Cães ou Humanos?

24 mar

Adorei a reportagem da SuperInteressante deste mês que fala sobre os melhores amigos do homem: os cães.

Ela conta que a maioria dos paulistanos considera o cão como um membro da família, como um filho. E que, segundo uma pesquisa realizada no Japão, isso faz sentido, pois pessoas mais ligadas a seus cães liberaram a mesma quantidade de ocitocina (um hormônio que desperta a sensação de apego) brincando com eles ou com seus filhos.

Fala de comportamentos que eu considero saudáveis, como sentir saudade do bicho, colocar fotos dele no serviço, e de outros que considero bizarros, como colocar os cães em creches, deixar herança ou mesmo casar com ele.

Nossa ligação com eles têm aumentado. Por quê? Segundo a revista, porque os cães são os mais aptos a interpretar sinais e gestos humanos. Nos imitam e preferem seguir um comando de um “líder da matilha”.

Há 15 mil anos, quando o homem passou a se aglomerar em cidades, o lixo começou a acumular, o que atraiu diversos animais, entre eles, os lobos. Os lobos que não tinham medo de pessoas, ficaram mais gordinhos, saudáveis e se procriavam mais. Com o tempo, já havia duas classes de lobos: os selvagens e os que ficaram dependentes das aglomerações humanas. Estes últimos, foram ficando mais amigáveis e com aparências distintas. Além disso, os mais adaptados foram os que continuaram com “jeitão” de filhote, pois o homem adora qualquer filhote de mamífero; os cães perceberam isso e enganaram nossos instintos…

… e alteraram seus próprios instintos: desaprenderam a caçar para comer e se especializaram em ganhar comida (quem resiste a um olhar pidão?), aprenderam a latir para chamar nossa atenção, fazem xixi no poste  /  na parede levantando a perna, para que o cheiro fique na altura de focinhos alheios.

Passaram a ser utilizados para guiar e proteger rebanhos, para caçar e trazer o alimento ao dono da matilha, a proteger lares…

O homem acelerou tal diferenciação, criando as diferentes raças que conhecemos hoje_ o que criou um boom de doenças genéticas e emocionais; e o cão passou a servir como companhia.

Alguns biólogos acreditam que a salvação para que as doenças não extingam determinadas raças está na mistura; ou seja, todo cão, no futuro, poderá ser um pouco vira-lata (e como eu me orgulho de ter a minha!).

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Em tempo: nos meses de abril e maio será realizada uma campanha para conscientizar os donos de cães a vaciná-los anualmente contra cinomose. Cinco porcento da verba arrecadada com a venda de vacinas (pequena porcentagem, na minha opinião) será repassada a ONGs afiliadas à Sociedade Mundial de Proteção Animal. A cinomose pode levar à morte.

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PS: Agradeço à Sammia pela indicação ao Prêmio Dardos. O selo já está na barra lateral! Devo indicar 15 blogs que valham a pena, então, lá vai (peço desculpas a todos os outros que ficaram de fora):  Fefices, Moto Notícia,    Sadojornalismo, Eu, eu Mesma e Tine, Guloseima, Um Sábado Qualquer, Bichinos de Jardim, Depósito do Calvin, Fiando Conversas, Agridoce, Mundo Quitinete, Se7e Segundos, Rastro de Carbono, Marmota e Ogrices.

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3 Respostas to “Cães ou Humanos?”

  1. Guilherme F. de Gusmão [Guigo FG.] 25/03/2009 às 16:14 #

    Semana passada estava com esposa, pai e filha buscando na net sobre “Inteligência Canina” quando descobri a classificação elaborada por Stanley Coren em seu livro “A Inteligência dos Cães”. Fiquei muito intrigado. Pude constatar que minha amiga canina começa a atender aos comandos, de forma razoável, entre 25 e 40 experiências bem sucedidas. Como não adestrei-a, pude perceber um ciclo evolutivo natural de obediência o qual divido em três etapas: “Antes de ser mãe” (até 1,8 anos de vida) ela era supeeeeeer ativa e muito desconcentrada; “Após a primeira e única cria” ela continuou desconcentrada e independente, mas passou a ser uma cadela muito mais calma e tranqüila; e agora, “já madura e adulta”, está muito calma, super obediente e muito mais concentrada. Adora os passeios matinais, a pé ou de carro, e gosta de ficar comigo seja lá qual for a hora e o lugar. Ela é de pequeno/médio porte, mas possui caninos bem grandes, equivalentes a raças maiores, muito mansa mas valente e corajosa, adora água e puxar cordas…

    beijos

    hahaha… que legal!! Ela realmente amadureceu!! Beijos e obrigada pela visita, Guigo! 😉

  2. Fefa 26/03/2009 às 19:11 #

    Eu também me orgulho muito de ter a minha vira-lata. Super protegemos, amamos incondicionalmente, tratamos feito gente, mas tudo isso pois o amor e a alegria que eles nos transmitem, não tem igual. Só que tem um bichinho desses sabe como é.
    Muito boa essa campanha, importantíssima.
    Uia, obrigada pela indicação, Má.

    beijos

    Acho que ninguém gosta de nós como eles, não? Beijocas!!

  3. Silvia 31/03/2009 às 22:35 #

    Tatuar o cão no próprio corpo é saudável??????

    Sei lá. Eu gostei. E a Pitchula ficou linda na minha perna, vou tê-la para sempre!

    Beijossss

    Eu vi a foto da tatoo!! Uma graça!!

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