era postar junto este sobre São Paulo… mas ele acabou postando antes e optei por esperar mais um pouquinho.

Mas aí vai um texto com a história da cidade, seu hino, sua bandeira e seu brasão, seus números, seus pontos turísticos… Não podia faltar o segundo hino de Sampa, na minha opinião… a música Sampa, de Caetano Veloso (para assistir ao clipe da música é só clicar no título).

 

Sampa (Caetano Veloso)

Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto, mau gosto
é que Narciso acha feio o que não é espelho
e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
afasto o que não conheço
e quem vem de outro sonho feliz de cidade
aprende de pressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
da força da grana que ergue e destrói coisas belas
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
mais possível novo quilombo de Zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e novos baianos te podem curtir numa boa.

 

A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.

Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho, mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa. Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo. Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.

Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as “bandeiras”, expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.

A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.

No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.

No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.

Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali se concentravam as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .

As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do “centro velho” com a “cidade nova”, formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.

O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo “moderna”, até então acanhada e tristonha capital.

Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.

Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.

Caso queiram ler a continuação da história, acessem: http://www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/ e http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=745.

bandeira         brasão

Bandeira                                             Brasão

Hino

São Paulo em números:
Extensão: 1.509 quilômetros quadrados de área.
Altitude: Média em torno de 860 metros.
Latitude: 23°32.0’S.
Longitude: 46°37.0’W.
População: 10.406.166 habitantes.

Dentre os pontos turísticos estão: Jockey Clube de São Paulo, Monumento às Bandeiras, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Sala São Paulo, Vista aérea do edifício Banespa, Avenida Paulista, Catedral da Sé, Edifício Copan, Estação da Luz, Mercado Municipal, Museu do Ipiranga e Teatro Municipal.

História das ruas de Sampa: http://www.dicionarioderuas.com.br/

Nietzsche

22 maio

Afff… Isso é nome de gente?

É. E de uma “gente” muito importante!

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, localidade próxima a Leipzig. Karl Ludwig, seu pai, e seus dois avós eram pastores protestantes; o próprio Nietzsche pensou em seguir a mesma carreira. Em 1849, seu pai e seu irmão faleceram. Com os colegas de escola criou uma pequena sociedade artística e literária, para a qual compôs melodias e escreveu seus primeiros versos.

Em 1858, sob influência de Schiller (1759-1805), Hölderlin (1770-1843) e Byron (1788-1824) e de alguns professores, Nietzsche começou a afastar-se do cristianismo. Dedicou-se aos estudos de teologia e filosofia, mas desistiu desses estudos e passou a residir em Leipzig, dedicando-se à filologia. “Um outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia (…) a arte de bem ler – de saber distinguir os fatos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução, a paciência e a finesse”. Ritschl considerava a filologia não apenas história das formas literárias, mas estudos das instituições e do pensamento. Foi nomeado, em 1869, professor de filologia em Basiléia, onde permaneceu por dez anos.

Em 1870, a Alemanha entrou em guerra com a França; nessa ocasião, Nietzsche serviu o exército como enfermeiro, mas por pouco tempo, pois logo adoeceu, contraindo difteria e disenteria. Essa doença parece ter sido a origem das dores de cabeça e de estômago que acompanharam o filósofo durante toda a vida.

Começa então uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento: “Não somos como aqueles que chegam a formar pensamentos senão no meio dos livros – o nosso hábito é pensar ao ar livre, andando, saltando, escalando, dançando (…)”.

Nessa época teve início sua amizade com Richard Wagner (1813-1883), que tinha quase 55 anos e vivia então com Cosima, filha de Liszt (1811-1886). Nietzsche encantou-se com a música de Wagner e com seu drama musical. A casa de campo de Tribschen, às margens do lago de Lucerna, onde Wagner morava, tornou-se para Nietzsche lugar de “refúgio e consolação”. Na mesma época, apaixonou-se por Cosima, que viria a ser, em obra posterior, a “sonhada Ariane”.

Em 1882, ele encontra Paul Rée e Lou Andreas-Salomé, a quem pede em casamento. Ela recusa, após ter-lhe feito esperar sentimentos recíprocos. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma “crise de loucura” que, durando até à sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. No início desta loucura, Nietzsche encarna alternativamente as figuras míticas de Dionísio e Cristo, expressa em bizarras cartas, afundando depois em um silêncio quase completo até a sua morte.

