08.03.09

Super-Pimpolhos?

Enviado em Papo Sério tagged , às 17:15 por Marília

Há anos o psiquiatra João Augusto Figueiró, diretor científico do Instituto Zero a Seis, faz as mesmas perguntas para mães de bebês: seu filho é bonito? É inteligente? Você o acha precoce? Todas as respostas são sempre positivas – 100% das mães têm filhos bonitos, inteligentes e precoces.

Precoce é algo ou alguém que amadurece mais cedo do que os padrões, que está à frente de seus pares. Assim, quando se fala em uma criança precoce, aposta-se que ela está além das demais, que tem maior capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do que as outras.

E qual pai não acha que seu filho é o bom nisso ou naquilo, andou super cedo, é o melhor da sala e blablabla? Embora a pesquisa de Figueiró não tenha base científica, imagine como o mundo seria se todas as crianças fossem precoces como pensam seus pais…

Esses bebês, afirma o psiquiatra, não são precoces. São tão normais quanto uma criança que nasceu há 40 anos. O que mudou é o cenário. De um lado, há o excesso de informação circulante, aumentando o estímulo ao aprendizado, e do outro lado, a pressão social, que pede seres humanos cada vez mais antenados e preparados. Entre tudo isso e o bebê, estão as figuras do pai e da mãe, responsáveis por criar e cuidar desse ser humano.

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Em uma aula, estávamos discutindo os princípios da sociedade moderna: ela deixou de ser uma sociedade de direitos para ser uma sociedade de winners e loosers, uma sociedade competitiva, cruel, excludente, extremamente consumista. É óbvio que todos não podem ser “vencedores”, assim como também é óbvio que só existe um “vencedor” à custa de um “perdedor”. Você acha legal educar seu filho com esses conceitos individualistas? Ou pior: como fugir desses conceitos, visto que estamos cercados por eles e somos pressionados pela sociedade?

Para o médico, Marcelo Masruha Rodrigues, professor da Unifesp, os adultos deveriam se importar mais em criar filhos felizes, que brinquem bastante, do que investir em uma educação pesada antes dos 6 anos. Segundo ele, o conceito atual da criança que vai à escolinha e tem várias atividades extracurriculares não é tão positivo quanto se imagina.  “Quem aprende duas línguas antes dos 5, 6 anos vai ser fluente em ambas e não terá sotaque. Após essa idade, a fluência é a mesma, embora a criança tenha sotaque.” Mas criar um filho bilíngue pode ter efeitos reversos, como retardo da fala, dificuldade em formar frases e troca de palavras. Os pais devem consultar o pediatra e um fonoaudiólogo se acharem que o filho não está falando bem.

Ensine conceitos como certo e errado, o lugar das coisas e como ser organizado, sem precisar ser didático e chato. “Estabelecer limites é malvisto pela sociedade. Equivale à censura, e a humanidade viveu um período em que era ‘proibido proibir’. Por isso, os pais não definem limites, se afastaram da função parental e querem, antes de tudo, ser amigos dos filhos”, diz João Figueiró.

No ambulatório fonoaudiológico que atendo, junto com alunos, professores, psicólogos e psicopedagogos, temos observado que cada vez mais aparecem crianças sem limites, com pais altamente permissivos. Orientamos a eles da importância do limite para a criança: não há aprendizado sem limite; a criança não consegue se organizar como deveria e, pior, pode tornar-se um adulto que acha normal bater nos pais, usar drogas e roubar.

Post inspirado no texto de Roberta de Lucca para a Revista Vida Simples.

Há anos o psiquiatra João Augusto Figueiró, diretor científico do Instituto Zero a Seis, faz as mesmas perguntas para mães de bebês: seu filho é bonito? É inteligente? Você o acha precoce? Todas as respostas são sempre positivas – 100% das mães têm filhos bonitos, inteligentes e precoces. Precoce é algo ou alguém que amadurece mais cedo do que os padrões, que está à frente de seus pares. Assim, quando se fala em uma criança precoce, aposta-se que ela está além das demais, que tem maior capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do que as outras. Embora a pesquisa de Figueiró não tenha base científica, imagine como o mundo seria se todas as crianças fossem precoces como pensam seus pais.

