Murphy

9 mar

Não acredito tanto na Lei de Murphy… sempre acho que poderia acontecer pior.
Mas, primeiramente, vamos ao dito cujo:

Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento, e de modo que cause o maior dano possível.

A Lei de Murphy diz que:

Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará.

Era, então, um princípio de design defensivo. Por exemplo, não faça uma ficha de dois pinos simétricos e ponha o rótulo “Este lado para cima”; se realmente importa o lado pelo qual ela deve ser ligada, então você deve criar um design assimétrico para que ele não possa ser ligado erroneamente.

Edward A. Murphy foi um dos engenheiros que trabalhavam nos experimentos de foguetes que estavam a ser feitos pela Força Aérea Americana (USAF), em 1949, através do projeto MX981, para testar a tolerância humana à aceleração.

Um experimento envolvia um conjunto de 16 acelerômetros montados em diferentes partes do corpo de uma pessoa-teste (uma “cobaia”). Havia duas formas pelas quais cada sensor podia ser colado em sua base e alguém instalou metodicamente todos os 16 de maneira errada. Murphy então realizou pela primeira vez esse pronunciamento. Tal pronunciamento foi citado pela pessoa-teste Major John Paul Stapp em uma conferência de imprensa alguns dias mais tarde.

Dentro de meses a Lei de Murphy tinha se espalhado por várias culturas técnicas ligadas à engenharia aeroespacial. Antes que se passassem alguns anos, muitas variações da lei foram criadas pela imaginação popular. A maioria dessas modificações são do tipo “Se alguma coisa pode dar errado ela “vai dar errado“, ou “O pão sempre cai com a manteiga para baixo”. Algumas vezes é chamada de lei da trapaça.

Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy.

 

Gostaram da historinha? Pois bem, deixem-me contar agora o motivo da introdução.

 

Ontem, saímos (eu++Fefa) de Bodasmóvel (popularmente chamado de carro ou automóvel pelos seres comuns), com destino a um barzinho da Zona Norte, próximo ao metrô Parada Inglesa.

Vocês podem estar se perguntando: mas por quê vocês resolveram sair para um barzinho em plena quinta-feira? Não tinham nada para fazer na sexta?

Eu explico. Embora todos fossemos acordar cedo na sexta (hoje), havia um nobre motivo para sairmos em plena quinta-feira: show de uma banda cover do Elvis. Infelizmente não era o Edson, seu cover mais famoso que ainda iremos ver, mas era um bom cover do Rei.

Todos arrumadinhos e tal. Lá fomos nós. Já estávamos na Zona Norte, próximo ao metrô Santana. Entramos em um posto (para pegar um outro sentido na rua, cortar caminho visto que o retorno era lááá pra frente). No que estamos virando o carro, nada da marcha entrar. Só entrava a ré, mais nada (imagina que divertido, voltar para a Zona Sul de ré… não dá). Fuça que fuça. Nada. Liga para um guincho (cem reais para levar da Zona Norte para a Zona Sul): “ah, vai demorar uma hora mais ou menos”.

Saímos do carro e fomos ao posto vizinho, que tinha uma lojinha de comes e bebes. Compramos um Doritos, três Coca-Colas e um Talento. Sentamos na mesinha. Em 10 minutos chega o guincho (pelo menos, foi rápido). Coloca o carro, com o Rô dentro, no guincho e subimos as duas no carro. Fomos os três guinchados.

“Ah, vamos ouvir uma musiquinha porque vai demorar, né? Olha o trânsito! Por quê não coloca o CD do Elvis?” (kkkkk… maldita frase… sei quem disse, mas não ME acuso).

Fomos para casa ao som da Banda Tubaína, e tirando várias fotos (do guincho, do chão, da Paulista, dos ocupantes do veículo, do trânsito, do carro sendo tirado do guincho, da cara de enfezado do motorista do guincho). Demos muita risada, para não chorar.

 

 

guincho

“Onde o cara vai deixar o carro? Não dá pra ele entrar na garagem do prédio, né?” “Não, ele vai deixar na rua de casa, em frente ao mecânico.” “Ah, bom! Mas não é perigoso deixar na rua?” “Ô, Marília! Ô Marília! Quem é que vai conseguir roubar o carro desse jeito, Marília?!” (frase dita entre os dentes, contendo a forte emoção da raiva). KKKKKKK, mais gargalhadas.

Enfim, chegamos em casa sãos e salvos. Fiz um cafezinho, batemos papo. A Fefa ia ser levada pra casa de Bodasmoto (moto, para os comuns). Ah, não vai chover, não! Ventos, trovoadas e relâmpagos. Chuáááááá…” Ô pai, dá pra você vir me buscar?” Vem o pai da Fefa, e a Nany (sua linda cachorrinha que ainda não conheço pessoalmente), buscá-la de carro, sob um quase-temporal.

Mas, sabe, poderia ser pior, muito pior. Não aconteceu nenhum acidente conosco ou com o carro. O carro quebrou dentro de um posto. Iremos pegar estrada esse final de semana, poderia ter sido na estrada. Mas, não foi. Acho que não chegou a ser uma aplicação de Murphy, afinal!

