Arquivo | dezembro, 2008

Um post amargo de fim de ano

23 dez

NOTA: ESTE POST FOI ESCRITO ANTES DO ANTERIOR. O QUE MUDOU? SE O ESCREVESSE HOJE, O GOSTO ESTARIA MAIS AMARGO. FELIZ FIM DE ANO PRA VOCÊ.

Não sei se é a proximidade do Natal, não sei se são meus hormônios, não sei… Só sei que ando muito sensível em relaçã o aos animais.

Não acho errado o homem se alimentar de carnes bovinas ou suínas, frango ou peixe; pois, mesmo na natureza, temos os animais carnívoros, que matam para obter seu sustento. Mas acho errado quando a forma que se usa para tal fim seja cruel.

Sou contra quaisquer maus-tratos a animais: seja em um circo, seja em zoológicos. Ultimamente, até as pombas, com quem nunca me importei, têm chamado minha atenção_ afinal, se elas fazem ninhos em nossos telhados e transmitem doenças é porque nós, homens, destruímos as matas onde elas habitavam.

Mas o que mais me toca, talvez por eu adorá-los, talvez por eles estarem mais próximos de mim, é ver cachorros na rua.

Nunca andei tanto de ônibus quanto tenho andado agora, que tenho ido a Guarulhos três vezes por semana. Sempre usava só metrô ou andava à pé, e sempre pelas regiões centrais de Sampa.

E, de ônibus, você vê mais o mundo a seu redor. O que tem sido muito ruim pra mim: tenho visto vários e vários cachorros na rua. Uns mais gordinhos, uns magrinhos, uns mancando; mas todos, todos carentes por carinho.

Eu não sei o que leva uma pessoa (???) a abandonar e maltratar um animal. O homem domesticou cães e gatos e, sendo assim, eles dependem de nós: não sabem mais caçar para sobreviver, só sabem nos enviar olhares de súplica, lamber nossas mãos e abanar seus rabos.

Me dói não ter meios de ajudar a todos eles. O que faço é pouco, mas é o que posso no momento: dou carinho aos que encontro, dou ração e água ao Manso e seu recém-companheiro Spike e adotei a Lilo. E rezo, sempre rezo por eles todos, pedindo a Deus que ou lhes dê um bom dono ou lhes dê uma boa morte, sem dor.

E tal descaso para com os animais me faz desacreditar cada vez mais nos homens, Lu.

Dia desses, um mecânico da empresa para a qual presto serviço me perguntou se eu sabia o motivo de “Deus não deixar o homem viver mais do que 70 anos”, em média. Ele me disse: “Se vivendo 70 anos o homem já acaba com o planeta, imagina se Deus deixasse ele viver até 150 anos?”

Será que nós temos salvação? Será que merecemos um Feliz Natal? Será que merecemos continuar vivendo por mais um ano?

Às vezes acho que não, que deveríamos ser exterminados por um novo dilúvio pois o homem já se corrompeu demais e só os animais deveriam se salvar, sem Noé algum.

Mas, graças a Deus, encontro pessoas boas em meu caminho, que me fazem renovar a esperança de que o mundo será, um dia, um lugar melhor para todos. Assim espero.

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18 dez

Manso se foi.

Atropelado por algum energúmeno em alta velocidade.

Porteiro ouviu o baque, viu Manso descer a rua chorando. Deitou na praça, encolhido. Em pouco tempo já tinha ido embora.

Fui lá passear com Lilo, fiz um último carinho no Manso. Corpinho ainda quente.

Vai ser enterrado na praça, embaixo de um coração de flores.

Como eu gostava desse moleque. Sempre vinha me receber quando passava pela praça. Sempre brincava com Lilo. Levava comida e água pra ele. Enchia-o de carinho e recomendações pra que não ficasse andando na rua, pra tomar cuidado.

Posso dizer que ele curtiu seus passeios e era muito amado pelo pessoal que mora ao redor da praça. Eu o amava muito.

Ele só não tinha um dono, uma casa. Por isso vivia na rua.

E eu já estava preocupada se ia ter alguém pra cuidar dele no Natal ou se todo mundo ia viajar…

As fotos dele estão dentro de minha pasta chamada família…

Enfim.

