06.30.08

Sociedade descartável

Enviado em Papo Sério tagged , , às 0:08 de Marília

Esse mês, li uma coluna muito interessante de Luiz Roberto Marinho, novo colunista da Revista Vida Simples (revista que adoro e assino).

Ele fala sobre o quanto nossa sociedade tornou-se descartável. Adepto da linha “dize-me o que compras, e eu te direi quem és”, ele faz um breve relato de situações em que dá de cara com o excesso. Excesso de afazeres, excesso de informações, de publicidade e de bens.

De mudança para um novo apartamento, ele conta que um dos proclamados diferenciais do prédio é ter um depósito, para que os moradores possam guardar as tranqueiras que vão comprando, sem pensar, e que acabam por não usar/caber no apartamento.

Hoje, a cada dia, surge um modelo novo de celular, uma câmera digital mais potente, um opcional diferente para o carro, um aparelho de som com mp3 e cartão de memória, novas roupas da moda… e se não tomamos cuidado, somos engolidos por essa avalanche de novidades. Antenado é quem tem o iPod último tipo, mesmo que tenha comprado o penúltimo há três meses. Design e marca são mais valorizados do que a durabilidade. E nessa, o lixo, as coisas inúteis vão se acumulando.

As coisas são muito transitórias, efêmeras. Até mesmo os relacionamentos são assim (veja o exemplo do “ficar”).

Ele termina a coluna citando o sociólogo Zygmunt Bauman em Vida Líquida: “em um mundo repleto de consumidores e produtos, a vida flutua desconfortavelmente entre os prazeres do consumo e os horrores da pilha de lixo”.

E eu, termino esse post alertando para o consumo consciente, sem excessos.

05.26.08

Manso

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , às 22:04 de Marília

Para ler ouvindo:

Nesse último sábado (dia 24) eu conheci o Manso.

Saí com a Lilo para seu passeio matinal de sempre.

Depois dela quase me matar saindo correndo atrás de um cachorrinho para brincar com ele, atravessando ruas e não atendendo aos meus chamados, seguimos para a costumeira praça detrás do meu prédio.

No caminho, encontramos a Nina_ uma cachorra muito linda de um catador de papelão. Sempre conversamos: eu com o senhor e a Lilo com a Nina. O senhor me contou que a Nina já tinha brincado muito com um cachorro vira-lata que estava na praça. Perguntou se eu não queria adotar mais um cachorro, porque ele também não poderia. Disse que eu não poderia, pois não cabe mais nada aqui em casa (um apê de dois quartos).

Chegando na praça, encontrei o tal cachorro: preto e branco, como a Lilo, mas de pernas mais compridas, como a Nany (cachorra da Fefa). Pela energia (e pelos dentes, como algumas crianças me contaram mais tarde), parece ter pouca idade. Ele e a Lilo brincaram até cansar!

Em um canto da praça, estava estendido um papelão enrolado num lençol e uma vasilha vazia. Peguei a vasilha e fui até a portaria do prédio mais próximo, e pedi aos porteiros que dessem um pouco de água para o cachorro. Eles disseram que não poderiam dar água. Desolada, sem saber como ajudar (e de TPM, o que me deixa extremamente melancólica e down), sentei no banco da praça e chorei. E pedi a Deus que olhasse pelo cachorro, tomasse conta dele. Com os dois cachorros me olhando, sem entender. Acho que também me lembrei da Lilo, que também estava na rua antes de ser adotada…

Fiquei lá um tempo_ o que foi ótimo. Porque chegaram duas pessoas (o dono do Zeus e o dono de dois poodles) que fizeram a maior festa com o virinha da praça. E me contaram que estão cuidando dele, dando comida, água. O dono dos poodles me disse que levou o virinha pra casa dele sexta-feira, na hora do almoço; e quando ele viu, o cachorro estava deitadão na cama dele!!! Uma graça! E iria levá-lo de novo. (Ele mora no mesmo prédio em que os porteiros não deram água para o cahorro.) Eu disse que ajudaria também; levaria água e ração essa noite e sempre que pudesse. E entraram no prédio: o moço e o vira, feliz da vida, balançando o rabo!