Fim da história.

———————

Um PS: O bom é que o carro já foi consertado. Não teve que trocar nada. Só consertar uma espécie de trambulador, que fica no câmbio.

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10 Respostas to “Murphy”

  1. Ricky 09/03/2007 às 19:51 #

    Gostei muito da sua narrativa. Quero deixar claro que está muito bem contada e divertida.

    Obrigada! 😉

    Eu sei que é muito chato tudo isso o que aconteceu. Ninguem gosta disso. Mas gostei que você deixou como sendo uma coisa “normal” e que não é pra se descabelar. Afinal vocês voltaram para casa inteiros e com saúde!

    Com certeza… Afinal, merda acontece!

  2. Fefa 09/03/2007 às 21:32 #

    Ufa! Passou, passou! Foi chato, mas ainda bem que não nos aconteceu nada de grave e, principalmente, que não foi hoje na estrada!

    Com certeza! Nem me fale!

    Agora, gentem….e o pagodinho que estava tocando no posto que a gente foi comer? Pra que Elvis, né?

    Sabe que tinha me esquecido do pagodim?!

    “Ô Marília” “Ô Marília”….. foi a melhor parte! Eu me divirto com vocês dois, viu?

    hehehe… a gente também se diverte!

    E teve também o fato de estarmos de guincho em pleno horário de Bush…quer dizer, rush….tudo paradoooooo! A gente em plena Paulista, e todo mundo olhando!

    Ninguém merece esse Bush…

    Bom, dos males o menor, chegamos são e salvos do guincho!!! E como aquilo balançava, tá louco!

    Balançava tanto que a coca quase derramava!

    O Cafezinho estava ótimo, Má!

    Brigadim! 😉

    beijos!

    Beijão! E até a próxima aventura!

  3. Jô Beckman 10/03/2007 às 10:40 #

    Como diria a minha amiga Lari, “Murphy é meu namorado!” hahahahaha
    beijos

    Affff… não quero ele de companheiro não! Socorro! Beijão!

  4. Trotta 10/03/2007 às 15:10 #

    E como diria um ex-professor de física meu:
    “Eu nem sabia que o Lorde Murphy era casado”!
    (Lei de Murphy, Lady Murphy… Pegou? Pegou? Waka waka waka!) ¬¬

    hehehe… ninguém merece…

    Mas eu também adorei a estorieta! Deve ter sido divertido, vai! Hahaha! 😄 Melhor que isso, só se a mãe do Bôde tivesse ligado pra ele bem no meio do stress.

    risos… e você se lembra bem da frase que ele dedicou a ela na última vez em que estávamos no carro, ele estressado, e ela ligou, né?? Muito engraçado!!

    Abraço pra vcs todos!

    Abração! Ah, um comentário que surgiu foi: “Imagina se o Trotta e a Ju estivessem aqui também! 😛

  5. Lari Nakao 11/03/2007 às 17:53 #

    Marília, eu morri de rir com a história e fiquei me imaginando no seu lugar. Tenho várias situações com Murphy, costumo dizer que ele é meu namorado.

    Não deixa de ter sido bizarra mesmo… Mas, se eu fosse você, dava um pé na bunda desse namorado, hein?

    Abraços

    Abração!

  6. Fefa 11/03/2007 às 19:32 #

    Esqueci de dizer: Tá, eu confesso que a frase: “Ah, não vai chover, não!” Foi minha!!!! rsrs

    Pois é!

    E nem fala em Bodas-mãe, que ela foi citada pelo caminho, quase que todo! Hehe!

    shhhh… abafa, abafa! rs… Mas foi cômica nossa mudança de planos para a noite de quinta: de Elvis a guincho… 😛

  7. Claudia Lyra 12/03/2007 às 1:00 #

    Fiquei rindo ao imaginar que você e Fefa deviam estar gargalhando à beça, enquanto o Bodas estava contrariadíssimo. Amo isso!

    Foi bem isso mesmo, viu? O Rô todo sério… só não estressou porque viu que estávamos fzendo de tudo para não transformar a ocorrência em catástrofe, visto que não foi nada de mais mesmo!

  8. neutron 12/03/2007 às 12:54 #

    Hm, eu acredito no Murphy, porque às vezes ele cola em mim… hahahaha

    É, tem vezes que ele gruda mesmo!

    Mas às vezes dá tudo certo também, né não? 🙂

    Com certeza!

    [Eu acho que ficaria mal-humorado também, pelo menos no começo! :P]

    Afinal… ninguém merece, não é?

    Beijos!

    Abração! 😉

  9. Rodrigo 12/03/2007 às 18:45 #

    Estive lá! Estou aqui…

    É muito bom vc estar aqui! 😉

    Não gostei lá….
    Tb não gostei aqui…

    Eu sei, meu gato… Te adoro!

    😦

  10. Trotta 14/03/2007 às 10:40 #

    Não gostou nem aqui?! Ah vá!

    É que ele esperava um outro enfoque no post… se decepcionou…

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