Nos encontraremos no meu céu, querido. Um último abraço apertado. Saudades.

Mansinho

Mansinho

Meu querido vira-lata.

Meu querido vira-lata.

Amigos

Amigos

A farra de sempre.

A farra de sempre.

Só pra registrar

16 dez
  • Esse final de semana joguei RockBand com guitarra e bateria! Ô trem bão! No nível easy, claro!
  • Mês passado a Lilo ganhou coleira nova. Não a guia, que ela já está na terceira, mas o peitoral mesmo. Motivo: ela é muito forte e puxa a coleira. Com isso, rompeu duas guias (uma de couro, outra de corda) e um elo da terceira (de metal), que foi substituído por um grosso elo de chave e já está deformado; e rompeu o peitoral, de couro. É claro que rolou fotos do “progresso” da menina.

"Eu tenho a força"

"Eu tenho a força"

  • Mês retrasado, esqueci de contar aqui, mas assisti Karnak e Circo Fractais no espetáculo Universo Umbigo. Fui com marido, Fefa e Trotta. Foi fantástico!_ “Uma equação parassimpática de proporções astronômicas”. Queria ter colocado os escritos do folder aqui, mas não deu. E agora não adianta mais, né? Pois o espetáculo já acabou!

“Lá e de volta outra vez”

12 dez

Início de mês fui novamente pra Goiás, cidade de Posse, para trabalhar em fazendas do Estado ao lado, Bahia.

Dessa vez fui de avião até Brasília por dois motivos: o preço da passagem de avião não é tão mais caro que a de ônibus e eu tinha urgência em estar lá, ou nada de trabalho pra mim. Na ida, sentei-me na janela; teoricamente, porque ao lado de minha poltrona não tinha janela… só na anterior e na de trás. Fiquei chupando o dedo.

(Acho que de tanto falarem mal das barrinhas, a Gol decidiu inovar: serviu um pacote com quatro bolachas salgadas recheadas com um patê X e uma bandeja com balinhas sortidas. A bolacha era boa, mas achei fraca a idéia das balas…)

Do aeroporto para a Rodoferroviária. Só teria passagem para Posse 5 horas mais tarde… Por “transmimento de pensação” meu tio, que mora lá, me ligou. Resultado: assisti ao jogo do São Paulo na íntegra da casa dele! 😀

Em Posse, fui novamente muito bem recebida! É gostoso se sentir bem quista.

A vegetação do cerrado estava outra: verde e exuberante. É época de chuva! Até frio eu senti lá! O.0

Trabalhei bastante, joguei Worms… liguei para o marido todos os dias para saber dele e da filha canina.

(Sinto que gosto de Posse um pouco mais; não pela cidade ou pelo trabalho, mas pelas pessoas que me acolheram.)

Na volta, novo pitstop na casa do tio. Almoço com tios e primos é algo muito bom… ainda mais quando você não vê os primos há anos!!

Viagem de volta, com direito a mini-sanduíche de presunto com um cheddar ruim, desses baratos, em sachê. Dessa vez, ao lado da minha poltrona tinha uma janelinha.

Adoro olhar a vista lá de cima. Me encantou ver a regularidade geométrica dos campos da região de Uberaba e Uberlândia e a grandeza dos Rios Grande e Paranaíba (fico imaginando: se eles já são enormes vistos do avião, imagina de perto?). Fantástico!

Os rios contornam o "nariz"de Minas.

Os rios contornam o "nariz" de Minas.

O rio de cima (no mapa) é o Paranaiba...

O rio de cima (no mapa) é o Paranaíba...

... o de baixo é o Rio Grande.

... o de baixo é o Rio Grande.

Chegar em casa foi ótimo! Rever Rô e Lilo… abraçá-los muito muito muito.

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”

Dia do Fonoaudiólogo

9 dez

propgeral

Deixo os meus parabéns a todos os colegas fonoaudiólogos, que lutam diariamente, não só por seu espaço ao sol, mas também pelo engrandecimento e reconhecimento dessa profissão tão nobre!

Leia o que já foi escrito sobre fonoaudiologia nas categorias Fala, tia Fono! e Fono.