Diário de Viagem

16 jul

Há tempos prometemos ao nosso amigo Andrei (muito querido) uma visita a sua casa. Mas nunca tivemos meios de ir, pois ele mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o que torna a viagem um pouco cara para os nossos bolsos.

Eis que esse amigo resolve se casar (a noiva dele, Daniella, é uma graça; a conhecemos na minha formatura, em dezembro de 2006); e marca a data do casório para julho. Agora temos que ir pra lá de qualquer jeito.

Com o dinheiro que arrecadamos com a venda de uma geladeira e um fogão antigos (600 reais), e com mais um pouquinho (bem pouquinho mesmo), mais do que depressa, compramos passagens aéreas ida-e-volta para Campo Grande. Isso já faz três meses.

Ansiosíssimos com o casamento do amigo / irmão, com a ida a Campo Grande e com a primeira viagem de avião, esperamos impacientemente o dia da viagem chegar. Compramos uns vasos de cristais made in Poços, cartãozinho, malas com rodinha para a viagem.

E o dia chegou! Viagem de ida marcada para quinta-feira, dia 12 de julho, às 22:20h. Malas prontas, banho tomado, táxi combinado: tudo pronto! Apesar do receio de atraso do vôo, a expectativa estava a mil!

Chegamos ao aeroporto antes das 21 horas e já fomos para a fila de check-in (que estava imensa!). Tiramos algumas fotos e, após uns 40 minutos, chega a nossa vez. O atendente pede documentos de identificação: o Rô dá a carteira de motorista, eu a cópia autenticada do RG. Ouço que o documento deve ser original. Entrego, então, minha carteira de motorista. Mas ela está vencida. Fui orientada a procurar o setor xyz para saber se meus documentos poderiam ser aceitos. Vou até o setor, com a maior esperança, e sou informada que não poderei embarcar sem um documento original que não esteja vencido; que devido ao Pan, eles aumentaram a segurança. Um banho de água fria: “putz, não posso melar a viagem que programamos há tanto tempo!”

Saio em disparada, digo ao Rô que pegarei um táxi até em casa e voltarei, que caso não volte a tempo, que ele embarque ou tente mudar o horário do vôo.

Entro no táxi, explico a situação ao motorista, que me garante chegar a tempo (por sorte, moro relativamente próximo ao aeroporto de Congonhas, e o horário não era de muito trânsito). Na metade do caminho, me lembro que a chave de casa está com o Rodrigo! Desespero total! Penso em arrombar a porta, chamar um chaveiro, buscar a chave no aeroporto. Pego meu celular (com algumas chamadas não atendidas dele, que nem ouvi, na tentativa de me avisar que a chave estava com ele) e ligo pra ele, desesperada. Aviso ao motorista e voltamos ao aeroporto. Pego a chave com o Rodrigo (meu olhar para ele é de profundo desespero). Seguimos, eu e o taxista, rumo à minha casa; ele já não tão confiante de me trazer a tempo ao aeroporto.

Chegamos rápido: às 22:05h estava na porta de casa. O Rô já tinha ligado falando para o taxista se apressar. Passei pelo porteiro como um foguete “Esqueci a cabeça, João!”. O elevador estava no térreo. Entro. Que meleca morar no último andar!!! Após dez longos andares, abro a porta e, correndo, pego meu documento original (que fica na gaveta) e um pouco de dinheiro para o táxi. Tranco a porta e desço. Correndo, chego ao táxi.

Vou ligar para o Rô e percebo que deixei o celular na estante (bem, dos males o menor). Peço ao motorista o celular emprestado (ele me empresta e comenta que estou muito esquecida: documento, chave e celular. _ele tem razão!). Ligo pro Rô.

Quase no aeroporto ele liga (no celular do motorista), dizendo que um atendente quebrou o galho e já fez nosso check-in, que quando eu chegar é para irmos direto à sala de embarque! Ufa!, penso eu. “Mas vê se chega logo, pois o avião já está no chão!”. Desespero, de novo. Para piorar, sempre tem um certo trânsito na chegada do aeroporto. Pensei em atravessar a avenida correndo, ao invés de esperar o carro dar a volta, mas o motorista disse que seria muito perigoso (é óbvio que seria, mas, já não pensava mais; aliás, pensava de forma desconexa que eu chegaria a tempo e que tudo daria certo, teria que dar!).

Enfim, chegamos. O Rô já me esperava do lado de fora. Paguei a corrida, agradeci muito ao motorista e saímos, eu e o Rô, correndo, em disparada. Entramos na sala de embarque. Passar a bolsa pelo detector de metais, tirar as dez mil moedas e demais tranqueiras que o Rô carregava no bolso demorou uma eternidade! Perguntamos sobre o vôo e tivemos a feliz notícia que o avião ainda não havia pousado, e que o portão de embarque foi transferido do 12 para o 8. Fomos correndo em direção ao portão 8 e fomos os primeiros a apresentar nossas passagens, pois os demais passageiros ainda estavam no portão 12, aguardando.