(…)

À noite eu voltei lá com a Lilo; levando um potinho com ração e outro com água.

O virinha estava rodeado de crianças, brincando. Elas já tinham dado água e ração para ele. Adoraram eu ajudar. O virinha tomou água e comeu um pouco da ração que levei e as crianças guardaram o resto para amanhã. Ele já ganhou até uma bolinha e um nome: Manso.

As crianças planejam comprar uma casinha para ele, para protegê-lo da chuva e do frio. E fazer da praça a morada dele (tem um prédio aqui perto, em uma pracinha próxima a que eu estava, que adotou um cachorro: o Negão. Ele dorme em uma casinha na calçada, e passa o dia ao lado dos porteiros, recebendo afagos e ração dos moradores. Ele já foi até notícia na Folhinha esse ano.)

Disse a elas que seria bom, mas seria melhor ainda se ele conseguisse um dono, que pudesse cuidar sempre dele. Que seria bom que cada um divulgasse aos amigos. Com uma pequena tristeza, eles me responderam: “Ah é. Deixa ele só ficar mais forte que a gente fala para as pessoas dele.”

Despedi-me das crianças com um peso menor nos ombros. Despedi-me do Manso, com um afago e um “Dorme com Deus”.

(…)

Manso é de todos e não é de ninguém. Torço para que ele logo encontre um lar, onde possa se abrigar da chuva, do frio e dos maus-tratos. Enquanto isso não acontece, ajudarei no que for possível. Caso você queira, ou conheça alguém que queira adotar um cão simpaticíssimo, entre em contato por aqui ou pelo meu e-mail (mariliazafig@gmail.com).

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Este post foi escrito no sábado. Hoje, segunda, ele já merece um update: Manso continua lá na praça. E já ganhou vários cuidadores. Não sei como vai ser quando chover, pois não tem nada cobrindo a caminha de papelão… As crianças já juntaram R$60,00 para comprar a casinha dele. E a Lilo adora brincar com ele (não sem antes roubar um pouco de sua ração).

05.15.08

Quando um cão-guia pára uma calçada…

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , , às 0:08 de Marília

Hoje, voltando da clínica onde trabalho, passava pela Domingos de Moraes, avenida movimentada, quando uma coisa me chamou a atenção: uma menina cega sendo puxada por seu cão-guia_ um labrador preto lindo, feliz e cuidadoso, desviando das pessoas para que sua dona pudesse transitar tranquilamente.

Eu caminhava lado-a-lado dela e estávamos chegando à esquina quando o cachorro parou: havia um obstáculo impedindo a passagem por toda a calçada_ uma rede laranja obstruía a passagem, e, logo à frente, a calçada estava toda despedaçada, em obras!

O cachorro sem saber por onde ir e a moça dizendo a ele “Vai”.

Não sei que solução o cachorro encontraria (nem quando ou se encontraria); mas fui oferecer minha ajuda. Expliquei a ela como se encontrava a calçada e ofereci minha mão para guiar ela e o cachorro (que era um fofo e ganhou um cafuné meu!).

Levei-a até a esquina por uma passarela improvisada na rua com as tais redes laranjas e atravessamos a rua. Perguntei o nome do cachorro: Cadu. Ela já sabia qual caminho seguir e nos despedimos: “Tchau!”, “Tchau!”, “Tchau, Cadu!”, e ela riu.

Todas as pessoas que passavam por ela paravam na calçada para ver a cena. Todos se admirando do cachorro. Eu também fiquei olhando; despedindo-me do cachorro e vendo se ela precisaria de mais alguma ajuda.

De repente, ela virou a esquina e sumiu de vista! Um senhor do me lado explicitou a curiosidade geral: “Ah, eu queria ver como o cachorro faz pra atravessar a rua, mas ela virou!”.