Esses bebês, afirma o psiquiatra, não são precoces. São tão normais quanto uma criança que nasceu há 40 anos. O que mudou é o cenário. De um lado, há o excesso de informação circulante, aumentando o estímulo ao aprendizado, e do outro lado, a pressão social, que pede seres humanos cada vez mais antenados e preparados. Entre tudo isso e o bebê, estão as figuras do pai e da mãe, responsáveis por criar e cuidar desse ser humano, preparando-o para se dar bem.

07.27.09

Bom-senso

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , , às 15:53 por Marília

Esses dias, andando pela cidade à pé, de ônibus ou de metrô, vários exemplos de falta de bom-senso me chamaram a atenção.

- Antes de continuar, um parênteses: bom-senso seria um termo redundante, visto que os dicionários definem senso como a habilidade de raciocinar, entendimento, juízo, consciência do bem e do mal? Acho que não, né? -

Estava sentada em um assento distante da porta do metrô quando entra um cego com sua bengala. É óbvio que ele ficou “cutucando” com a bengala o assento mais próximo, que estava ocupado por uma jovem, que não se levantou. Uma outra pessoa conduziu o cego ao assento de cor cinza, reservado às “pessoas com necessidades especiais”, que não era aquele em que a jovem se encontrava. Que falta de bom-senso leva uma pessoa a não ter a atitude de dar seu lugar a uma pessoa que precise mais dele do que ela própria?

Me irritam pessoas que andam em grupos pelas calçadas e bloqueiam toda a passagem. Você quer andar lado a lado com seus quatro amigos? Sinto muito, mas você não é o dono da calçada: há pessoas vindo na outra direção e há pessoas atrás de você que não conseguem te ultrapassar, apesar do seu passo de lesma com preguiça.

Na fila do banco, uma senhorinha entrou no último lugar da fila e nenhuma das dez ou quinze pessoas à frente dela a conduziu ao primeiro lugar da fila.

Uma mulher passeando com seu cachorro fez questão de não pegar o cocô do seu bichinho do meio da calçada. Eu só não pego o da Lilo quando ela faz no meio de uns matos altos que têm na praça perto de casa, porque o cocô some no matagal, eu procuro procuro e não encontro.

No ponto de ônibus, uma senhora se esforçava para subir aquele degrau alto, pois o motorista, como quase sempre, havia parado no meio da rua, e não próximo à calçada, como deveria. E tinha passageiro atrás reclamando da lentidão da velhinha.

De novo no metrô, estação Paraíso, uma senhora estava tentando desembarcar mas não conseguia. Ela estava na porta, tentando dar seu passo para fora do trem, mas a multidão que entrava desenfreadamente não se dava ao trabalho de esperar o desembarque. Até que a senhora gritou “Me deixa sair” quando a porta estava quase se fechando. E ainda teve gente (as mesmas que entraram feito estouro de boiada) que morreu de rir da velhinha.

(…)

Quando era mais nova, e estava aprendendo sobre a anarquia na aulas de história, achava que este seria um regime perfeito: o povo se auto-coordenando, tudo funcionando como deveria ser, lindo e maravilhoso.

Hoje vejo que não temos a menos capaciedade de viver em sociedade sem que alguém crie leis, mande você fazer isso e te puna se fizer o contrário. Nós não nos colocamos no lugar do outro: do idoso, do deficiente, do que está carregando mil sacolas, do que está doente, da mãe com sua criança de colo, do pedestre que vai pisar naquele cocô do meio da calçada…

Nós precisamos que coisas óbvias nos sejam ditas a todo momento: aguarde o desembarque, deixe a esquerda da escada livre para circulação, respeite o assento preferencial…

Você pode achar que estou ficando velha e chata, mas eu simplesmente chamo isso de educação. Por onde ela anda, eu não sei. Só sei que ela tem passado bem longe da cabeça de vários “cidadãos”.