Durante toda sua vida sempre tentou explicar o insucesso de sua literatura, chegando a conclusão de que nascera póstumo, para os leitores do porvir. O sucesso de Nietzsche, entretanto, sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888.

Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença).

Segundo Nietzsche, o cristianismo concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição ao mundo da felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz das idéias do outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o sensível, o corpo, como o provisório, o inautêntico e o aparente. Trata-se, portanto, diz Nietzsche, de “um platonismo para o povo”, de uma vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar. O cristianismo, continua Nietzsche, é a forma acabada da perversão dos instintos que caracteriza o platonismo, repousando em dogmas e crenças que permitem à consciência fraca e escava escapar à vida, à dor e à luta, e impondo a resignação e a renúncia como virtudes. São os escravos e os vencidos da vida que inventaram o além para compensar a miséria; inventaram falsos valores para se consolar da impossibilidade de participação nos valores dos senhores e dos fortes; forjaram o mito da salvação da alma porque não possuíam o corpo; criaram a ficção do pecado porque não podiam participar das alegrias terrestres e da plena satisfação dos instintos da vida. “Este ódio de tudo que é humano”, diz Nietzsche, “de tudo que é ‘animal’ e mais ainda de tudo que é ‘matéria’, este temor dos sentidos… este horror da felicidade e da beleza; este desejo de fugir de tudo que é aparência, mudança, dever, morte, esforço, desejo mesmo, tudo isso significa… vontade de aniquilamento, hostilidade à vida, recusa em se admitir as condições fundamentais da própria vida”. Nietzsche propôs a si mesmo a tarefa de recuperar a vida e transmutar todos os valores do cristianismo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche
http://www.mundodosfilosofos.com.br/nietzsche.htm

 

Oswaldo Giacóia Júnior, professor de filosofia na Unicamp, explica em seu livro “Nietzsche” porquê é impossível se colocar à altura dos principais temas e questões do nosso tempo sem entender o pensamento de Nietzsche, um dos pensadores mais provocativos da filosofia moderna.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68704.shtml

 

Assisti à peça “Quando Nietzsche Chorou”, oriunda de livro homônimo, no último final de semana, com meu gatinho e com amigos.

O autor do livro (Irvin Yalom), psicoterapeuta e professor de psiquiatria, criou um encontro hipotético entre Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, e Josef Breuer, um dos pais da psicanálise (médico e fisiologista austríaco, aliado de Freud em suas idéias e também um aliado financeiro), tendo como cenário a Viena do final do século XIX. Valendo-se do caso de amor verídico entre Nietzsche e a sedutora e intelectualizada Lou Andreas-Salomé, Yalom sugere que esta, vendo o ex-amante deprimido, teria procurado Breuer para que tratasse do filósofo. Para condimentar ainda mais a situação, o médico está passando por um período difícil, tendo fantasias sexuais com sua paciente, a célebre Anna O. (codinome dado a Bertha Pappenheim, paciente de Breuer) – primeiro caso descrito no livro “Estudos sobre a histeria de Freud e Breuer”, considerado fundamental sobre o assunto. O charme da história reside na “troca de figurinhas” entre dois gigantes do pensamento ocidental, que se tornam amigos e colaboradores nesta versão.

http://www.sandrofortunato.com.br/sajul06.htm


Adorei a peça! Diverti-me um bocado e pretendo ler o livro! Recomendo!

Chocolate

18 maio

Quem aqui resiste a um bom chocolate? Confesso: eu não! Só não como de jeito nenhum os hidrogenados, por achar o sabor horrível. E com esse friozinho que vem chegando? Hummm… Melhor ainda! Seja em forma de barra, líquido (na famosa bebida denominada chocolate quente) ou como “submarino” (bebida que consiste em mergulhar um tabletinho de chocolate em leite quente)… além de outras mil variações, todas deliciosas! Se juntar com café, então, já ganho o dia!

Essa delícia já mereceu até tratamento em obra literária (que virou filme)_ a quem não leu / assistiu “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, eu recomendo! O livro tem uma linguagem bem infantil, afinal, foi feito para o público infantil; mas gostei muito de lê-lo. A primeira versão do filme é com o mesmo ator que interpretou a raposa no Pequeno Príncipe (Gene Wilder), ou seja, o personagem ficou muito bom. A segunda versão também ficou boa, vale a pena!

