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A passagem do tempo

24 fev

Essa semana uma boa notícia me fez pensar no tempo… e me deu uma certa angústia/melancolia… Só sentimos mesmo a passagem do tempo observando as marcas que este deixa em outro ser: é sua cachorra que ganhou pêlos brancos, é uma amiga que se casa… então você se olha no espelho e confirma que sua pele não é mais a mesma, existem pequenas rugas finas no seu rosto.

Minha irmã caçula passou no vestibular: vai cursar odonto na federal de alfenas e morar com a irmã do meio, que faz farmácia na mesma facul.

Minha irmã caçula, dez anos mais nova que eu saiu de casa pra morar em outra cidade e fazer faculdade. Se despediu das cachorras, do meu pai e minha madrasta, e foi.

Estou mesmo velha, o tempo está mesmo passando.

É claro que fiquei radiante com a notícia! Liguei pra ela pra dar os parabéns, liguei pro meu pai e minha madrasta e uma coisa que eles disseram me chamou mais a atençao para o que estava realmente acontecendo: “Agora estamos bem. Em alguns dias, a ficha vai cair. Seremos só nós e as cachorras em casa.”

Nessa hora caiu a minha ficha. Eles estão sozinhos. E mais velhos. Senti um misto de compaixão pela recém-situação deles com um medo da chegada do tempo, que, inexorável, nos priva do contato das pessoas queridas, levando-as embora para outro patamar.

Também senti uma ponta de ansiedade: e quando for minha vez? Quando os meus filhos forem embora de casa? Isso porque ainda nem tenho filhos…

Estou mesmo envelhecendo… o tempo está mesmo passando.

 (Maryl Streep cantando Slipping Through my Fingers, do ABBA. Assistam!)

Mas não dêem ouvidos a nada disso, não dêem a isso mais importância que a merecida. Carpe Diem! Aproveitem a vida, porque ela passa.

Leiloca, querida, parabéns pra você! Curta os anos de facul, a experiência de morar fora, os novos amigos, o novo aprendizado, as festas… curta tudo e aproveite ao máximo! Se precisar, sua irmã mais velha estará aqui! Beijos!

Reflexões difusas

17 fev

Já estamos no meio de fevereiro… e este e meus outros blogs estão às moscas. Não por falta de vontade, e sim, como disse meu amigo André Rosa em seu belo post, temos todos ocupado nosso tempo com outras prioridades. Precisei priorizar meu mestrado, que, graças a todo esse esforço, consegui entregar os resultados às minhas orientadoras ontem; priorizar a vida a dois, que é uma delícia mas tem que ser realmente vivida a dois; priorizar o pouco tempo que tenho junto com minha cachorra; priorizar os períodos de descanso; prioririzar os momentos de lazer… e assim, os blogs foram ficando desatualizados.

Me assusta entrar nas estatísticas desse blog e ver o quanto, mesmo sem atualizações, ele continua muito bem acessado. Com exceção de dias atípicos, como em Novembro, em que em um dia recebi quase 900 visitas, a média está de 200 visitas diárias. Acho que isso se deve aos posts variados e à dedicação que tinha com esse blog. Não sei se voltarei a ter tanto tempo pra ele; aliás, em minhas previsões me vejo tendo cada vez menos tempo, … mas penso em deixar a casa sempre arejada, com alguns posts, respondendo aos comentários na medida do possível.

Acho que estou em um momento mais intimista… mais reflexivo… pesando o que vale realmente a pena. Às vezes me pergunto de que vale trabalhar tanto, estudar tanto… só pra ter a possibilidade de ter mais dinheiro trabalhando menos. O que vale mesmo nessa vida são as boas pessoas / seres vivos com quem nos relacionamos de verdade: vale o marido, vale a cachorra, valem as verdadeiras amizades… o resto? Só serve pra ocupar nosso tempo e distrair nossas mentes do verdadeiro sentido da existência.

No começo do ano, me deu uma preguiiiça… ano novo, de novo! Tudo de novo, os meses todos, os dias todos, os afazeres… Queria que todo ano fosse sempre melhor que o anterior, em tudo… Mas o Rodrigo me disse: “Ma, sempre um ano é diferente do outro! Sempre acontecem coisas diferentes, sempre fazemos coisas diferentes… Se todo ano fosse sempre melhor que o anterior, rumaríamos à perfeição, o que, como mostra no filme Matrix, é inaceitável pela mente humana.” Esse marido é tão mais sabido que eu… tão melhor do que eu…

Mas é isso aí… vamos vivendo a vida… tentando aproveitar dela o que realmente vale!