Ela foi embora e eu fiquei pensando em todas as dificuldades que os deficientes (sejam visuais, auditivos, motores, e outros) encontram no seu dia-a-dia. Como é difícil atravessar uma rua, pegar um ônibus, subir um morro, andar pelas calçadas esburacadas… sem uma sinalização adequada que os oriente.

Também fiquei pensando nos cães-guias

O Projeto Cão-Guia de Cego teve início no Distrito Federal, em 2001. Em 2002, foi sancionada a lei n° 2.996, que regulamenta o acesso de cães-guia no Distrito Federal e garante o livre acesso não só do deficiente visual e físico com o cão-guia, mas também dos treinadores e famílias cuidadoras dos cães a qualquer estabelecimento e transporte público.

A escolha das raças caninas a serem utilizadas para a função de cão guia é bastante diferente dependendo do país. Mas, de maneira geral, as mais utilizadas são: Pastor Alemão, Golden Retriever e Retriever do Labrador, mas isso não quer dizer que apenas estas raças tenham aptidão para serem treinadas. Na Nova Zelândia, por exemplo, até mesmo os simpáticos vira-latas podem ser treinados para ser um cão-guia.

As principais qualidades que devem ser procuradas nos cães são: temperamento dócil e equilibrado, facilidade de adaptação a novas situações, tamanho, tipo de pelagem, inteligência e facilidade em aprender.

Após o nascimento, o candidato a cão-guia é observado até a 8ª semana de vida para verificação da saúde, temperamento e espírito de liderança. Se for aprovado, passa por um período de socialização e convivência com humanos que dura aproximadamente 1 ano, durante o qual será cuidado por uma família voluntária. Quando o cão atinge a idade de 1 ano, ele deve começar o treinamento específico para a função de cão-guia. Quando o trabalho do adestrador com o cão estiver pronto, é chegada a hora de promover a integração do cão com o cego.

Mas nem tudo são flores! Apesar do documento que garante o livre acesso a locais públicos e privados do cego e seu cão-guia, eles continuam sendo barrados pela ignorância e preconceito de alguns.

05.12.08

Uma pequena cidade grande

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , , às 21:34 de Marília

Em meus passeios diários com minha cachorra (que se chama Lilo) encontro com várias pessoas, que também estão passeando com seus cachorros.

Percebi que passei a receber, e também a dizer, mais cumprimentos como “Bom dia” e “Como vai?”, desde que comecei a passear com a Lilo. Teci, então, a teoria de que passear com o animal de estimação contribui para a convivência em sociedade.

Minha cachorra já é sociável por natureza: quer comunicar-se tanto com os outros cachorros quanto com seus donos, fato que acaba por me aproximar dos demais donos.

Munida de papel e caneta (mentira, as anotações foram todas feitas mentalmente), resolvi fazer uma pequena entrevista com os acompanhantes de cachorros que encontrava pelo caminho. Ao todo, foram nove os entrevistados. Responderam à seguinte pergunta: “Passear com seu cachorro aproximou-lhe das demais pessoas?”.

A resposta foi unânime: “Sim!” Mas não parou aí.

Uma senhora japonesa, dona de um poodle preto chamado Torá (um dos melhores amigos da Lilo) completou: “Moro aqui há quase vinte anos. Só há dois, quando adquiri o Torá, é que conheci essa praça, que fica atrás da minha casa.”.

Outra senhora, dona de um espevitado schnauzer, chamado Jack, completou: “Eu não conhecia o bairro! Só fui conhecê-lo depois do Jack!”.

O adestrador de um simpático labrador de nome Bug ressalta: “Quem gosta de cachorro cumprimenta, vem conversar. Quem não gosta, passa longe!”.

Eu mesma: moro aqui há pouco mais de três anos e meio e só após adotar a Lilo (há sete meses) é que fui conhecer a praça que fica atrás do meu prédio!

Outra constatação: sei o nome de todos os cachorros amigos da Lilo, mas se souber o nome de um dono é muito!