Pra conhecer um pouco mais sobre esse alimento saborosíssimo, fui atrás de algumas informações… a quem interessar, elas estão abaixo!

chocolate

A história do cacau e, conseqüentemente, do chocolate, tem sua origem bastante remota e não se pode determinar quem o descobriu ou utilizou pela primeira vez. O pouco que se sabe está envolto pela mitologia. Conta uma lenda asteca que Quetzalcoatl, deus da lua, roubou uma árvore de cacau da terra dos filhos do sol, para presentear seus amigos, os homens, com aquela delícia dos deuses. Essa lenda deve ter influenciado Carlos Linnaeus, botânico sueco, que classificou a planta, denominando-a Theobroma cacao do grego Theo (Deus) e broma (alimento). Apesar de tudo, tem-se certeza de um ponto: o cacau é originário das regiões tropicais das Américas do Sul e Central.

Quando os espanhóis, sob o comando de Fernando Cortez, iniciaram a conquista do México, em 1519, notaram que os nativos ofereciam aos deuses, estranhos tabletes escuros. Ficaram intrigados, mas logo descobriram sua origem: eram feitos dos frutos do cacaueiro, uma árvore quase sagrada para os índios. Os astecas chamavam de cacahuatl o fruto da árvore e de tchocolath a bebida fria e espumante, preparada por eles. Foi, aliás, com uma taça dessa bebida que o imperador Montezuma recebeu Cortez pela primeira vez, em sinal de boas-vindas e de consideração.

No começo, entretanto, os espanhóis não apreciaram o chocolate. Cortez teve que lhes impor seu uso, pois, como escreveu ao imperador Carlos V, “uma taça da preciosa bebida permitia aos homens caminhar um dia inteiro sem necessidade de outros alimentos”. “Pelas virtudes maravilhosas” e uso cada vez mais difundido, o cacau acabou se transformando em moeda. Dez favas valiam um coelho. E por 100 favas de primeira qualidade adquiria-se uma escrava.

A partir de 1520, a Espanha começou a receber as primeiras remessas de cacau. Foi nesse país que surgiram as primeiras indústrias chocolateiras, no fim do século XVI. Em 1659, Luiz XV concedeu a David Chaliou, oficial da rainha, o privilégio de “fabricar e vender, por 19 anos, uma composição que se chamava chocolate”. Nascia, assim, a primeira fábrica francesa de chocolate.

Na Suíça, a indústria do leite condensado daria impulso novo à do chocolate. Em 1870, em Vevey, o laboratório de Henri Nestlé ganhou um vizinho, Daniel Peter, que ali se instalara com uma pequena fábrica de chocolate. A recente descoberta de Henri Nestlé – que associara leite à farinha – deu a Peter a idéia de juntar leite ao chocolate que, até então, se compunha unicamente de cacau e açúcar.

O chocolate tornou-se alimento de primeira necessidade e fazendo parte da ração de emergência dos soldados nas Primeira e Segunda guerras mundiais, denominada ração “D”.

http://www.abicab.org.br/index_home.htm

 

O chocolate induz uma sensação de prazer que pode ser explicada pelas suas propriedades químicas. Acredita-se que o elevado conteúdo de estearatos da manteiga de cacau, um ingrediente essencial do chocolate, é responsável pela forma como se derrete e pela sua estabilidade. A manteiga de cacau contém entre 30% e 37% de estearatos na sua composição lipídica. Como conseqüência, permanece sólida à temperatura ambiente, mas, quando consumida, o seu conteúdo em gordura absorve o calor da boca e derrete à temperatura corporal, produzindo o efeito ‘derrete-se na boca’.

Desde sempre se sugere que o chocolate possua propriedades afrodisíacas: os Astecas pensavam que dava vigor aos homens e desinibia as mulheres. Na verdade, existe no chocolate um composto químico, designado triptofano, que é usado pelo cérebro para produzir serotonina, um neurotransmissor que induz sensações de prazer. No entanto, a presença do triptofano no chocolate é em pequena quantidade, pelo que a hipótese de o chocolate provocar um aumento da produção de serotonina é ainda controversa.