07.23.09

Campanhas animais

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , às 23:55 por Marília

Maria Augusta, a pessoa que tirou a Lilo das ruas, cuidou dela e a colocou para adoção (e faz isso com vários animais que encontra por aí, abandonados), disse no seu site que tem recebido vários emails de pessoas que perderam seus bichinhos: seja porque eles escaparam pelas grades do portão ou fugiram de seus donos durante um passeio.

O mais alarmante é que nenhum deles tinha a medalhinha de identificação!! Uma coisa tão simples, barata e essencial!!! E resolveu começar uma campanha, alertando aos donos que identifiquem seus bichinhos!! Se desejar, divulgue!

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Não deixe de saber da última que a Lilo aprontou!! Leia aqui.

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Conheça mais sobre a campanha que a prefeitura de São Paulo está fazendo (até que enfim) contra o abandono de animais de estimação.

05.29.09

A origem das espécies

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , às 1:23 por Marília

A Origem das Espécies completa 150 anos em 2009 e seu autor, Charles Darwin, completaria 200.

Não é preciso ter lido o livro para saber quem é Darwin; seu legado faz parte da cultura universal. Ao questionar a origem da vida e a superioridade humana, Darwin abriu feridas que ainda hoje custam a cicatrizar.

Darwin tinha convicção de que os seres vivos não são imutáveis, de que eles evoluíram de um único ancestral movido por forças naturais_ o que vai de encontro à idéia criacionista, na qual o homem é um ser único criado à imagem e semelhança de Deus.

Os dois pensamentos continuam vivos até hoje, e em constante conflito: se para os evolucionistas a doutrina da criação divina é fruto da ignorância e ameaça o mundo com uma sombra de obscurantismo e intolerância, para os criacionistas, o darwinismo se associa ao materialismo e está levando a sociedade ao colapso moral.

É claro que religião não é sinônimo de criacionismo, assim como ateísmo não é de evolucionismo. O próprio Darwin, que estudou para ser pastor anglicano afirmou “Não me parece haver qualquer incompatibilidade entre a aceitação da teoria evolucionista e a crença em Deus”.

Uma recente pesquisa britânica, realizada pelo Instituto Faraday para Ciência e Religião, aponta que 32% dos britânicos se simpatizam com a idéia do criacionismo, segundo a qual o mundo foi criado em uma semana há menos de 10 mil anos. Para 51% vale uma nova versão, com roupagem pseudocientífica, em que a vida na Terra vem evoluindo ao longo de milhões de anos, mas Deus planejou tudo e executou o processo. Esses números são parecidos nos EUA e no Brasil, segundo uma pesquisa feita pelo Ibope em 2004.

Uma discussão atual no Brasil é sobre o ensino laico nas escolas; ou seja, falar apenas do evolucionismo e deixar a vida religiosa com a família e a comunidade.

O embate promete se prolongar por muito tempo.

Resumo da matéria de Luciana Christante na Revista da Cultura, março 2008.

Darwin e Deus (imagem clickaumentável)

Darwin e Deus (imagem clickaumentável)

Tirinha de Carlos Ruas, do blog Um Sábado Qualquer.

E você: o que pensa sobre?

Quer saber o que eu e o marido pensamos? Clique aqui!

04.28.09

CCZ SP: uma vergonha!

Enviado em Papo Sério tagged , , , às 0:24 por Marília

UPDATE:  Mil manifestantes fecham rua de SP para pedir a saída do diretor do CCZ

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Voltei de viagem e, antes mesmo de poder atualizar os posts devidos, vejo uma triste notícia: denúncias feitas pela Record sobre a situação em que os animais do Centro de Controle do Zoonoses de São Paulo têm sido tratados.

Uma vez que não podem matar animais sadios (pois estariam infringindo a lei), deixam os animais abandonados em suas celas. Sim, celas. Sem comida, água, cuidados veterinários… abandonados para que morram de causas naturais aos poucos.

O homem sempre me surpreende, para o pior. Fazer isso com os pobres dos bichos! E pior, impedir que ONGs ajudem. Eles estão pouco se lixando com os bichos. Espero que, um dia, paguem por seus crimes.