Dia desses, estava na padaria e fui abordada por uma moça: “Não trouxe sua ferinha hoje?” Ao que eu respondi que não, enquanto me perguntava de onde eu conhecia aquela mulher. Só quando cheguei em casa, me dei conta: ela é dona de um dos “amigos da Lilo”.

Meu bairro ficou com cara de cidade do interior, na qual todos se cumprimentam, todos se conhecem. E até se preocupam uns com os outros!

Há um mês, a dona de um beagle chamado Zeus me contou que tinha um cachorro perdido na praça e que ela achou que fosse a minha! Preocupada, descreveu a Lilo para um dos meninos que havia visto o tal cachorro, ao que o menino respondeu: “Não, tia, não é a Lilo não! Pode ficar tranqüila!”. :)

E, de repente, São Paulo ficou pequena, do tamanho de uma praça de bairro.

Este post faz parte do Blogueiro Repórter.

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Gostou do post? Vote nele aqui e leia as demais postagens aqui!

Os votos serão aceitos até o dia 18 de maio!

Participe!

04.27.08

Aviso aos navegantes!

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , às 22:41 de Marília

Eu já havia escrito isso, mas foi em um PS do post que inaugurou a coluna da Tia Fono… PS, pra mim, é coisa importante, caso contrário, não mereceria ser dita; mas admito que nem todos devam ler os PS da vida.

Voltando ao assunto, quero dizer que esse mês entrei para o mundo do FeedBurner.

(O Rodrigo já explicou tim-tim-por-tim-tim o que é esse tal de Feed nesse post aqui! Então, se quiser saber mais a fundo, leia lá.)

Em suma, através desse feed, dá pra eu ter uma idéia de quantas pessoas realmente lêem meu blog, ou melhor, quantas pessoas assinam meu blog (tipo assinatura de revista mesmo, manja?).

Então, caso vocês leiam meu blog e utilizem algum tipo de Reader (tipo Google Reader), peço que, por favor, atualizem meu endereço para esse aqui: http://feeds.feedburner.com/MaRoma. Ou cliquem no ícone da barra lateral, logo abaixo do selinho do blog!

Obrigada pela atenção!

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PS (olha ele aí de novo): Esse blog já atingiu mais de mil comentários!! Uhuuuu!! E isso, contando apenas os comentários a partir de 18 de janeiro de 2007, quando começou o blog no wordpress. (Quando tiver muito tempo de sobra, eu conto os anteriores a essa data - ou não -; pois como eram da UOL, eu tive que colar os comentários abaixo dos posts, então terei que contar uma um se quiser saber os números exatos). E quem fez o milésimo comentário foi a Márci, no post do Dia Mundial da Voz!! Espero continuar por aqui por muito tempo, e com a maravilhosa companhia de todos vocês! Beijos! ;)

04.16.08

Dia Mundial da Voz

Enviado em Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério tagged , , às 0:01 de Marília

Hoje, dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz. Evento originalmente brasileiro (1999), espalhou-se pelo mundo a partir de 2003.

Com a instituição de um dia fixo para debates em torno do tema, espera-se promover maior conscientização da população a respeito da importância da voz humana.

O uso da voz é importantíssimo seja no trabalho, na escola ou nas interações sociais. Mesmo assim muita gente abusa da voz fumando, gritando, bebendo ou usando a voz profissionalmente sem treinamento ou técnica.

O objetivo central da Campanha da Voz é informar e prevenir a população sobre hábitos incorretos no uso das cordas vocais que podem resultar em doenças como a laringite, o nódulo, a leucoplasia, os cistos e o câncer de laringe - a mais grave entre todas.

Médicos orientam que deve ser feito um exame de laringe sempre que a garganta apresentar sinais de irritação ou cansaço por tempo prolongado.

Com vocês, um recado do Locutor número 1 do Brasil, Ferreira Martins, sobre a Semana da Voz.

O site da Academia Brasileira de Laringologia e Voz traz mais informações sobre a voz e sobre a campanha:

(Parte da Coluna Fala, tia Fono!)

04.15.08

Fala, tia Fono!