A feniletilalanina, que promove sentimentos de atração, excitação, tonturas e apreensão, também foi identificada no chocolate, mas, uma vez mais, a sua baixa concentração pode ser insuficiente para produzir os efeitos tipicamente associados a este composto.

http://www.scienceinschool.org/2006/issue2/chocchemistry/portuguese

 

O chocolate é um alimento popular que tem conhecido diversas formas de apresentação. Pode ser bebido (chocolate em pó) com leite, ou em tabletes. Neste caso é apresentado em muitas versões: ao leite, branco, meio amargo, com amêndoas ou avelãs, com ou sem recheio, etc., variando em função do acréscimo em partes diferentes de seus componentes individuais e assim, varia também seu valor calórico, que em qualquer dos casos é elevado.

  • O chocolate amargo é feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite, e algumas versões permitem a sua utilização como base para sobremesas, bolos e bolachas.
  • O chocolate preto deve usar um mínimo de 35% de cacau, segundo as normas européias.
  • O chocolate ao leite leva na sua confecção leite ou leite em pó. As normas européias estabelecem um mínimo de 25% de cacau.
  • A couverture é o chocolate rico em manteiga de cacau, utilizados pelos profissionais chocolateiros, com mais de 70% de cacau, e gordura de cerca de 40%.
  • O chocolate branco é feito com manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina, podendo ser acrescentados aromas como o de baunilha. Inventado na Suíça após a I Guerra Mundial, só foi divulgado nos anos 80 do século XX pela Nestlé.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Chocolate


A boa notícia é que chocolate faz bem ao coração, melhor ainda se for chocolate orgânico.Um estudo apresentado em Amsterdã, na Holanda, durante um congresso da Sociedade Européia de Cardiologia concluiu que o chocolate é o mais novo aliado do coração. Substâncias presentes no cacau, os flavonóides, ajudam a combater a oxidação da circulação sanguínea, melhorando assim a saúde das artérias e do coração. Os flavonóides são encontrados também em vários tipos de frutas, mas estudos recentes mostram que o cacau está entre suas fontes mais ricas. Assim, um chocolate de boa qualidade apresenta capacidade antioxidante três vezes maior que a do alho e dos morangos.

http://www.planetaorganico.com.br/saudchoco.htm

Miopia

14 maio

Lembro-me como se fosse hoje…

A história passa-se em 1993, na cidade de Poços de Caldas. Mais precisamente, em um consultório oftalmológico. Dentro da sala, estão três personagens: o médico (ou era o monstro?), uma garota de 11 anos e seu pai. Após a garota ser submetida a testes de leitura com lentes bizarras à sua frente, vem a notícia: “Você terá que usar óculos!” “Ahhhhhhh, ah não!”_ tenta argumentar a garota, que teve que se calar diante do fao incontestável. Na saída do consultório, a garota, com lágrimas nos olhos, diz a seu pai que está muito triste por ter que usar óculos. Seu pai afirma que não é para tanto, que não é tão ruim, blablabla. A garota vai a uma ótica como se estivesse indo a um matadouro. (…) Quando os óculos ficaram prontos, pensam que ela usava-os? Ledo engano! Ia para a escola com os óculos no bolso da calça de uniforme e não tirava-os de lá! Até que, um dia, ao colocar a mão no bolso percebeu que os óculos não estavam mais lá… “Ops…” Vai ela para o matadouro, ops, para a ótica, outra vez, mandar fazer outro óculos… esse ela teve que usar.

O tempo passou… a menina cresceu, ainda odiando os óculos… Tentou usar lentes de contato rígidas (pois as flexíveis eram/são muito caras para o padrão familiar). Usou durante um tempo, mas como incomodavam! Desistiu.

Anos depois, com exames mais requintados para saber se poderia operar da miopia e astigmatismo veio a bomba: “Você tem uma curvatura anormal da córnea, que pode ser indício de uma doença chamada ceratocone. Caso a gente opere, e você realmente tenha essa doença, você pode ficar cega! Deve ser por isso também que seus olhos não se adataram às lentes de contato.” Fim da esperança de se ver livre dessa coisa-que-fica-pendurada-sobre-o-nariz-e-as-orelhas.