Nosso saquinho de sono

16 ago

Está sendo muito engraçado observar o comportamento da Lilo nesse inverno.

A rotina de passeios dela é sempre a mesma, com uma ou outra exceção: como saio de casa mais cedo, marido vai passear com ela de manhã, antes de ir trabalhar, e eu passeio com ela a tarde, já que chego antes também.

Tenho me divertido com as peripécias dela, que o marido me conta toda manhã.

Ela dorme conosco e, desde que o inverno começou, tem sido um custo tirá-la da cama. Marido levanta, veste roupa, etc, e ela lá, deitadinha. Só sai da cama quando ele sai do quarto.

Seja por sono, por frio, ou só pra ver se o pai fica na cama com ela mais um pouquinho, ela ganhou o apelido de saquinho de sono!

Hoje fez muito frio, e ela se superou: não quis sair da cama. Marido levou ela para o sofá, colocou roupinha e coleira, e ela voltou correndo pra cama!! Ele chamou, chamou e ela não queria ir passear. Ele teve que empurrá-la porta afora.

Ela não é uma fofa?!

Em tempo – Uma pequena vitória para os animais: A Justiça de Pelotas, em decisão unânime, condenou um dos autores do assassinato da cadela Preta, há cinco anos, a pagar multa de 6 mil reais (o dinheiro será revertido ao canil municipal). Os dois outros autores não foram julgados porque se dispuseram a doar 5 mil reais cada um ao canil de Pelotas.

Segunda sem Carne!

14 jun

Há uma ano, mais ou menos, Paul McCartney lançou a campanha Meat Free Monday. Ele e sua família resolveram criar o movimento devido à preocupação com o meio ambiente:

A indústria de alimentos de origem animal produz gases extremamente perigosos para o futuro do meio-ambiente e, consequentemente, para o nosso futuro, dentre eles, o metano e o nitróxido (considerados mais letais do que o CO2). Além disso, destrói terras para fazer pastos, usa muita água e grãos (para alimentar o gado), polui a água… Isso sem falar na crueldade com que muitos animais são tratados e abatidos (que é o que mais me corta o coração!).

Só de pensar no sofrimento dos bichinhos, pensar que eles têm direito à vida tanto quanto nós, fico com muita vontade de virar vegetariana. Ao mesmo tempo, me conformo um pouco lembrando que existem os animais carnívoros na natureza. Ao menos, o homem poderia tratar, criar e matar os animais (destinados à alimentação) sem crueldade.

Como não me vejo deixando de ser carnívora, pois adoro uma carninha, vou tentar aderir à campanha do Paul e não comer carne às segundas-feiras. Geralmente, exagero no final de semana, então ficar sem carne na segunda vai ser até bom pro organismo.

E você? Porque não tenta fazer sua parte não comendo carne hoje?

Por um fio…

29 jan

Rotina x Monotonia

29 jan

Interessante e útil a reportagem da Revista Vida Simples, para os casados.

Selecionei alguns pontos:

  • Rotina é diferente de monotonia. A rotina faz parte do dia-a-dia e é até necessária. A monotonia é viver no mesmo tom.

“Emma era uma bela e jovem mulher, inteligente, encantadora. Casou-se com Charles, médico recém-formado, com um futuro promissor. O casamento perfeito, diria qualquer um; pareciam ter sido feitos um para o outro. Mas Emma, não obstante amasse e respeitasse Charles, em nome de quebrar a rotina, resolve traí-lo. Como não se tivesse saciado, continuou a busca, colecionando amantes e aventuras até que isso a conduziu, junto com Charles e toda a família, à ruína moral, social e financeira”.

Esse breve parágrafo é uma síntese pobre do livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert. Emma odiava a rotina monótona da vida pequeno-burguesa de esposa de médico em uma localidade do interior da França, mas, em vez de tentar melhorar sua vida, influenciando seu marido entediante com alegria e emoção, buscou aventuras fora do casamento. A partir desse expediente, não só não encontrou o que buscava como ainda acabou com o pouco que lhe restava. A virtude de Emma – sim, ela tem virtudes – é ser inconformada, mas seu engano é o foco de sua atenção. Ela não tenta mudar sua vida e sim construir uma vida paralela.

Não, o problema não está na rotina, mas na monotonia. Ainda que haja forte conexão entre ambos, esses substantivos que se adjetivam com freqüência não são sinônimos. A rotina monótona difere da monotonia rotineira. A primeira precisa de atitude, a segunda de tratamento. Se a rotina, que é inexorável, está monótona, precisa de novos temperos. Se a monotonia já virou rotina, é possível que precise de novos ingredientes.