Enviado em Bate-Papo, Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério tagged , , às 11:36 de Marília

Para quem não sabe, sou Fonoaudióloga. Formada há pouco mais de um ano. Adoro a profissão que abracei. Mas percebo que pouquíssimas pessoas conhecem o vasto campo de atuação de um fonoaudiólogo.

A Fonoaudiologia é uma profissão relativamente jovem, quando comparada com as demais profissões da área da saúde. A primeira faculdade de Fono no mundo foi criada em 1900 na Hungria. No Brasil, o ensino começou na década de 60, com a criação do curso na USP e na PUC; mas o reconhecimento de profissão só veio na década de 70. Foi na lei número 6965, de 9 de dezembro de 1981, que o então presidente João Figueiredo regulamentou a profissão.

E a profissão tem crescido; não só em número de profissionais mas em áreas de atuação. O fonoaudiólogo pode atuar em unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, home care, domicílios, asilos e casas de saúde, creches e berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e associações.

E o que o fono faz nesses lugares? Ele é responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Hein? Não entendeu lhufas? Fique tranqüilo! Está inaugurado o mais novo espaço fonoaudiológico da blogosfera: Fala, Tia Fono! Ainda não defini qual a periodicidade da coluna (e, como não gosto de obrigações, provavelmente não definirei), mas o objetivo é claro: divulgar o trabalho do fonoaudiólogo e contribuir para o esclarecimento de muitas dúvidas que vocês, leitores, possam ter.

Para isso, comente, participe, colabore com dúvidas e sugestões. Você pode participar diretamente aqui, nos comentários, ou me mandando um email (mariliazafig@gmail.com).

Em tempo: em fevereiro, publiquei esse post, que fala sobre a relação entre os fones de ouvido e a surdez!

Abraços!

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PS: Acabei de entrar para o mundo do feedBurner! Por favor, atualizem seus readers clicando aqui ou no ícone da barra lateral! Obrigada!

04.06.08

Interney Shop

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério às 20:32 de Marília

Não tão empolgada quanto o Cardoso, mas disposta a percorrer novos caminhos, monetariamente falando (visto que a vaca já foi para o brejo faz tempo e não dá mostras de querer sair de lá tão cedo), me cadastrei no Programa de Afiliados do Interney (e, de quebra, virei aluna da Escolinha do Cardoso, risos).

Segue um pequeno trecho do post do Cardoso:
“(…) fiquei MUITO animado quando o Edney lançou seu programa de afiliados, onde a gente ganha um percentual DECENTE (15%) sobre cada venda efetuada na loja online. (…) É possível usar banners de vários formatos, imagens, links diretos, o que mais se adequar a seu site.(…) A Rede de Afiliados do Interney além de tudo tem um programa de marketing multinível. Você fatura em 3 níveis de indicação. Funciona assim: Eu indiquei você, você se cadastrou. O Edney, aquele santo, vai me pagar uma comissão de 5% sobre tudo que você vender. Aí você indicou o serviço pra o Mário (vai, pergunta). Você fatura 5% de tudo que o Mário vender, e EU faturo 3% do Mário. Se o Mário indicar o serviço para o Locha, eu ganho 2% das vendas do Locha, o Mário ganha 5% e você ganha 3%. Depois disso, para quem o Locha der a dica, eu não ganho mais, abrindo espaço para outros franquiados.(…)”

Se já sou uma novata no mundo de gente grande, o que dirá no mundo de vendas virtuais. Mas, como não tenho nada a perder (até porquê, ao me filiar eu não tenho que pagar nenhum tipo de mensalidade ou anuidade, nem desembolsar nada de nada)_ tudo o que preciso fazer é continuar escrevendo no meu blog e, de vez em quando, colocar uns links anunciando produtos_ me filiei rapidinho!

Os resultados dessa brincadeira podem ser dois: ou ficar no zero a zero (você não clicar nos meus links e eu não vender nadiquinha, o que não me gera multas nem nada do gênero) ou eu ficar com o saldo pra lá de positivo!!