Já que não há solução, o jeito é se habituar ao apetrecho… Quanto mais discreto melhor! Se bem que EU tenho até dado uma olhadinha nas armações modernosas de hoje… tenho até passado a gostar… Mas ainda há momentos em que os óculos me incomodam profundamente. E olha que meu grau nem é tão gigantesco, não chega a dois graus…

Abaixo, a letra e o vídeo (é só clicar no link) de uma música que foi meu hino, por um bom tempo… Mais abaixo, uma explicaçãozinha sobre os problemas visuais.

ÓculosParalamas do Sucesso

Se as meninas do Leblon
Não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E volta e meia
Eu entro com meu carro pela contramão
(Eu tô sem óculos)
Se eu tô alegre
Eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu to triste eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém

Porque você não olha pra mim? Ô ô
Me diz o que é que eu tenho de mal ô ô
Porque você não olha pra mim
Por trás dessa lente tem um cara legal
Oi Oi Oi

Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse
fazer charme de intelectual
Se eu te disser
Periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim

Porque você não olha pra mim? Ô ô
Me diz o que e que eu tenho de mal ô ô
Porque você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal

Por que você não olha pra mim? Ô ô
Por que você diz sempre que não Ô ô
Por que você não olha pra mim
Por trás dessa lente também bate um coração

 

miopia
Visão de indivíduo com visão normal x visão de indivíduo míope.

Qualquer criança é capaz de observar que “quase todo mundo usa óculos”. De fato, as ametropias (distúrbios ópticos da formação da imagem nos olhos) estão entre os transtornos da saúde mais comuns da humanidade. Só a miopia aflige cerca de 50% das pessoas em todo o mundo! Por que será?

Teoricamente, o olho deve ser uma esfera perfeita para que os raios luminosos formem uma imagem em foco exatamente sobre a retina, que é o “filme” neuronal que fica no fundo, encarregado de traduzir a cena visual em impulsos nervosos que o cérebro possa compreender e interpretar. Nos míopes, entretanto, o olho é mais comprido que o normal, e as estruturas transparentes que ficam na frente (a córnea e o cristalino) não conseguem concentrar os raios no plano de foco natural, ou seja, exatamente sobre a retina. Tudo acontece durante o desenvolvimento da criança, até a adolescência: o olho cresce cerca de três vezes em tamanho, em paralelo com o crescimento do corpo, mas nem sempre isso ocorre mantendo a esfericidade perfeita.

ametropia
Os olhos normais, chamados emétropes (no centro), são perfeitamente esféricos, e com isso a imagem se forma em foco exatamente sobre a retina. Os olhos míopes (à direita) são mais compridos, e a imagem se forma em foco fora de lugar, antes da retina. Na hipermetropia (à esquerda) acontece o contrário: o plano de foco fica atrás da retina, e a imagem parece “fora de foco” quando os raios luminosos tocam o fundo do olho.

Uma descoberta feita há trinta anos pelo neurocientista Torsten Wiesel, prêmio Nobel de medicina ou fisiologia em 1981, e seu colaborador Elio Raviola, trouxe uma dica inicial sobre as causas da miopia. Eles observaram que macacos recém-nascidos submetidos à fusão das pálpebras durante várias semanas apresentavam olhos mais compridos do que o normal. A fusão das pálpebras impede que o animal veja formas e cores e causa uma diminuição acentuada da luminosidade incidente sobre a retina, já que a luz tem que passar pelas pálpebras fechadas para chegar ao fundo do olho. Isso significa que, de algum modo, a interrupção da visão estruturada nesses animais interferiu sobre o crescimento do olho.

Raviola e seu grupo recentemente retomaram esse modelo experimental de miopia e chegaram a conclusões da maior importância. Trabalharam mais uma vez com macacos recém-nascidos, realizando fusões palpebrais de apenas um dos olhos, para compará-lo com o outro que permanecia sem qualquer manipulação experimental. A fusão palpebral durava dois a quatro meses. Depois disso, os animais tinham seus olhos medidos através de ultra-sonografia, revelando diferentes taxas de alongamento do olho privado de visão, que podia chegar a mais de 1 mm de diferença com o olho normal, equivalente a 4,5 graus de miopia.

