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Nossas Raízes – Parte II de VII

6 jan

Itália 1895…

 

Como nos outros países europeus, a Itália vinha passando por uma séria recessão: a guerra civil e a mecanização industrial contribuíam para agravar os conflitos sociais e o país mergulhava num caos.

Com a falta de emprego, os chefes de família desesperavam-se.

A solução encontrada por muitos foi emigrar para a América do Sul: de lá mandavam notícias de que havia trabalho para todos.

A partir de 1865, aumentava o número de navios que partiam da Itália rumo a uma terra distante, mas promissora, chamada Brasil.

Entre 1895 e 1897, presumivelmente, Luiz Zanon e sua jovem esposa Maria Luíza Brunholo resolveram, juntos com vários companheiros, embarcar nessa arrojada aventura.

Comprimidos entre a mulidão que se aglomerava no cais, procuravam não pensar no que deixavam para trás: a Pátria Mãe, os pais, parentes e amigos que provavelmente jamais tornariam a ver.

Levavam consigo um bebê de apenas três meses de idade, convalescente de uma doença infecciosa. Enrolada entre as mantas, em meio à modesta bagagem, procuravam abafar o choro da pequenina Gemma, pois se descoberta, tornaria impossível a viagem há tempos planejada.

Conseguindo passar pela fiscalização embarcaram e, acenando em adeus aos que ficavam, partiram em busca de seus sonhos.

Apesar das condições precárias e do desconforto da travessia, a valente menina sobreviveu e junto com seus pais desembarcou em terras brasileiras.

Alguns se estabeleceram no Paraná, atraídos pela riqueza dos cafezais; outros foram mais para o Sul; outros para São Paulo.

Luiz Zanon era pedreiro e se estabeleceu com sua família em Machado, pequena cidade de Minas Gerais que estava em expansão e precisando de mão-de-obra.

E aqui tiveram mais quatro filhos: Tirteo Ferdinando (PS: meu avô), Adalgisa, Aureliano e Leopoldo.

E nós não estaríamos aqui se eles não houvessem constituído suas famílias das quais fazemos parte:

· A primogênita Gemma desabrochou, tornando-se uma linda moça. Casou-se com Roberto Annoni e tiveram cinco filhos;

· Tirteo Zanon casou-se pela primeira vez com Hemengarda Tavares, tendo com ela quatro filhos. Ficando viúvo, casou-se novamente com Leonina Vieira Machado (PS: minha avó), nascendo desta união seis filhos;

· Aureliano casou-se com Ida Luiza Couto e daí tiveram sete descendentes;

· Mirza Pedroso foi a escolhida de Leopoldo e lhe deu seis filhos;

· Adalgisa casou-se com Nicanor e não tiveram descendentes.

Vimos então, na “Árvore da Vida”, os galhos se multiplicando, as flores se transformando em frutos, gerando essa grande família que somos e que aqui está em parte representada. Temos ramificações na Bahia, na França e na Alemanha e talvez em outros estados, o que impossibilitou o comparecimento nesta ocasião.

Como é comum se dizer que nem toda alegria é completa, podemos assegurar que neste momento paira sobre nós a lembrança e a saudade dos nossos queridos ausentes, aqueles que já não convivem conosco neste plano, mas não saem de nossos corações. É a eles que queremos neste momento dirigir nosso pensamento e pedir-lhes que vibrem conosco, pois temos certeza que se aqui estivessem estariam felizes com esta confraternização.

E a vocês, presentes com seus familiares, queremos dar nosso abraço amigo. Sejam bem-vindos.”os galhos se multiplicando, as flores se transformando em frutos, gerando essa grande famos. imposso livro que procurou narrar

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Nossas Raízes – Parte I de VII

4 jan

Conversando com o Rô esses dias sobre a origem de nossas famílias me deu uma vontade de grande de rever a história de parte da minha: a Zanon (sim, com um “n” apenas, pois o “nn” foi oriundo de um erro cometido no cartório no sobrenome de minha avó e todos os seus filhos).

Tratarei apenas da família Zanon não porque a Andrade ou a Figueiredo desmereçam, mas por ser da Zanon a história mais completa que conheço.

E o mérito desse conhecimento não é meu, mas principalmente de minhas tias Sílvia e Dora, que há 10 anos escreveram um livrinho sobre ela, para que ficasse para sempre registrada. Esse livrinho foi distribuído no 1 Encontro da Família Zanon, realizado em 1998, no Hotel Lagamar Resort, em Varginha, Minas Gerais.

E é com o mesmo intuito, o de registrar nossa história pra sempre, que publicarei aqui as histórias desse livrinho intitulado “Nossas Raízes”.

 

Elaboração: Sílvia Zannon Braga e Doralice Zannon Passos

Colaboradores: Uriel Zanon, Ida Ancila Zanon Monticelli , Sandra Maria Zanon Alves, Sílvia Zannon Braga Moura e Virgínia Lúcia Monteiro Araújo

 

“À memória de nossos queridos antepassados, nossa pequena homenagem através destes relatos que contam a sua vida, suas lutas, suas vitórias.

Aos familiares e amigos que conosco quiserem embarcar nessa viagem ao passado, dedicamos este modesto livro que procurou narrar o pouco que pudemos coletar da história de nossa família Zanon.

Ao nosso pai, Tirteo Zanon, que comemoraria este ano seu centenário de nascimento, nossa homenagem especial.”

Familia Zanon
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