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Feriado

7 jun

Nesse feriadão marido e eu fomos pra Campos do Jordão

A cidade estava lotada; cheia de “mauricinhos inúteis em suas BMWs” (é assim que Nicolas Cage fala em 60 Segundos, maridovsky?). Meninos desfilando seus carros e meninas uniformizadas com óculos de sol, meias, botas e casacos todos iguais.

Também achamos a cidade muito muvucada: parece que o grande atrativo de lá são as baladas e nós estamos em outra sintonia, querendo um pouco de paz e sossego.

Gastronomicamente, culturalmente e turisticamente falando, preferimos mil vezes mais Gramado e Canela! Por vezes, Campos parecia uma imitação de mau gosto das primas do Sul. Uma das poucas coisas que gostamos da cidade é a Baden Baden (a fábrica e o restaurante).

Ainda bem que ficamos em uma pousada-sítio na cidade vizinha, com chalés individuais, muita tranquilidade e sossego, muita natureza (o que, tirando alguns insetos, foi muito bom)Pudemos descansar, nos curtir muito muito e muito, o que fez a viagem valer a pena! AMO muito você, marido!

Estranhamos muito viajar sem a Lilo, nossa filha canina, mas ela ficou em ótimas mãos: a madrinha Fefa e a tia Seiko cuidaram dela muito bem, mimaram, brincaram, deram atenção e carinho, fizeram até um diário contando como tudo ocorreu (como se a própria Lilo estivesse escrevendo). Confesso que me surpreendi com tanto carinho e me emocionei!

Com amigos assim e com esse meu marido maravilhoso, o mundo fica um lugar melhor!

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Velhas novidades

6 jul

“Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio”

Não quero nem ver a data da minha última postagem aqui. Socorro!

Voltei da minha quarta ida a Pasárgada louca pra contar os detalhes aqui e cadê o tempo pra isso?? Mas hoje sai!

Minha ida foi bem… ãh… pitoresca, devo dizer.

Cheguei ao guichê da Gol, no aeroporto de Guarulhos, 30 minutos antes do horário do vôo e não me deixaram fazer o checkin. Fiquei P da vida e tive que desembolsar mais 90 reais pra embarcar no próximo vôo (contei isso pros meus tios de Brasília e eles têm certeza que a Gol vendeu minha passagem pra outra pessoa da lista de espera. É mole?)

Estava levando duas malas: uma com roupas e uma mochila com doces / mel e queijos para dar para os amigos e familiares. Tive a brilhante idéia de despachar também a de doces e o que aconteceu? Apenas o doce dos meus tios e os queijos sobreviveram; o pote do mel e do outro doce espatifaram com a delicadeza suprema dos carregadores. Minha mochila ficou toda melada e foi tudo pro lixo. Além do mais, tinha dois chaveiros pendurados no zíper da mochila que foram arrancados de lá (um dos zíperes até estourou!).

Pra quem acha que já é muita zica, eu digo que tem mais! Passei uma água na mochila e deixei na janela da área de serviço pra secar. Quando olhei pra ela, horas mais tarde, quase não consegui enxergá-la de tanta abelha que tinha em cima e dentro dela!! Fechamos a porta da área de serviço e deixamos elas lá (minha tia contou que, no dia seguinte quase todas as abelhas já tinham ido embora; as que sobraram morreram afogadas com a ida da mochila para o tanque!!).

Chega, né? Que nada!! O ônibus que peguei, para aguentar seis horas de viagem, estava lotado e sem ar-condicionado. Aos que não sabem, eu estava em pleno cerrado e estava bem quente; a janela ajudou na maior parte do tempo, mas… E tinha gente no ônibus conversando / ouvindo rádio / cantando na maior das alturas!! E a mulher do meu lado balançando seu pé descalço para todos os lados. Pra melhorar, em uma das cidades em que o ônibus parou, a passageira não achava sua mala no bagageiro (que estava abarrotado até o talo, é verdade, mas a dita cuja não tinha nem idéia da porta em que estava sua mala). Como resultado, ficamos mais de meia hora parados, até achar a mala da fulana!! Afe!

A essa altura meu grau de irritação estava altíssimo!! Não tinha luz individual pra eu poder ler meu livro, então fiquei ouvindo música_ o que foi ótimo! Devido ao incidente com a mala da passageira, o motorista me parabenizou por eu saber exatamente onde a minha estava! 😀

E ainda bem que as bizarrices acabaram aí. Minha estadia foi ótima, como sempre. Foi mais longa dessa vez: quase duas semanas! A coisa chata é que uma fono mudou-se pra cidade, mulher de um pastor… e se ela resolver ficar mesmo e assumir o trabalho é provável que eu não precise ir mais lá. 😦

Pela estadia longa e pela incerteza de uma próxima vez fiquei muito emocionada ao me despedir do pessoal de lá. Uma saudade antes mesmo de ir embora.