O passo seguinte foi utilizar técnicas de biologia molecular para investigar se havia genes mais ativos ou menos ativos nos olhos míopes. Havia. 119 genes apresentavam alterações de expressão: 100 estavam mais ativos, 19 menos ativos. Qual seria a função desses genes com expressão alterada nos olhos míopes? Como cerca de 70% deles produziam proteínas envolvidas com a proliferação celular ou o metabolismo do material genético, os pesquisadores imaginaram a hipótese de que olhos maiores surgissem devido a uma maior taxa de proliferação celular.

Dito e feito. Marcadores de proliferação mostraram um grande aumento da neurogênese na retina dos olhos míopes, e revelaram que as células produzidas eram novos neurônios fotorreceptores.

celulas
Os pontos verdes indicam as células que proliferam na retina do olho normal e do olho míope. Como se pode ver, muito mais células proliferam no olho míope. O detalhe à esquerda mostra uma célula cujo núcleo (asterisco) foi marcado em verde no momento em que o DNA se duplicou, e cujo corpo foi marcado em vermelho para uma proteína que só existe nos cones, um dos tipos de fotorreceptor da retina.

O que se pode concluir dos resultados do grupo de Raviola é que existe uma correlação entre a experiência visual durante a infância e o crescimento proporcional do olho. Olhos não estimulados adequadamente se tornam desproporcionais e, portanto, míopes. Mas o que seria “estimular adequadamente”? O experimento que os pesquisadores fizeram interfere com muitos aspectos da estimulação visual: pelo menos com a visão de cores, de formas, de objetos em movimento, e com a luminosidade global que incide sobre a retina. Qual deles é mais importante na determinação do correto crescimento ocular? E como se poderia quantificar a influência de cada um na causa da miopia?

De qualquer modo, a comprovação de que a própria visão regula o crescimento do tamanho do olho abre caminho para a prevenção da miopia (e das demais ametropias). Quando pudermos saber exatamente quais fatores da estimulação visual provocam olhos grandes (míopes) ou pequenos (hipermétropes), não será difícil dosar a exposição visual de nossas crianças para prevenir esses transtornos oculares.

http://cienciahoje.uol.com.br/68226

 

Bodas

8 maio

Hoje, dia 08 de maio, é aniversário de namoro meu e do meu gatinho!
Há exatamente nove anos começamos a namorar. Nove anos! Uma vida! Dentre esses, moramos juntos há quatro.
Conheci-o há quase 12 anos, e posso garantir que foi atração à primeira vista! Mas, devido a desencontros mil, o namoro mesmo só começou em 1998.

E não pensem que foram anos floridos não! Passamos por muitos trancos e barrancos durante esse período! O que mais importa é que, juntos, vencemos os problemas e quem ganhou forças com isso foi a nossa relação.

Pelo meu gatinho vale correr qualquer risco! Não o trocaria por nada!

(Te amo, Rô!)

Abaixo, segue uma historiazinha sobre as bodas (aniversário de relacionamento) e suas tradições. Segundo a tabelinha no final do post, estamos comemorando nossas Bodas de Cerâmica ou Vime.

bodas

Na antiga Judéia tinha-se o costume de matar um cabrito para o churrasco nas comemorações de casamento ou aniversário de casamento. Com o tempo, o cabrito foi substituído pela fêmea do bode, cuja carne era muito mais macia. Matar a fêmea do bode, a “boda”, era sinal de que haveria festa. Devido a isto o nome “boda” passou a ser sinônimo de festa, hoje em dia mais falada para casamentos.

Poucas pessoas conhecem a origem etimológica da palavra boda. Ela provém da palavra latina votum, que significa promessa. Desta forma, quando se diz “minha boda” estamos dizendo “minha promessa”. A própria definição da palavra casamento (ou matrimônio) reforça esse caráter solene. Segundo os dicionários:
Casamento: ato de casar, união legítima entre homem e mulher, matrimônio, cerimônia ou festa nupcial.

O anel como sinal de comprometimento, ou seja, a aliança, foi utilizada a primeira vez pela Civilização Romana repetindo-se esta tradição até hoje em outros povos. Conta-se que por volta de 1800 eram divididas ao meio e internamente tinham escritas frases como “Para sempre” e “Eu te amo”, ou pedras incrustadas. Normalmente as alianças de casamento são confeccionadas em ouro, simbolizando a indestrutibilidade dessa união. Significado do nome dado a essa jóia:
Aliança: ato ou efeito de aliar, casamento, anel de noivado ou de casamento.