Por que você não entra nessa também? Ou vai me dizer que tá chovendo dinheiro na sua horta e você nem precisa de mais algum? Clique aqui e filie-se você também!

03.25.08

Renascimento

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério às 15:44 de Marília

Ok, a Páscoa já passou. Mas justamente por já ter passado é que quero falar sobre.

A despeito de piadas ótimas sobre a confusão criada pela mistura entre símbolos pagãos e cristãos, fato é que, para mim, a Páscoa não tem todo esse significado, esse peso religioso.

Provavelmente isso se deva ao fato de eu não me considerar católica (nem de nenhuma outra religião). Embora batizada, “primeira-comunhonada” e crismada, não me encontrei no catolicismo. Talvez por grande parte da minha família ser espírita, talvez por parte da minha família não seguir religião nenhuma. Talvez pelo fato de eu achar que o catolicismo impõe regras demais, que nem o próprio Jesus impôs.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março.

Na Idade Média, os antigos povos pagãos europeus, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther. Ostera é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade (você já deve ter ouvido a frase “fulana tem filhos igual a um coelho”), pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres. Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar; a data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo “o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal” (outono, para nós do hemisfério sul).

A festa da Páscoa passou a ser uma festa católica após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu.

Para os judeus, a festa da Páscoa é a mais importante de seu calendário, pois o povo celebra o fato histórico de sua libertação da escravidão do Egito, cujo protagonista principal desse evento foi Moisés no comando de seu povo pelo mar vermelho e deserto do Sinai.

Os espíritas não celebram a Páscoa (o que não impede que seus adeptos participem dos demais festejos cristãos e nem invalida a festa da Páscoa). Para o espiritismo, a Páscoa judaica representa a libertação da ignorância e das mazelas para o conhecimento e comportamento ético; enquanto a Páscoa católica representa a vitória da vida sobre a morte. O momento serve para uma reforma íntima: abandonar o velho que há dentro de cada um, para renascer um homem novo, e fazer uma pausa para reflexão acerca da moral de Jesus e do amor aos semelhantes.

Os muçulmanos também não celebram a Páscoa. Para eles, a data pode ter um efeito de renovação da fé.

Nas religiões afro-brasileiras, predomina o agradecimento à existência e a Jesus que, segundo eles, expulsou todos os espíritos ruins para nos salvar.

Dentro dos templos budistas, não há nenhuma manifestação em louvor à Páscoa. Todas as celebrações budistas têm base nos ensinamentos de Buda, com a crença de que se deve valorizar a vida sem fanatismo e materialismo. Por isso, não há nenhuma determinação imposta aos seus seguidores.

E eu encontro um pouco de mim dentro de cada religião (ou seria um pouco de cada religião dentro de mim?). Talvez me identificando mais com as filosofias espírita e budista. Acho que me identifico mais com essas duas porque consigo encará-las como filosofias, não como uma religião cheia de regras.

Não preciso e nem quero me “filiar” a nenhuma religião. Para mim, basta seguir o ensinamento básico e comum a todas as religiões e teorias religiosas: “amar aos outros como a você mesmo; não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você”.

Ultimamente, tenho percebido que esse ensinamento (aliado a outras correntes filosóficas como as que falam sobre o poder da mente) tem me feito acreditar muito no Homem e quase esquecer que existe algo maior no Universo; uma força maior, uma energia boa que está em todos os lugares (esse é o meu Deus).

E senti que não posso me afastar tanto desse Ser. Senti que quero ler mais sobre filosofias religiosas. Conhecer mais. Essa Páscoa fez crescer em mim o desejo de renascimento.

Quer conhecer um pouco mais também? Clique nos links e leia mais em outros lugares. Nunca deixe sua vontade de saber ficar saciada! Quer me dar dicas de leituras? Sou toda ouvidos!

Sobre a Páscoa:
http://www.culturabrasil.org/pascoa.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
http://www.armazemdesonhos.com.br/CantinhoEspirita/mensagens/visaoespiritapascoa.htm
http://www.simplescidade.philips.com.br/rio-janeiro/

Sobre o Budismo:
http://www.vertex.com.br/USERS/san/artigos.htm
http://www.iej.uem.br/honen99_00.html

Sobre o Espiritismo:
http://www.nossolar.org.br/index.php
http://jc.uol.com.br/2007/03/20/not_134961.php

03.17.08

Lingerie cor-de-rosa…

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério às 11:18 de Marília

O trânsito de São Paulo tem batido recordes nesses últimos dias…

E todos falam em possíveis soluções futuras (e necessárias), como melhorar o transporte coletivo (investindo na ampliação das linhas do Metrô e em novos ônibus)…

Mas penso que se não mudarmos nossa forma capitalista e egoísta de ver o mundo, nenhuma solução vai funcionar!

Pense bem: como se comportam as famílias mais abastadas (classe média alta e classe alta) hoje em dia? Não basta um carro por família; o homem da casa tem seu carro pra ir trabalhar, logo, nada mais justo que a mulher da casa tenha o seu também, ora bolas!! Como não?! Essa história de um dar carona ao outro, ou um pegar metrô numa semana e revezarem os dias de quem fica com o carro, é uma tremenda babaquice! Legal mesmo é cada um ter seu próprio carro e curtir o seu conforto em duas horas de congestionamento.

Os filhos crescem e o que os pais fazem? Compram um carro para presenteá-los! Afinal, quem passa em faculdade merece ganhar seu carrinho, como não? E, enquanto isso, a fila de carros parados no trânsito engorda a cada dia mais.

Somos um povo muito egoísta! O trabalho de seu vizinho é perto do seu? Que tal vocês conversarem e irem juntos para o serviço, a cada semana no carro de um? “Ah, não, vai dar muito trabalho! Vou ter que acordar meia hora mais cedo…” Então vão cada um no seu carro e fiquem duas horas parados! O que é muito mais divertido!

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Tenho pra mim que não haverá melhoria suficiente capaz de mudar a mentalidade desse povo! Primeiro, tem que haver uma conscientização… Fico besta de ver o quanto é difícil as pessoas se conscientizarem das coisas! A mídia toda está falando sobre aquecimento global, poluição e o-diabo-a-quatro e o que mais vejo é gente jogando lixo no chão, na rua mesmo!

(Brasileiro tem uma empáfia de achar que nada vai acontecer a ele -só ao vizinho- e uma capacidade de imobilidade que me irritam! Por brasileiros entendam: cidadãos nascidos ou que moram no Brasil. Se você é brasileiro mas não se enquadra com o pensamento e atitude da maioria, ótimo; mas saiba que só será merecedor de “parabéns” se conseguir transformar a mentalidade de ao menos um conhecido.)

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Não tenho a menor vontade de ter um carro. Sou casada e a família já tem seu carro (uma belezinha de Palio, cheirando a novo). Também temos uma moto (pelo prazer e pela economia). O trabalho do maridóvisky é longe de casa: então ele vai quase sempre trabalhar de moto (só quando a chuva aperta muitão, ele usa o carro). Eu vou para a faculdade (onde faço mestrado) a pé, pois a distância não chega a dois quilômetros. Quando tenho que ir pra clínica em que trabalho (ou para outro lugar qualquer) geralmente vou de ônibus ou de metrô ou, quando dá, pego carona com o marido. E nos finais de semana, quando saímos em turma, damos carona aos amigos (leia-se Fefa e Trotta, que são ótimas companhias!).

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(Se um dia eu tiver grana sobrando, pra poder gastar com manutenção, vou ter um fusquinha. Vermelho. De interior bege claro. Um mimo! Vou deixar um batom vermelho no porta-luvas do carro (à disposição para quando eu precisar retocar a maquiagem) e vou usar lingerie cor-de-rosa _ adoro esse filme!! E aí, vou levar meu maridóvisky pra passear no fusquinha, altamente in love.)

Este post participa da Blogagem Inédita.

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