Arquivos | Leituras RSS feed for this section

Mais leituras…

30 ago

Esse ano têm sido bem produtivo no quesito leituras… acho que por estar na etapa final do mestrado voltei a ler mais livros “normais”, vamos dizer assim, e não só artigos científicos e livros técnicos.

Bem, por influência do marido que adorou essa série, li os cinco livros da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.  Os livros contam as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect (um E.T. disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário). A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena.  Douglas Adams cria vários mundos bizarros e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos e de nós mesmos. É um livro bem diferente, divertido e interessante. Mas não fica na minha lista de TopTop.

Depois li o primeiro dos treze livros da série Desventuras em Série, Mau Começo, escrita por Lemony Snicket (heterônimo de Daniel Handler) que narra a história de três crianças recém-órfãs que sofrem terríveis incidentes e vão se encontrando com pessoas desagradáveis que querem capturá-las para roubar a herança deixada por seus pais. A série narra a vida dos três irmãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny, desde o momento em que as crianças são avisadas que seus pais faleceram em um terrível incêndio que ocorreu em sua mansão, destruindo-a. Em cada livro as crianças são levadas a tutores excêntricos e são perseguidos por Conde Olaf que quer tirar deles a herança. A narrativa é envolvente, a história é bem legal, assim como o filme baseado na série. Fazendo uma pesquisa na net pra publicar aqui no blog, descobri que a série inteira pode ser baixada aqui: http://nobrasil.org/desventuras-em-serie/ . Mal posso esperar pra ler os outros!

Depois li O Poderoso Chefão (1969), de Mario Puzo. Don Vito, o Padrinho,  é, essencialmente, um homem justo. Nada recusa aos seus afilhados – conselho, dinheiro, vingança e até mesmo a morte de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. O livro é muito bem escrito, prende a atenção do início ao fim! Percebi que o filme é bem fiel, até certo ponto ao livro. Recomendo! Pesquisando na internet, vi que foram lançados duas continuações: ”A Volta do Poderoso Chefão” (2004) e “A Vingança do Poderoso Chefão” (2006), ambas escritas por Mark Winegardner. E que em 2012 será lançado o livro “The Family Corleone”, escrito por Ed Falco, ambientando em Nova York, nos anos 30, e baseado em um roteiro de Puzo não produzido.

Em tempo: foi lançado o novo livro de Eduardo Spohr, Filhos do Eden. Ainda não li, mas está na lista! ;)

Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

A Sombra do Vento

6 abr

Há tempos nenhum livro me empolgava tanto! Desde A Batalha do Apocalipse, que tem uma história excepcional, não havia me deparado com nenhuma outra grande história, daquelas de prender o fôlego!

Pois A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, merece meus aplausos! Ao término da primeira página já exclamei pra mim mesma “Uau! E isso é só o começo? Imagina o resto!!” Lia a todo o tempo livre: no metrô, no trabalho, em casa… Não conseguia parar de ler quando faltava umas 150 páginas para o fim e o remédio foi terminar de ler o livro madrugada adentro!

O livro começa com o Sr. Sempere levando seu filho de quase onze anos, Daniel Sempere, ao Cemitérios dos Livros Esquecidos. Ele havia acordado em uma madrugada de 1945 assustado: não se lembrava mais do rosto da mãe, que havia morrido anos antes. Decidido, o Sr. Sempere leva Daniel ao Cemitério do Livros Esquecidos, um lugar escondido nas ruas de Barcelona, no qual existe uma infinidade de livros. Livros que os guardiões, como o Sr. Sempere, levam pra lá quando uma livraria fecha, ou quando um livro é simplesmente esquecido. Cada livro tem uma alma, segundo Sempere: a alma de quem o escreveu e as almas dos que o leram; sempre acontece assim: a cada leitor, o espírito do livro cresce e a pessoa se fortalece! E os livros esquecidos ficam ali, esperando cair nas mãos de um novo leitor.

Pela tradição, Daniel, que está visitando o lugar pela primeira vez, pode escolher um livro para si. Daniel então perambula por entre os labirintos de estantes e pára em frente a um “A Sombra do Vento”, de Julian Carax. Tem a impressão de que o livro estava ali o tempo todo esperando por esse momento, esperando por ele. Ao chegar em casa, Daniel não dorme enquanto não termina de ler o livro: o romance relatava a história de um homem que parte à procura de seu verdadeiro pai, cuja existência só descobrira quando a mãe disse suas últimas palavras em seu leito de morte.

Daniel gostou tanto da narrativa que indagou a seu pai, dono de uma livraria, quais os outros livros de Julian Carax. O pai olhou o livro, surpreso: nunca tinha ouvido falar do autor.

Partindo em busca do desconhecido autor, Daniel ouviu rumores de um sujeito estranho que comprava todos os livros do autor para queimá-los.

Ao olhar por uma janela de sua casa, Daniel observou um estranho sujeito na rua: vestia uma roupa escura e fumava tranquilamente. Seus olhos pareciam refletir as brasas do cigarro. O sujeito acenou para Daniel e partiu. Sentindo que o ar lhe faltava, Daniel lembrou-se de uma figura exatamente assim descrita no livro.