Para cada ano existe um material que representa uma nova etapa. É tradicional, na cultura ocidental, se comemorar com bodas os eventos relativos ao casamento, e com o jubileu, outros fatos marcantes da vida social. Embora ocorram variações nos materiais associados, a lista abaixo é a que encontramos mais freqüentemente:

01º – Bodas de Papel
02º – Bodas de Algodão
03º – Bodas de Couro ou Trigo
04º – Bodas de Flores, Frutas ou Cera
05º – Bodas de Madeira ou Ferro
06º – Bodas de Açúcar ou Perfume
07º – Bodas de Latão ou Lã
08º – Bodas de Barro ou Papoula
09º – Bodas de Cerâmica ou Vime
10º – Bodas de Estanho ou Zinco
11º – Bodas de Aço
12º – Bodas de Seda ou Ônix
13º – Bodas de Linho ou Renda
14º – Bodas de Marfim
15º – Bodas de Cristal
16º – Bodas de Safira ou Turmalina
17º – Bodas de Rosa
18º – Bodas de Turquesa
19º – Bodas de Cretone ou Água Marinha
20º – Bodas de Porcelana
21º – Bodas de Zircão
22º – Bodas de Louça
23º – Bodas de Palha
24º – Bodas de Opala
25º – Bodas de Prata
26º – Bodas de Alexandrita
27º – Bodas de Crisoprásio
28º – Bodas de Hematita
29º – Bodas de Erva
30º – Bodas de Pérola
31º – Bodas de Nácar
32º – Bodas de Pinho
33º – Bodas de Crizopala
34º – Bodas de Oliveira
35º – Bodas de Coral
36º – Bodas de Cedro
37º – Bodas de Aventurina
38º – Bodas de Carvalho
39º – Bodas de Mármore
40º – Bodas de Esmeralda
41º – Bodas de Seda
42º – Bodas de Prata dourada
43º – Bodas de Azeviche
44º – Bodas de Carbonato
45º – Bodas de Rubi
46º – Bodas de Alabastro
47º – Bodas de Jaspe
48º – Bodas de Granito
49º – Bodas de Heliotrópio
50º – Bodas de Ouro
51º – Bodas de Bronze
52º – Bodas de Argila
53º – Bodas de Antimônio
54º – Bodas de Níquel
55º – Bodas de Ametista
56º – Bodas de Malaquita
57º – Bodas de Lápis-lazúli
58º – Bodas de Vidro
59º – Bodas de Cereja
60º – Bodas de Diamante
61º – Bodas de Cobre
62º – Bodas de Telurita
63º – Bodas de Sândalo
64º – Bodas de Fabulita
65º – Bodas de Platina
66º – Bodas de Ébano
67º – Bodas de Neve
68º – Bodas de Chumbo
69º – Bodas de Mercúrio
70º – Bodas de Vinho
71º – Bodas de Zinco
72º – Bodas de Aveia
73º – Bodas de Manjerona
74º – Bodas de Macieira
75º – Bodas de Brilhante ou Alabastro
76º – Bodas de Cipestre
77º – Bodas de Alfazema
78º – Bodas de Benjoim
79º – Bodas de Café
80º – Bodas de Nogueira ou Carvalho
81º – Bodas de Cacau
82º – Bodas de Cravo
83º – Bodas de Begônia
84º – Bodas de Crisântemo
85º – Bodas de Girassol
86º – Bodas de Hortênsia
87º – Bodas de Nogueira
88º – Bodas de Pêra
89º – Bodas de Figueira
90º – Bodas de Álamo
91º – Bodas de Pinheiro
92º – Bodas de Salgueiro
93º – Bodas de Imbuia
94º – Bodas de Palmeira
95º – Bodas de Sândalo
96º – Bodas de Oliveira
97º – Bodas de Abeto
98º – Bodas de Pinheiro
99º – Bodas de Salgueiro
100º – Bodas de Jequitibá

O próximo ??? Ora, use a imaginação !!!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Boda
http://www.portaldafamilia.org/datas/bodas/bodas.shtml