Assista às reportagens. É revoltante.

Nessa quarta-feira, dia 29, haverá um manifesto contra os maus-tratos do CCZ. Se não puder comparecer, ajude a divulgar! Será às 13 horas em frente ao CCZ, na Rua Eulália, 86, Santana.

Leia mais aqui e aqui.

03.24.09

Cães ou Humanos?

Enviado em Bate-Papo, Informativos, Papo Sério tagged , , , , às 23:24 por Marília

Adorei a reportagem da SuperInteressante deste mês que fala sobre os melhores amigos do homem: os cães.

Ela conta que a maioria dos paulistanos considera o cão como um membro da família, como um filho. E que, segundo uma pesquisa realizada no Japão, isso faz sentido, pois pessoas mais ligadas a seus cães liberaram a mesma quantidade de ocitocina (um hormônio que desperta a sensação de apego) brincando com eles ou com seus filhos.

Fala de comportamentos que eu considero saudáveis, como sentir saudade do bicho, colocar fotos dele no serviço, e de outros que considero bizarros, como colocar os cães em creches, deixar herança ou mesmo casar com ele.

Nossa ligação com eles têm aumentado. Por quê? Segundo a revista, porque os cães são os mais aptos a interpretar sinais e gestos humanos. Nos imitam e preferem seguir um comando de um “líder da matilha”.

Há 15 mil anos, quando o homem passou a se aglomerar em cidades, o lixo começou a acumular, o que atraiu diversos animais, entre eles, os lobos. Os lobos que não tinham medo de pessoas, ficaram mais gordinhos, saudáveis e se procriavam mais. Com o tempo, já havia duas classes de lobos: os selvagens e os que ficaram dependentes das aglomerações humanas. Estes últimos, foram ficando mais amigáveis e com aparências distintas. Além disso, os mais adaptados foram os que continuaram com “jeitão” de filhote, pois o homem adora qualquer filhote de mamífero; os cães perceberam isso e enganaram nossos instintos…

… e alteraram seus próprios instintos: desaprenderam a caçar para comer e se especializaram em ganhar comida (quem resiste a um olhar pidão?), aprenderam a latir para chamar nossa atenção, fazem xixi no poste  /  na parede levantando a perna, para que o cheiro fique na altura de focinhos alheios.

Passaram a ser utilizados para guiar e proteger rebanhos, para caçar e trazer o alimento ao dono da matilha, a proteger lares…

O homem acelerou tal diferenciação, criando as diferentes raças que conhecemos hoje_ o que criou um boom de doenças genéticas e emocionais; e o cão passou a servir como companhia.

Alguns biólogos acreditam que a salvação para que as doenças não extingam determinadas raças está na mistura; ou seja, todo cão, no futuro, poderá ser um pouco vira-lata (e como eu me orgulho de ter a minha!).

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Em tempo: nos meses de abril e maio será realizada uma campanha para conscientizar os donos de cães a vaciná-los anualmente contra cinomose. Cinco porcento da verba arrecadada com a venda de vacinas (pequena porcentagem, na minha opinião) será repassada a ONGs afiliadas à Sociedade Mundial de Proteção Animal. A cinomose pode levar à morte.

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PS: Agradeço à Sammia pela indicação ao Prêmio Dardos. O selo já está na barra lateral! Devo indicar 15 blogs que valham a pena, então, lá vai (peço desculpas a todos os outros que ficaram de fora):  Fefices, Moto Notícia,    Sadojornalismo, Eu, eu Mesma e Tine, Guloseima, Um Sábado Qualquer, Bichinos de Jardim, Depósito do Calvin, Fiando Conversas, Agridoce, Mundo Quitinete, Se7e Segundos, Rastro de Carbono, Marmota e Ogrices.

03.09.09

Meme 666

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , , , , às 22:49 por Marília

Inspirada pelo Doni, resolvi aderir a esse meme:

1 – Vá à sua pasta de fotos no computador.
(Tenho pasta de fotos, imagens, fotos especiais… enfim, várias pastas. Será que tenho síndrome de secretária? O.o)

2 – Vá ao sexto arquivo de fotos, procure a sexta foto.
(Bom, a única pasta que tinha mais que seis arquivos de foto logo na primeira subdivisão era a de imagens.)

