Mil e uma noites… na fila dos desempregados (1998)

16 mar

Tema: Só existe realização profissional quando o indivíduo atende a sua vocação íntima.

O desemprego bate seu recorde: são milhares e milhares de “sem-nada”. Há uma minoria que não trabalha por opção, mas a maioria foi despedida devido à mecanização, onde um robô é capaz de exercer o trabalho de dezenas de homens em um tempo menor.

Há casos em que o trabalho adulto é substituído pelo infantil; já as crianças trabalham para ajudar aos pais e, portanto, não exigem salários maiores nem melhores condições de trabalho; como na colheita de laranja, em Sergipe, onde 12 mil crianças trabalham. Há muitas crianças vivendo da prostituição e de outros subempregos. A vida tornou-se um grande palco de uma luta sangrenta, onde o vencedor é aquele que tem dinheiro_ a essa altura, dignidade é uma palavra desconhecida.

Com a crise econômica, a maioria dos indivíduos opta por exercer uma profissão lucrativa_ mesmo não sendo de seu gosto. Pesquisas mostram que é difícil tornar-se um bom profissional numa atividade em que não se tem prazer. O profissional deve ser dedicado e comprometido com seu trabalho. As pessoas notam, prestam atenção em quem gosta do que faz, em quem trabalha por prazer e não por obrigação. Sendo bom na profissão, o dinheiro irá aparecer algum dia.

Não se pode escolher uma profissão apenas por, atualmente, ela oferecer boas oportunidades de emprego, pois isso pode mudar com o tempo. Atividades consideradas como bem remuneradas, revelam seu outro lado: não basta ser médico ou advogado, é preciso ser muito competente e saber ir atrás de novas oportunidades.

Há muitos médicos que precisam trabalhar em três locais diferentes para conseguir obter um salário decente no final do mês. Há pessoas que abandonam seus empregos para venderem cachorro-quente na rua. A crise já atingiu a todos.

O indivíduo deve atender ao apelo da sua vocação para realizar-se profissionalmente. O bom profissional, aquele que não se cansa de estudar, de buscar algo novo, sabe driblar o desemprego.

Não existem fórmulas de sucesso. Este está no interior de cada indivíduo, tímido como um botão de rosa. Depende exclusivamente das pessoas fazer com que esse broto germine.

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Uma resposta to “Mil e uma noites… na fila dos desempregados (1998)”

  1. janio batista de souza 17/04/2009 às 12:32 #

    markting de rede há saida para o desemprego.

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