Café

3 maio

“Um homem é o que ele lê, come e bebe na vida.
Logo deve escolher a melhor leitura, a melhor comida
e a melhor bebida, o café…”

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

 

Esse post é para falar de uma de minhas paixões: o café.
Coado ou espresso, puro ou com espuminha de leite e canela, quente ou em deliciosas combinações frias, líquido ou em receitas diversas, sozinho ou acompanhado de pão de queijo (ou pão na chapa ou bolo de fubá). Adoro.
Não me considero viciada em café, até porque, caso vocês leitores se interessem em bisbilhotar os links ao final do post, lerão uma explicação do motivo pelo qual café não vicia.
Em Minas (onde passei praticamente toda a minha vida), na maioria das casas se tem por hábito tomar café da manhã (com um ‘golinho’ de café) e tomar café da tarde (com mais um ‘golinho’ de café); eu também adoro tomar café após almoço, e às vezes após o jantar. O que dá umas três ou quatro xicarazinhas (ou, em bom mineirês, xicrinhas) de café ao dia; que, como está expresso em um dos links, é super saudável e bom para um monte de coisas.

Abaixo, vocês encontrarão um pouco sobre a história do café. Resumidamente, pois o assunto é longo e poderia não ser de interesse geral (caso haja interesse, repito, acharão tudo e mais um pouco, nos links ao final do post; desde curiosidades, história, composição química, diferentes tipos, benefícios, até receitinhas).

Bom divertimento! 😉 (Pois é o que representa pra mim).

 

A lenda do café

Uma das lendas mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis.

Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.


Os primeiros cultivos de café

A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como “vinho da Arábia” quando chegou à Europa no século XIV.

O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes.

A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas freqüentes viagens ao oriente.

Foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. Os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.

Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.


A cultura da bebida café

O hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe. No início, o café era conhecido apenas por suas propriedades estimulantes e a fruta era consumida fresca, sendo utilizada para alimentar e estimular os rebanhos durante viagens. Com o tempo, o café começou a ser macerado e misturado com gordura animal para facilitar seu consumo durante as viagens.

Em 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água. Somente no século XIV, o processo de torrefação foi desenvolvido, e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje. A difusão da bebida no mundo árabe foi bastante rápida. O café passou a fazer parte do dia-a-dia dos árabes sendo que, em 1475, até foi promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária da bebida. A admiração pelo café chegou mais tarde à Europa durante a expansão do Império Otomano.


As cafeterias

Foi em Meca que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como Kaveh Kanes. Cidades como Meca, eram centros religiosos para reza e meditação e a religião muçulmana proibia o consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica. Desta forma, os Kaveh Kanes se transformaram em casas onde era possível se passar à tarde conversando, ouvindo música e bebendo café. A bebida conquistou Constantinopla, Síria e demais regiões próximas. As cafeterias tornaram-se famosas no Oriente pelo seu luxo e suntuosidade e pelos encontros entre comerciantes, para a discussão de negócios ou reuniões de lazer.

O café conquistou definitivamente a Europa a partir de 1615, trazido dos países árabes por comerciantes italianos. O hábito de tomar o café, principalmente em Veneza, estava associado aos encontros sociais e à música que ocorriam nas alegres Botteghe Del Caffè. Em 1687 os turcos abandonaram várias sacas de café às portas de Viena, após uma tentativa frustrada de conquista, e estas foram usadas como prêmio pela vitória. Assim é aberta a primeira coffee house de Viena e difundido o hábito de coar a bebida e bebê-la adoçada com leite – o famoso café vienense.

As cafeterias desenvolveram-se na Europa durante o século XVII, enquanto florescia o Iluminismo e se planejava a Revolução Francesa. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se em torno de várias xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo. Atualmente, algumas casas famosas como o Café Procope, em Paris, e o Café Florian, em Veneza, ainda preservam o glamour dessa época.

Até hoje os cafés são locais onde pessoas se reúnem para discutir assunto importantes ou simplesmente passar o tempo, sendo o ritual do cafezinho uma tradição que sobreviveu a todas as transformações.

Nos últimos anos, houve uma onda provocada pelas modernas máquinas de café expresso, que revolucionaram o hábito do cafezinho, permitindo um crescimento vertiginoso das cadeias de lojas de café.


O café brasileiro na atualidade

Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.

As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia.


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