Sentamos nas cadeiras e nos entreolhamos. Coração a mil, adrenalina borbulhando, uma tensão absurda! Enfim, poderíamos relaxar. Chorei e chorei, descarregando toda a tensão acumulada. Os demais passageiros chegando, eu chorando e o Rô me fazendo carinho, dizendo pra eu ficar calma, que tudo deu certo no final!

Acalmei-me e embarcamos_ não acreditava que isto estava realmente acontecendo, que estávamos conseguindo embarcar. Mas era verdade!

A viagem foi só alegria! Foi muito legal sentir o avião decolar, subir e subir, voar a 850 km/h, ganhar lanchinho da Gol, descobrir como se inclinava a poltrona, perguntar à aeromoça se tinha lixo no carrinho de lanches para jogar as embalagens e os copos fora (e ouvir ela dizer que ela já passaria com um carrinho de lixo), descobrir as funções dos botõezinhos acima dos assentos, sentir o avião dar umas balançadinhas no ar, sentir com os pés o ar raspar por debaixo do avião, ler algumas páginas de “O Mágico de Oz” no avião, ver luzinhas indicativas de cidades de pontos em pontos, ver as nuvens… foi o máximo, uma experiência muito boa! Ver Campo Grande do alto, as luzes ficando cada vez mais perto, casas aparecendo, ruas… O pouso também foi ótimo!

Ao chegar na sala de desembarque, esperamos um tempo até a esteira trazer nossas malas. Na saída, o Bruno, irmão do Andrei, e sua namorada, Kelly, nos esperavam (a namorada veio no avião conosco). Entramos no carro (quase que as malas não couberam, pois além das malas de roupas minha, do Rô e da Kelly, tinham duas caixas menores com o presente de casamento, e uma caixa grande com coisas para a festa_ óculos, chapéus, gravatas, pulseiras, tiaras_ que a Dani comprou em Sampa e pediu que levássemos de avião pra ela) e ficamos sabendo que no dia, um pouco mais cedo, havia sido o casamento civil. Buscamos o Andrei (ele estava com um amigo em outro lugar), demos os parabéns e tals. Devido a uma superlotação passageira na casa de seus pais, ele deixou-nos (os quatro) no Íbis Hotel, com diária paga e tudo o mais (uma gentileza sem tamanho!).

Cada casal ficou num quarto. Eu e o Rô resolvemos comer um lanche no Café do Hotel; o lanche estava uma delícia! Fomos dormir: o colchão e o travesseiro também eram muito confortáveis.

No dia seguinte (sexta-feira), acordamos em cima da hora de tomar o café-da-manhã_ o Bruno até tinha vindo nos chamar. Tomamos um super café-da-manhã! Pegamos as malas no quarto e saímos do hotel, pois o Andrei já nos esperava para levar-nos à casa de seus pais (o problema de lotação já havia sido resolvido).

Fomos super bem-recebidos pelos pais do Andrei: Branca e Mário; duas pessoas muito simpáticas, amistosas e acolhedoras! Também fomos bem-recebidos pelos demais parentes e amigos que viemos a conhecer depois. Com uma família assim, dá pra entender o motivo do Andrei ser uma pessoa tão única e especial.

Apaixonei-me por um “membro” da família de dez anos: James, um cocker caramelo fofíssimo e dengoso, que tive vontade de trazê-lo comigo! Além do James, havia o Morpheus, um gato muito bonito, dono da casa!

O almoço estava divino: salada, arroz e carne ao molho madeira com champignon. E de sobremesa, um doce maravilhoso (muito parecido com um que sei fazer).

Um pouco mais tarde, chegaram uns amigos do Andrei da época em que ele morou em Poços (alguns já conhecíamos, outros não): Jean, Dani, Leílson e Alcione, todos muito gente boa!

Após um banho e um descanso, fomos a um churrasco na casa dos pais da noiva! Fomos muito bem-recebidos! Foi bem animado e divertido! Os pais e a irmã da Dani têm um dote vocal fantástico, de deixar qualquer um boquiaberto! Por volta de 1 hora da manhã, chega mais um amigo da época de Poços, Tomás, uma figura divertidíssima. Logo fomos embora para a casa dos pais do Andrei.

No dia seguinte (sábado), após tomar o café-da-manhã, saímos todos para um tour por “Big Field”, conduzidos pelo Bruno e pelo Andrei. Foi engraçado e gostoso.