A volta foi tranquila, num ônibus bem melhor. Nenhum incidente com o avião também.

Duro foi vir de Guarulhos a Congonhas pelo ônibus da Gol: o trânsito de Sampa estava um caos e demoramos duas horas para percorrer o trajeto. Pelamor!!

De resto, a mesma correria de sempre (ou ainda maior). O.o

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Outra velha novidade é a morte do Michael Jackson. Fiquei pasma! Como assim ele morre sem me avisar?! 😛

É bem como diz meu pai: “Pra morrer basta estar vivo; é a única certeza que temos na vida.”

Lembrei de quando participei de um concurso em um caderno teen do Estado de São Paulo, em mil novecentos e bolinha. Tinha que fazer uma frase falando sei lá o que do Michael. Os primeiros lugares ganhavam sei lá o que e os outros cinquenta colocados ganhariam o CD duplo History. Nem acompanhei o resultado do concurso e qual não foi minha surpresa ao receber o CD pelos correios!! Inacreditável!

history

Engraçado como a morte dele suscitou a vontade em ouvir suas músicas, ao menos aqui em casa. (…)

Relato de viagem

1 maio

Então eu estive lá pela terceira vez.

É engraçado, mas depois dessa e daquela experiência foi quase como ligar o carro no piloto automático. Difícil mesmo, é deixar meu gatinho e minha canina.

Um pouco de apreensão inicial, que logo acabou: era a primeira vez que viajaria pela empresa aérea Webjet. Apesar dos comentários de acidentes e atrasos, tanto na ida, quanto na volta, a empresa me surpreendeu pela pontualidade e pelos bons serviços de bordo. Não sei se pelo cansaço, mas parece que viajar de avião já deixou de ser novidade: vale pela rapidez e pelas belas paisagens só observáveis lá do alto.

O que não muda é o “sabor” de Brasília: aquela cidade e seus arredores transpiram Legião Urbana. Incrível! Dessa vez consegui rever todos os primos e tios, o que foi muito muito bom!

Em “Goiaba”, como me disse um conhecido, visto estarmos no limite Goiás-Bahia, foi bom rever a família de Toledo, que tão bem me acolhe e que já mora em meu coração. A semana passou rápida apesar do trabalho ser menor do que o esperado. Talvez logo tenha mais, é esperar.

Bom mesmo é chegar em casa, ser recepcionada pelo marido e pela filhota. Isso não tem preço!

“Lá e de volta outra vez”

12 dez

Início de mês fui novamente pra Goiás, cidade de Posse, para trabalhar em fazendas do Estado ao lado, Bahia.

Dessa vez fui de avião até Brasília por dois motivos: o preço da passagem de avião não é tão mais caro que a de ônibus e eu tinha urgência em estar lá, ou nada de trabalho pra mim. Na ida, sentei-me na janela; teoricamente, porque ao lado de minha poltrona não tinha janela… só na anterior e na de trás. Fiquei chupando o dedo.

(Acho que de tanto falarem mal das barrinhas, a Gol decidiu inovar: serviu um pacote com quatro bolachas salgadas recheadas com um patê X e uma bandeja com balinhas sortidas. A bolacha era boa, mas achei fraca a idéia das balas…)

Do aeroporto para a Rodoferroviária. Só teria passagem para Posse 5 horas mais tarde… Por “transmimento de pensação” meu tio, que mora lá, me ligou. Resultado: assisti ao jogo do São Paulo na íntegra da casa dele! 😀

Em Posse, fui novamente muito bem recebida! É gostoso se sentir bem quista.

A vegetação do cerrado estava outra: verde e exuberante. É época de chuva! Até frio eu senti lá! O.0

Trabalhei bastante, joguei Worms… liguei para o marido todos os dias para saber dele e da filha canina.

(Sinto que gosto de Posse um pouco mais; não pela cidade ou pelo trabalho, mas pelas pessoas que me acolheram.)

Na volta, novo pitstop na casa do tio. Almoço com tios e primos é algo muito bom… ainda mais quando você não vê os primos há anos!!

Viagem de volta, com direito a mini-sanduíche de presunto com um cheddar ruim, desses baratos, em sachê. Dessa vez, ao lado da minha poltrona tinha uma janelinha.

