São Paulo

26 maio

Nasci nessa megalópole brasileira chamada São Paulo, há um quarto de século… e sou apaixonada por ela!! Pela correria louca, pelas opções de lazer infinitas, pelo Ibirapuera, pela Paulista, pela vida universitária, pelo meu bairro e seus arredores, pelas pessoas, pelas opções de vida… pela grandeza dela; enfim, por tudo!

Bom, quando sugeri ao Rô que fizesse o post sobre Poços de Caldas, minha idéia era postar junto este sobre São Paulo… mas ele acabou postando antes e optei por esperar mais um pouquinho.

Mas aí vai um texto com a história da cidade, seu hino, sua bandeira e seu brasão, seus números, seus pontos turísticos… Não podia faltar o segundo hino de Sampa, na minha opinião… a música Sampa, de Caetano Veloso (para assistir ao clipe da música é só clicar no título).

 

Sampa (Caetano Veloso)

Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto, mau gosto
é que Narciso acha feio o que não é espelho
e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
afasto o que não conheço
e quem vem de outro sonho feliz de cidade
aprende de pressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
da força da grana que ergue e destrói coisas belas
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
mais possível novo quilombo de Zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e novos baianos te podem curtir numa boa.

 

A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.

Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho, mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa. Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo. Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.

Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as “bandeiras”, expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.

A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.

No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.

No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.

Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali se concentravam as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduatey e Tietê. A região do Bexiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .

As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do “centro velho” com a “cidade nova”, formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.

O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo “moderna”, até então acanhada e tristonha capital.

Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.

Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.

Caso queiram ler a continuação da história, acessem: http://www.prodam.sp.gov.br/dph/historia/ e http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=745.

bandeira         brasão

Bandeira                                             Brasão

Hino

São Paulo em números:
Extensão: 1.509 quilômetros quadrados de área.
Altitude: Média em torno de 860 metros.
Latitude: 23°32.0’S.
Longitude: 46°37.0’W.
População: 10.406.166 habitantes.

Dentre os pontos turísticos estão: Jockey Clube de São Paulo, Monumento às Bandeiras, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Sala São Paulo, Vista aérea do edifício Banespa, Avenida Paulista, Catedral da Sé, Edifício Copan, Estação da Luz, Mercado Municipal, Museu do Ipiranga e Teatro Municipal.

História das ruas de Sampa: http://www.dicionarioderuas.com.br/

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10 Respostas to “São Paulo”

  1. Rodrigo Figueiredo 27/05/2007 às 18:22 #

    Vim pra sampa há pouco tempo!
    Mas já são 7 anos! E no início morei no centro velho!
    O que me deu um conhecimento de lá muito bom!
    Afinal na época não tinha carro e andava por tudo quanto é parte daquele centro!

    Sete anos não é pouco não… Realmente, andar a pé faz diferença…

    Hoje já morando na V Mariana a 2 anos acho que estou melhor localizado!
    Num bairro mais tranquilo e mais simples.

    Um bairro mais bairro, eu diria! E estamos indo para três anos aqui… passa voando!

    São Paulo é o que há principalmente pelas inumeras opções!!!!
    Seja de comida, festa, etc…

    Com certeza! Adoro! E adoro ter sua companhia em todos os momentos! 😉

  2. ana p. 27/05/2007 às 23:07 #

    Aaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh como eu amo Sampa! Já odiei durante mto tempo, a ponto de achar que morando no Rio eu seria mais feliz do que aqui… mas descobri as belezas da minha cidadela…

    Tem as coisas ruins, que toda cidade grande tem…

    NON DVCOR, DVCO!

    Esse lema do brasão diz tudo: “Não sou conduzido, conduzo!”

    Hoje eu já acho que não sobreviveria bem por mais de dois meses longe daqui….

    Acho que nem eu…

  3. Fefa 28/05/2007 às 8:28 #

    Eusou suspeita para falar. Nasci e cresci em Sampa e adoro a terra da garoa.

    Apesar de ter nascido aqui, rodei por algumas cidadezinhas até parar em Poços, onde fiquei um bom tempo… mas sempre com o desejo de voltar pra cá…

    Lendo esse texto confirmei o que já sabia: Tem muita coisa que eu ainda não conheço na minha própria cidade e é por isso que adoro fazer programas culturais por aqui.

    Pois vamos fazer nossa listinha crescer! 😉

    Muito bom esse post, Má!
    E a letra do Caetano é linda.
    beijos!