3 – Coloque essa foto no blogue e escreva alguma coisa sobre ela.

4 – Convide 6 amigos para participarem e fazerem o mesmo.
(Hmmm… quem gostou da idéia, sinta-se à vontade.)

A imagem é um tirinha do Angeli:

angeli

Engraçado que esses dias estava justamente conversando sobre isso com o Rodrigo. Que o povão brasileiro tem vergonha de ficar devendo, se sacrifica para pagar suas contas em dia.

01.21.09

Informativo CCZ-SP

Enviado em Papo Sério tagged , , , , às 15:00 por Marília

O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo firmou, em dezembro de 2008, parceria com cinco clínicas veterinárias e quatro entidades protetoras dos animais para realizar a castração gratuita de cães e gatos.

Os proprietários interessados na castração de seus cães e gatos poderão comparecer pessoalmente ao CCZ munidos de RG, CPF, comprovante de vacinação contra a raiva do animal e comprovante de residência.

Paralelamente a esse processo, o CCZ também firmou novos convênios com quatro entidades de proteção animal para a realização de mutirões periódicos de castração. Esses eventos ocorrerão em locais predeterminados pelo CCZ com base em critérios epidemiológicos.

Leia mais aqui e lembre-se que com a castração, você evita a gravidez não desejada e o conseqüente abandono!


O Centro de Controle de Zoonoses também abriga animais que são encaminhados por maus tratos, abandono ou agressão. E destina tais animais para adoção após vacinação, castração e vermifugação.

Para adotar um animal, vá pessoalmente à Rua Eulália, 86 ou disque (11) 2224-5500 ou 156 ou clique aqui.


O CCZ também oferece serviços como: resgate e remoção emergencial de cães e gatos, vacinação contra raiva, registro geral animal, recebimento de animais em sofrimento ou doentes terminais para eutanásia, entre outros.

Divulgue!

01.03.09

Balanço

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , , , , , às 1:24 por Marília

Nesse ano aconteceu tanta coisa!…

Algumas das quais me lembro:

-Tive um aniversário com amigos maravilhosos, regados a feijoada e muita risada;
-Desfilei pela Vila Maria;
-Viajei em lua-de-mel para a cidade perfeita;
-Tive meus dois artigos negados por duas revistas diferentes;
-Saí de um trabalho que era uma furada (só eu não percebia);
-Manso entrou e saiu da minha vida;
-Lilo completou dois anos de idade e um ano comigo;
-Perdi uma tia querida;
-Consegui um trabalho legal (de curto-médio prazo e em alguns dias da semana, mas legal);
-Viajei a trabalho pra Goiás duas vezes (o que foi essencial);
-Consegui um outro trabalho legal (em esquema de períodos), dá pra conciliar com tudo o resto;
-Finalizei um terceiro artigo (esse parece que dará frutos);
-Cumpri alguns créditos do mestrado (no qual ainda não estou matriculada por não ter o bendito do artigo aceito);
-Fui a um blogcamp pela primeira vez (não me entusiasmei tanto) e a alguns choppcamps maravilhosos;
-Engordei alguns quilos;
-Enrolei na escrita da monografia de especialização (e ainda não entreguei);
-Deixei meu marido um pouco de lado em alguns momentos (o que não foi nada bom);
-Revi parentes queridos que não via há anos;
-Fiz novos amigos e fortaleci alguns laços;
-Chamei uma faxineira pra me ajudar uma vez por mês (em novembro);
-Li livros excelentes e outros nem tanto;
-Tive um Natal muito bom rodeado de família;
-Tive um Ano Novo gostoso com minha mais nova família (eu-marido e Lilo).

Em 2008, foram 74 “publicações”. Elas foram mais visitadas esse ano: recorde de 598 em um dia, 2177 em uma semana e 7811 em um mês; finalizando o ano com mais de 61 mil visitas e a mesma média de 700 comentários, o que é muito bom, obrigada!