Adoro olhar a vista lá de cima. Me encantou ver a regularidade geométrica dos campos da região de Uberaba e Uberlândia e a grandeza dos Rios Grande e Paranaíba (fico imaginando: se eles já são enormes vistos do avião, imagina de perto?). Fantástico!

Os rios contornam o "nariz"de Minas.

Os rios contornam o "nariz" de Minas.

O rio de cima (no mapa) é o Paranaiba...

O rio de cima (no mapa) é o Paranaíba...

... o de baixo é o Rio Grande.

... o de baixo é o Rio Grande.

Chegar em casa foi ótimo! Rever Rô e Lilo… abraçá-los muito muito muito.

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”

Pasárgada

19 set

“Vou-me embora pra Pasárgada/ Lá sou amigo do rei/
Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei (…)”

Manuel Bandeira

Exatos dez anos depois, voltei a Brasília pela segunda vez. Desta vez a trabalho, não a lazer.

A empolgação com a oportunidade de trabalho que surgiu deu lugar, primeiro, à saudade: viajar pra tão longe sem o marido e sem a filhota canina não foi fácil. Tratei logo de, ao sair da rodoviária Tietê, ler Alice no País das Maravilhas pra afastar tais pensamentos.

Depois veio a nostalgia: me recordei de uma das paradas (ela continua a mesma após dez anos?), da paisagem seca e plana, de árvores de tronco retorcido (exatamente como contam os livros de geografia), das letras do Legião Urbana… Achei engraçadíssimo deparar com compotas de doces de Poços de Caldas (minha quase terra natal).

A viagem de quase 15 horas de ônibus foi tranqüila. Deu até pra dormir um pouco.

Chegando a Brasília, na Rodoferroviária, estranhei um pouco: não é uma Rodoviária Tietê da vida… Mas acabei encontrando o que precisava: banheiro, comida e guichê para comprar passagem para a outra parte da viagem: ida a Posse, cidade do interior de Goiás.

Após duas horas de espera, já lendo Alice no País dos Espelhos (continuação pouco conhecida do primeiro livro), embarquei no ônibus. O tempo de viagem previsto era de cinco horas e meia, devido às inúmeras paradas que o ônibus faz (o famoso pinga-pinga mineiro). O percurso levou uma hora a mais que o previsto, pois um dos pneus do ônibus estourou_ asfalto quente, um ar salgado, eu diria. Até resolver tudo, trocar o pneu num posto… demorou. No posto, deparei com vários cachorros sem dono… um deles me lembrou muito Baleia, de Graciliano Ramos, pela magreza… suspiro. Tudo é seco por aqui, pensei.

Chegando a Posse, exatamente 24 horas após ter entrado no ônibus em São Paulo, Helena estava me esperando, segurando um papel onde estava escrito: Marília, seja bem-vinda! Recepção melhor impossível! Conheci seus filhos (que são crianças lindas) e marido, alguns amigos; comi uma torta de queijo e um Mané Pelado (torta de mandioca e coco) divinos, tomei meu nescafé… Tomei banho (estava precisando!).

Não dormi sem antes escrever essas poucas linhas. Quis registrar, pra não correr o risco de esquecer detalhes.

(…)

Os dias que se seguiram foram de muito trabalho: fiz audiometria em alguns funcionários de algumas fazendas da região (na região de fronteira Goiás-Bahia). A região é uma das principais produtoras de algodão do país.

Os dias também foram de fortalecimento de laços: a família que me acolheu é um encanto! Adorei! Fizeram de tudo pra me contar e mostrar sobre a região (coisas boas e ruins, belezas naturais escondidas pelo período de seca…) e fizeram de tudo pra que eu me sentisse em casa_ o que deu extremamente certo! Já sinto saudades da nossa convivência… Não posso deixar de mencionar os cachorros, principalmente a vira-lata Fúria, que de fúria tem só o nome.

Uma coisa que havia me esquecido de mencionar: Posse é uma das regiões mais gaúchas de Goiás (tanto que o prato típico é, nada mais nada menos, o churrasco gaúcho!).

(…)

Voltar pra casa foi bom. Bom partir, bom voltar. Estava com saudades do marido, da filhota canina, da casa, dos amigos… Confesso que foi difícil a re-adaptação à rotina. Mas, é isso: estou de volta!

PS: Cheguei na quarta-feira à tarde. O Manso, vira-lata lindo da praça, só refez as pazes comigo pelo “abandono” hoje à noite. É mole?