    Beijão, Fefa!

  4. Trotta 28/05/2007 às 17:08 #

    Faltou o hino DO São Paulo! Esse sim é o primeiro e mais importante!

    Com certeza!!!! Como pude esquecer!?!?!!

    Salve o Tricolor Paulista
    Amado clube brasileiro
    Tu és forte, tu és grande
    Dentre os grandes és o primeiro
    Tu és forte, tu és grande
    Dentre os grandes és o primeiro
    Ó Tricolor
    Clube bem amado
    As tuas glórias
    Vêm do passado
    São teus guias brasileiros
    Que te amam eternamente
    De São Paulo tens o nome
    Que ostentas dignamente
    De São Paulo tens o nome
    Que ostentas dignamente
    Ó Tricolor
    Clube bem amado
    As tuas glórias
    Vêm do passado
    Trazes glórias luminosas
    Do Paulista Imortal
    Da Floresta também trazes
    Um brilho tradicional
    Da Floresta também trazes
    Um brilho tradicional
    Ó Tricolor
    Clube bem amado
    As tuas glórias
    Vêm do passado
    São Paulo clube querido
    Tu tens o nosso amor
    Teu nome e as tuas glórias
    Tem honra e resplendor
    Teu nome e as tuas glórias
    Tem honra e resplendor
    Ó Tricolor
    Clube bem amado
    As tuas glórias
    Vêm do passado
    Tuas cores gloriosas
    Despertam um amor febril
    Pela terra bandeirantes
    Honra e glória do Brasil
    Pela terra bandeirante
    Honra e glória do Brasil
    Ó Tricolor
    Clube bem amado
    As tuas glórias
    Vêm do passado

  5. Fefa 28/05/2007 às 21:14 #

    Ê mano, vc sempre tem uns comentários tão legais, justo nesse post vc tinha que melar??????
    Hehe!
    Beijos para os dois!

    Olha, tenho que discordar, nesse post ele não melou nadica! Rs…

  6. jefferson p. 29/05/2007 às 2:37 #

    Um viva a nossa querida São Paulo!

    Hip hip hurra!

  7. Cily 29/05/2007 às 11:24 #

    Eu a-do-ro São Paulo! Justamente porque tem milhões de coisas pra fazer!
    Mas a 25 de março fica tentando me atrapalhar de conhecer outros lugares…
    E tudo que eu quero agora é ir pra Sampa em agosto!
    Bjos!

    Juro que não vejo graça na 25… só vou lá quando é extremamente necessário! Qual o motivo de querer vir em agosto? Bjos!

  8. jussara 29/05/2007 às 11:59 #

    Desculpe decepcionar, mas eu não sinto nada de especial por São Paulo. Pelo contrário… :~/

    Ah, Ju… acho que seu momento é difícil…. quem sabe você ainda goste de algo por aqui?

  9. neutron 29/05/2007 às 14:36 #

    Eu também adoro Sampa. E esse final de semana fui ao Ibirapuera \o/

    Que bom… faz um tempo que não piso lá…

    Você postou essa música e eu lembrei de uma história doida que vi enquanto pesquisava pro meu trabalho de Comunicação… dizendo que era uma mensagem subliminar, e que o Caetano cantava Alguma coisa acontece no meu coração/que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João, tavam querendo contar que ele tinha levado um tiro entre as duas avenidas… cara, coisa de doido! hehehe

    Coisa de doido mesmooo!!!

  10. 7788 25/03/2010 às 22:39 #

    São Paulo, é
    Uma cidade opaca de aspecto cinzento
    É o reflexo do excesso de cimento
    Mesmo plantando muitos espigões
    Ela nos remete a um mundo de paixões
    Nos seus mirantes, cheio de amantes
    Todos a olhar, estáticos como antes
    A ver uma cidade que, mesmo poluída
    Conserva sua arquitetura ainda colorida
    Por muita gente bastante amada
    Por outros tantos muito invejada
    A cidade que só conhece o progresso
    Detesta ouvir a palavra retrocesso
    Esta cidade que não nega seu quinhão
    Recebe de Brasília, um mero torrão
    São Paulo é uma cidade sem preconceito
    Mas exige que com ela se tenha mais respeito
    São Paulo recebe de braços abertos, os ousados
    Mas eles tem que ter passos apressados
    São Paulo gosta daquele que pega no breu
    Mas por favor, preste bastante atenção
    Não gostamos que cuspa no prato que comeu

    Belo texto!

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