Consegui ter um pouco mais de disciplina no início e no final do ano_ ela se perdeu no meio da bagunça do meio de ano.

Pra 2009 preciso publicar um artigo em alguma revista, preciso emagrecer, preciso manter a disciplina-organização (essa continua sendo a chave de tudo), preciso terminar a monografia de especialização, preciso levar mais a Lilo no parquinho, preciso cuidar mais de meu amor, preciso cuidar mais de mim… e acho que ganhar na mega-sena seria algo realmente muito bom!

Espero continuar por aqui em 2009 e contar com você, com suas críticas, sugestões, comentários e visitas.

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Feliz 2009 a todos nós! Que consigamos realizar nossos sonhos, cumprir nossas metas e transformar esse mundo em um lugar um pouco melhor!

12.23.08

Um post amargo de fim de ano

Enviado em Papo Sério tagged , , , , , , às 9:57 por Marília

NOTA: ESTE POST FOI ESCRITO ANTES DO ANTERIOR. O QUE MUDOU? SE O ESCREVESSE HOJE, O GOSTO ESTARIA MAIS AMARGO. FELIZ FIM DE ANO PRA VOCÊ.

Não sei se é a proximidade do Natal, não sei se são meus hormônios, não sei… Só sei que ando muito sensível em relaçã o aos animais.

Não acho errado o homem se alimentar de carnes bovinas ou suínas, frango ou peixe; pois, mesmo na natureza, temos os animais carnívoros, que matam para obter seu sustento. Mas acho errado quando a forma que se usa para tal fim seja cruel.

Sou contra quaisquer maus-tratos a animais: seja em um circo, seja em zoológicos. Ultimamente, até as pombas, com quem nunca me importei, têm chamado minha atenção_ afinal, se elas fazem ninhos em nossos telhados e transmitem doenças é porque nós, homens, destruímos as matas onde elas habitavam.

Mas o que mais me toca, talvez por eu adorá-los, talvez por eles estarem mais próximos de mim, é ver cachorros na rua.

Nunca andei tanto de ônibus quanto tenho andado agora, que tenho ido a Guarulhos três vezes por semana. Sempre usava só metrô ou andava à pé, e sempre pelas regiões centrais de Sampa.

E, de ônibus, você vê mais o mundo a seu redor. O que tem sido muito ruim pra mim: tenho visto vários e vários cachorros na rua. Uns mais gordinhos, uns magrinhos, uns mancando; mas todos, todos carentes por carinho.

Eu não sei o que leva uma pessoa (???) a abandonar e maltratar um animal. O homem domesticou cães e gatos e, sendo assim, eles dependem de nós: não sabem mais caçar para sobreviver, só sabem nos enviar olhares de súplica, lamber nossas mãos e abanar seus rabos.

Me dói não ter meios de ajudar a todos eles. O que faço é pouco, mas é o que posso no momento: dou carinho aos que encontro, dou ração e água ao Manso e seu recém-companheiro Spike e adotei a Lilo. E rezo, sempre rezo por eles todos, pedindo a Deus que ou lhes dê um bom dono ou lhes dê uma boa morte, sem dor.

E tal descaso para com os animais me faz desacreditar cada vez mais nos homens, Lu.

Dia desses, um mecânico da empresa para a qual presto serviço me perguntou se eu sabia o motivo de “Deus não deixar o homem viver mais do que 70 anos”, em média. Ele me disse: “Se vivendo 70 anos o homem já acaba com o planeta, imagina se Deus deixasse ele viver até 150 anos?”

Será que nós temos salvação? Será que merecemos um Feliz Natal? Será que merecemos continuar vivendo por mais um ano?

Às vezes acho que não, que deveríamos ser exterminados por um novo dilúvio pois o homem já se corrompeu demais e só os animais deveriam se salvar, sem Noé algum.

Mas, graças a Deus, encontro pessoas boas em meu caminho, que me fazem renovar a esperança de que o mundo será, um dia, um lugar melhor para todos. Assim espero.

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