A família toda do Andrei estava reunida para o almoço que foi massa; de sobremesa, pudim.

À tarde, descansamos, pois era o grande dia! Após todos estarmos arrumados, rumamos para a igreja de São Francisco, a mais antiga da cidade! Simples e bonita, lembra a igreja onde eu e o Rô nos casaremos daqui a três meses e 20 dias (110 dias)_ socorro! Tá muito perto!!

A Dani estava linda! Não tiramos foto dela de noiva com a nossa máquina, infelizmente… As daminhas estavam lindas também; entraram ao som de Balão Mágico. A daminha mais nova era uma graça: tinha 1 ano e 7 meses, estava começando a andar! Foi tudo bem planejado e organizado. As músicas foram bonitas e a cerimônia foi rápida!

Saindo de lá, todos foram para a festa, que foi estilo formatura: com uma banda no palco, espaço pra dançar, aperitivos, jantar, bolo, docinhos, bebidas, jantar da madrugada e café. Resumindo: a festa foi muito animada e gostosa! Falando em bolo, que estava muito saboroso, o casal de bonecos do bolo era bem divertido: a noivinha usava o mesmo modelo de vestido da noiva e o noivinho estava de óculos, sentado no sofá, vendo TV, com a camisa do Corinthians! A embalagem dos bem-casados, das lembrancinhas e dos docinhos também era toda em preto-e-branco, pois tanto o noivo quanto a família da noiva eram corinthianos. Saímos de lá de carona com o pessoal de Poços, uma hora mais cedo do que os noivos: às quatro da manhã, mortos de cansaço.

No domingo, acordamos às dez horas, mais ou menos. Tomamos café. O pessoal de Poços estava se preparando para ir embora mais cedo, pois eles estavam de carro, e a viagem seria longa. O Bruno, a Kelly e o Tomás estavam na piscina; eu e o Rô ficamos com muita vontade de nadar, pois não víamos uma piscina há tempos! Entramos de roupa e tudo. Foi muito bom!

Os recém-casados chegaram para o almoço e foi uma festa! Após o almoço, o pessoal de Poços foi embora (foi ruim se despedir deles, pois são pessoas muito legais). Um pouco depois, a Kelly, o Andrei e a Dani pegaram o avião para Sampa (a despedida também foi ruim pra mim). A Kelly chegando em Sampa ia pegar um vôo de volta para Curitiba; o mais novo casal ia pegar um vôo para o Panamá e, de lá, pegar uma condução para a cidade onde passarão a lua-de-mel (cujo nome me fugiu agora).

Após um banho e uma soneca, tomamos vinho e comemos queijo com a família do Andrei e com uma amiga da família, a Marília, minha xará. Mais tarde saímos com o Bruno e o Tomás para comer pizza (o plano era sair para alguma baladinha, com o James, um amigo do Andrei… mas como a única baladinha provável seria a sertaneja, decidimos ir só comer). Antes de sair, nos despedimos dos pais do Andrei, pois provavelmente eles estariam dormindo quando chegássemos. Também me despedi do cocker fofo.

Ao chegar em casa, fomos todos descansar, pois o vôo de vinda para Sampa sairia às quatro da manhã (horário de lá, que é uma hora atrasado em relação a Brasília). O Bruno nos levou ao aeroporto: eu, o Rô e o Tomás, que de Sampa ia pegar um vôo para Brasília, onde mora.

Entramos no avião e, após pouco mais de uma hora chegávamos em Congonhas, hoje de manhã (às seis e meia). Durante o vôo, presenciamos o céu começando a clarear com a chegada da manhã. Pegamos chuva no caminho… foi um barato ver as nuvens ficando pretas e o avião dar algumas balançadinhas_ achei tudo o máximo. Chegando em Sampa, pudemos ver os milhões de prédios e ruas e casas… muito legal. No pouso, como a pista estava molhada, o piloto deu uma freada um pouco mais forte que a de costume…

No aeroporto, tomamos um café com pão-de-queijo e pegamos um táxi de volta pra casa, sob forte chuva.

E aqui estou eu, escrevendo esse post nos mínimos detalhes, pois a viagem merece ficar registrada por todos os seus momentos inesquecíveis.

——————-

Foi ruim despedir de todos, da casa, do cocker… pois foram dias muito intensos e muito bons! Saí com vontade de ficar. Esperamos voltar em breve! O mais breve possível!

Fotos da viagem no Multiply.

UPDATE: Novas fotos aqui!

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11 Respostas to “Diário de Viagem”

  1. Cily 16/07/2007 às 21:43 #

    Menina, que eu adorei esse post!! Deve ter sido tudo maravilhoso mesmo!!

    Tirando a parte estressante, foi sim!

    P.S: O lanchinho da Gol podia dar uma melhorada, né? 😀

    Isso é, mas é melhor do que nada.

    E vc deve ter adorado ter café na festa…

    Então, tinha café , mas eu fui embora antes!

    Bjs

    Bjos! Dá uma olhada nas novas fotos!

  2. Fefa 16/07/2007 às 22:16 #

    Meniiina, já entrei em pânico logo que comecei a ler, que sufoco, hein? Ufa, mas ainda bem que deu tudo certo no final.

    Pois é… eu quase tive um infato! risos…

    E que viagem boa, hein? Nossa, me emocionei lendo (ah, isso não é nenhuma novidade) de tão feliz que você me pareceu contando.

    Hehehe… que bom que deu pra perceber isso no texto!

    Que legal, Má. Vocês estavam precisando de dias assim, não é?

    Estávamos sim… foram férias no meio do ano!

    Muito bom!

    beijos!

    Beijão! Dá uma olhada nas novas foténhas!

  3. Rodrigo Figueiredo 17/07/2007 às 21:31 #

    Olha, foi o máximo tudo!
    Bom demais!!!

    Foi sim! Muito bom! 😉

  4. Alcione 18/07/2007 às 0:58 #

    Marilia
    Realmente foi tudo isso que vc descreveu, foi tudo maravilhoso, adorei conhecer vcs e espero encontrá-los novamente muito em breve.
    Beijos
    Alcione

    Mas que surpresa boa ver seu comentário por aqui! Também adorei conhecer vocês!! Beijão e volte sempre!

  5. Mamy 18/07/2007 às 13:15 #

    Marilia, que estresse antes da viagem, né não?!?? Mas achei lindo visualiazar a cena de você chorando e o Bodas te consolando… hehehehe…

    Ai ai… é bom ter um companheiro assim… 😉

    E como só li esse seu post depois do acidente ocorrido em Congonhas ontem, me deu um frio na barriga quando li que o piloto deu uma freada mais brusca na hora de pousar… 😦

    Acho que foi devido à pista molhada, né?

  6. Márci 18/07/2007 às 20:11 #

    Aahhh..Viajar é tudo, né não ??
    Também lembro da minha emoção ao viajar pela primeira vez de avião, para um lugar bem longe….medooo…

    Não senti medo… mas achei o máximo!

    E não existem palavras para descrever as pessoas que nos recebem bem..Simplesmente demais !

    Com certeza!!

    Bjuuus !!

    Bjo!

  7. Trotta 20/07/2007 às 17:34 #

    Nooooossa, tudo MUITO CHIQUE! 😀 Ainda bem que vcs ganharam uma diária no Íbis, depois de todo o aperto que vc passou pra poder estar lá, né Má? Até chorou! Eles te recompensaram sem saber, hehehe!

    Nossa, foi um sufoco, viu?!? Mas depois foi tudo muito bom sim!

    Tinha até um Morpheus por lá! Pô, deve ter sido bom mesmo, e o Andrei é gente boa. ^_^ Espero que ele apareça pra comentar!

    Pois é… tinha um Morpheus e tinha um parente canino (o Rô fala que, devido ao meu cabelo, sou uma cocker! 😀 ). O Andrei é super gente boa sim, mas não sei se vai comentar, pois tem trabalhado à beça!

    Vou lá ver as fotos agora, abraço!

    Abração!

  8. Policarpe 21/07/2007 às 23:58 #

    Aaah viajar é bom demais!!!meu sonho de consumo…

    O meu também!

  9. Jô Beckman 22/07/2007 às 11:28 #

    É por essas e outras que não gosto de fazer cópia dos documentos..prefiro sempre original mesmo ainda que corra risco de ser assaltada…tem dado certo..até hj…hehehe
    beijos

    Pois é, viu… mas fico pensando no trabalho que daria se perdesse o original… não sei o que é pior… Bjo!

  10. neutron 24/07/2007 às 8:40 #

    Eu fiquei imaginando a cena “pega taxi, volta, pega chave, vai pro prédio, pega documento”, hehehe…

    Foi uma loucura!! Uma loucura!!

    E dei muita risada com essa parte: mas como a única baladinha provável seria a sertaneja, decidimos ir só comer. 😛

    hehe… é que não estávamos a fim de enfrentar um barzinho com um monte de chapeludo ao som brega-romântico…

    Que viagem legal! Que venham mais viagens e mais post desses! \o/

    Opa! Tomara que sim!! Adoro viagens! Gostaria de ter mais dinheiro para viajar sempre!

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  1. Diário de Bordo - Lua-de-Mel - Parte I « Publicações - Vol. 3 - 05/03/2008

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