  • O par perfeito não existe. Saiba como se virar com um parceiro normal, de carne e osso, e ser feliz para sempre.
  • Em um casal, a recompensa não é imediata como no armazém. Quem paga com carinho e atenção nem sempre recebe na hora a retribuição que desejava – às vezes a encomenda não chega nunca. Sem paciência para esperar ou um Procon para reclamar, muita gente resolve mudar de fornecedor, e vai buscar o que quer no armazém do vizinho. Sim, porque, no mercado do desejo, o que não faltam são propagandas de bons produtos, bons negócios e até promoções.
  • Dependência não é bom para a vida do casal.

Ter vida própria, ser apaixonado pelo que faz, cuidar dos próprios afazeres e sonhos, ultrapassar suas fronteiras, crescer. Quando nossa energia criativa está solta, ativa, estamos plenos, os olhos brilham. E esse brilho alimenta a admiração e a paixão de quem está ao nosso lado.

  • É natural que quem receba o carinho relaxe muito e nem possa se mexer. A idéia, aliás, deveria ser essa. Só que o senso comum sobre “amar” é este: eu dou para você se você der para mim (não é um trocadilho). É um amor condicionado. O resultado é que ninguém entrega o amor. Ou o entrega cobrando, como um boleto de banco: massagem + cafuné = um beijo agarradinho. E assim tudo fica burocrático, exigente, impositivo, sem excitação, sem liberdade. “Entregue seu amor. Perca a preguiça e parta para a ação, o tempo todo”, diz o psicanalista Bassioli.
  • Pintou uma sensação ruim? Ouviu algo que não caiu bem? E aí disse uma frase dura para rebater? Ficou aquele silêncio cinza? Melhor resolver logo. “Fico achando que as coisas devem ser perceptíveis, que, se eu senti, minha mulher deve perceber também. Como se ela andasse por aí com uma bola de cristal.”
  • Paciência. Achar que uma conversa vai melhorar tudo de uma vez pode ser frustante. Muitas vezes, são várias conversas que trazem uma boa compreensão sobre algo e, finalmente, uma mudança de atitude.
  • O segredo para ficar bem não está no outro, mas em você. Casar por amor pede a você atenção, consciência. Exige uma coisa só: que você esteja aberto a desenvolver o amor dentro de si. Vai lá. Experimenta. De mãos dadas. Com os olhos nos olhos.
  • Claro que o amor é lindo, que o casamento foi inventado para dar certo, mas é um tremendo desafio manter-se casado.
  • Para ser feliz a dois, paixão não é fundamental. A história nos ensina que essa índole romântica é na verdade a sensação que qualquer pessoa pode ter, mesmo estando casada, de se dar o direito de jogar tudo para o alto e partir para viver uma grande aventura se tiver essa oportunidade.
  • O casamento é aquilo que podemos resumir numa única palavra: estabilidade. E é por isso que tanta gente o acha tedioso. Seguindo esse raciocínio, a relação a dois não deve ser, então, uma felicidade absoluta ou um inferno na Terra. É o caminho do meio.
  • Homens e mulheres vivem o casamento de forma diferente. O mito grego de Eros e Psiquê não deixa meias palavras: para a mulher, o casamento tem um quê de morte; uma etapa de sua vida se extingue. O que tiramos disso para nossas relações? Primeiro, que há dualidade no casamento.
  • Livrar-se das projeções criadas pela paixão é um grande favor que fazemos a nós mesmos. Livres disso, descobrimos o ser humano que existe no outro. ao enxergar isso, temos a oportunidade de construir uma relação nova, onde convivem um, o outro e os dois juntos. Só o amor conduz a esse processo, só ele leva a relação a outro estágio de consciência. E, no casamento, o amor deve ser compreendido como afeto e compromisso. Até amizade. Por sinal, em um dos ritos hindus do casamento, o noivo e a noiva juram solenemente: “Você será meu melhor amigo”.
  • Com esses três ingredientes – vamos repetir: afeto, compromisso e amizade – dá pra dormir e levantar com o mesmo alguém durante toda uma vida.
  • Tudo indica que a união da amizade e da compreensão é a essência do amor verdadeiro. E, quando ele existe no casamento, o marido ou a mulher estão sempre encorajando um ao outro. Mesmo que um descubra os defeitos do outro – o que é certo acontecer –, não caem na tentação de criticar-se, optando por segurar as pontas. “Amar é saber falar e calar. É preciso mesmo ter paciência, confiança e compreensão.”

Carinhoso

13 dez

Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo

E pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim
Foges de mim

Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus

Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz