Nossas Raízes – Parte IV de VII

10 jan

Tirteo Ferdinando Zanon (PS: meu avô)

Sério e muito calado, assim era o mais velho dos filhos homens do casal Luíza Brunholo e Luiz Zanon.

Iniciou sua vida profissional trabalhando, ainda muito jovem, ao lado do pai como servente de pedreiro; mais tarde, tornou-se construtor. Mas, buscava algo mais, e o trabalho em mármore e granito artificial o atraiu.

Nos dizeres do sobrinho Uriel: “Na minha opinião, os traços mais marcantes de sua personalidade eram a compreensão dos defeitos humanos, a solidariedade aos irmãos e a discrição. Era uma pessoa forte, serena e bondosa. Herdou de meu avô o talento para desenho e escultura e de minha avó, persistência e bom senso, que lhe permitiram desenvolver sua empresa industrial Tirteo Zanon e Cia., que durante muitos anos liderou a fabricação de bancos de jardim e outros artefatos de cimento e granito artificial em Minas Gerais.”

Comércio esse que se estendeu além das fronteiras de Minas, pois do estado do Rio de Janeiro e de São Paulo também chegavam-lhe encomendas. Durante o quarto centenário de São Paulo, seu castelinho foi um sucesso na exposição montada no Parque Ibirapuera.

Rememorando esses fatos é que lhe damos o devido valor, pois convém ressaltar que, sem recursos técnicos e sem uma instrução formal, contando apenas com seu talento e habilidades naturais, ele idealizava, desenhava e elaborava seus próprios moldes e formas e delas saíam fontes luminosas, ladrilhos, altares, túmulos, etc.

Graças a isso divulgou muito o nome da cidade de Machado.

Casou-se pela primeira vez com Hemengarda Tavares, que lhe deu quatro filhos: Hilda, Walter, Dalva e Luiz (que saudades de você, tio Lula!).

Após alguns anos de viuvez, conheceu a jovem Leonina Vieira Machado (PS: minha avó), filha de Anastácio Vieira Machado, professor de Português e Francês no antigo Internato e Externato do Sr. Francisco Rafael de Carvalho, em Machado. Casaram-se e dessa união nasceram: Lúcio, Sílvia, Amílcar, Doralice, José Tirteo e Mafalda (PS: minha mãe).

Não tinha pretensões políticas, mas pressionado pelo antigo PTB, candidatou-se a prefeito de Machado. Contrariado, “sussurrava” aos amigos que votassem no adversário. Perdeu a eleição, mas intimamente comemorou a “sua vitória”.

Não fez fortuna, pois uma de suas características era a de cobrar pouquíssimo pelo que comercializava, pois, como dizia, não gostava de “explorar” ninguém, mas deixou à sua família um legado de honra, respeito e amor ao próximo.

Tirteo Zanon faleceu aos 68 anos de idade, no dia 6 de Setembro de 1966, após ficar um ano acamado devido a uma queda que sofreu por problemas circulatórios.”

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4 Respostas to “Nossas Raízes – Parte IV de VII”

  1. Fefa 11/01/2008 às 12:06 #

    Você conheceu o seu avô, Má?

    Não conheci não! Acho que nem meu pai o conheceu!

    E sua avó era uma fofa, né? Eu não a conheci pessoalmente, mas pelas fotos, que graça!

    Fofíssima! Ela contava cada história…

    Muito legal a história de vida deles!
    E pelo o que eu entendi, vc teve contato com os filhos do seu avô do primeiro casamento, é isso? Que bacana!

    Ah, sim! Minha mãe também, como irmãos mesmo! E ainda temos bastante contato (embora eu tenha um pouco menos… 😳 )!

  2. OgrO 11/01/2008 às 12:55 #

    Bacanaaaaa! E se ele não queria ser político, realmente era um cara íntegro! 😉

    hahahahaha… essa foi ótema!

  3. Rodrigo Figueiredo 21/01/2008 às 20:00 #

    Carater!
    Isso é um coisa que vejo quase em todos os Avós (pessoas mais velhas em geral).
    E uma coisa cada vez mais rara na juventude.

    Infelizmente, isso é verdade…

    Conheci pouco sua avó… Só via a sua admiração e devoção a ela…
    Queria que vc pude-se ter tido sua mãe por mais tempo…

    Também queria!

    Mas talvez se vc tivesse ela até agora vc não teria ido para poços e nós não estaríamos juntos…
    Eu te amo muito! E sou grato a toda a sua familia por vc ser como vc é!

    Me derreti com isso… Obrigada por existir na minha vida! Te amo!

  4. policarpe 23/01/2008 às 0:39 #

    Outra grande figura da sua família. Está sendo interessante conhecê-los…

    Esse foi meu avô, que não cheguei a conhecer pessoalmente…

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