Dias depois, em uma fria noite, o mesmo sujeito, entre sombras, o abordou. Queria comprar o livro de Julian Carax, dizendo percorrer o mundo atrás dos exemplares do autor para queimá-los. Sentindo-se ameaçado, Daniel desconversou e o sujeito disse que estaria à espera.

E, assim, um Daniel obcecado parte à procura de detalhes sobre a vida de Julian Carax, envolvendo-se em histórias obscuras do passado enquanto os anos passam e ele próprio vê-se em apuros com o presente. Descobre que o mistério em torno de Carax tem relação com um romance dele em sua adolescência. Enquanto isso, nosso protagonista também se vê às voltas de viver um grande amor. As histórias se entrelaçam de forma a tirar o fôlego! E o perigo realmente mora ao lado.

Recomendadíssimo!

Leituras

28 mar

Estamos em final de março e consegui ler 3 livros até agora. Eles merecem um pouco da sua atenção.

O primeiro foi Olga, de Fernando Morais. Conta a história da vida de Olga Benário Prestes, judia e companheira de Luís Carlos Prestes, durante sua luta no comunismo. O autor fez uma vasta pesquisa para compor esse livro, tão cruelmente rico em detalhes. Uma história de luta e sofrimento que aconteceu em nosso passado recente.

O segundo foi Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert. Um livro em que a autora conta sua própria história de auto conhecimento. Na Itália, passa 4 meses curtindo a vida e comendo massa. Na Índia, passa 4 meses meditando e passa por um processo de descoberta e cura maravilhoso. Na Indonésia, continua meditando, e se dá a oportunidade de viver uma paixão. Não é uma leitura tão empolgante, mas vale pelo roteiro italiano que você pode seguir um dia e pelo roteiro de meditação, que você também pode seguir um dia.

O terceiro foi De Bagdá, com muito amor, do Tenente-coronel Jay Kopelman e de Melinda Roth. Ganhei esse livro da Fefa e do marido, que sabem que adoro histórias com cachorros. Esse livro conta a história de uma vira-lata iraquiano que foi adotado pour um grupo de fuzileiros e recebeu o nome de Lava. Conta de como Lava trouxe mais humanidade em meio a toda a guerra e da luta pra tirá-lo do país. Empolgante e de fácil leitura.

Achei engraçado que todos os três são histórias reais. Gosto bastante de ler livros e ver filmes nesse estilo.

Saramago

18 jun

“Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo.”

Ainda esta semana pensei “Estou devendo um post sobre os livros de Saramago que tenho lido”. Li o primeiro livro de Saramago ano passado. Comecei com As Intermitências da Morte, segui com Ensaio sobre a Lucidez, depois com Ensaio sobre a Cegueira, Evangelho Segundo Jesus Cristo, que terminei essa semana, e vou começar a ler Caim. Em outro momento colocarei minhas impresões e sentimentos ao ler os livros.

Me apaixonei pelo jeito dele de escrever: escrita corrida, quase sem postuação e parágrafos. E também pelas suas idéias e pela coragem de expô-las. Crítico, ora direto ora sarcástico.

Ainda essa semana estava lendo seu blog, Outros Cadernos de Saramago.

Nasceu em 1922, em Portugal, não chegou a concluir o segundo grau por dificuldades financeiras. De serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista… a escritor ganhador do prêmio Nobel em 1998. Morava nas Ilhas Canárias com sua esposa, desde que seu livro O Evangelho sobre Jesus Cristo foi retirado da lista de concorrentes ao Prêmio Literário Europeu pelo então subsecretário da cultura, em 1993; fato que fez com que ele deixasse Portugal. Morreu hoje, aos 87 anos, de “falência múltipla de órgãos, após prolongada doença (leucemia)”.

Acho que todos nós perdemos muito com sua morte: a ausência de uma mente aguçada e desafiadora, que nos fazia pensar, refletir.

“Tenho uma mentalidade cristã. Os valores dele [do cristianismo] estão em mim empapados. Eu só penso em Deus para criticá-lo, para tentar mostrar o absurdo duma crença que não resolve os nossos problemas, que promete para não se sabe quando.  Ou felicidade eterna, ou castigo eterno: este é outro absurdo. Que crime podemos nós cometer, ou faltas, para que sejamos castigados por toda eternidade no inferno? Isso é absurdo! Nenhum deus inventaria isso, é preciso uma cabeça humana para inventar todas essas coisas.”

Leia outras frases de Saramago aqui.

Leia uma de suas últimas entrevistas aqui.

Leituras recentes

3 mar

Do Natal para cá consegui ler apenas 4 livros, ao menos, todos valeram a pena! Recomendo!

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry – meu livro de cabeceira de ontem, hoje e amanhã! Acho ótimo relê-lo! Já falei um pouco sobre ele aqui.

Os Contos de Beedle, o Bardo, de J. K. Rowling – um interessante livro da autora de Harry Potter. Aqui, ela mostra a nós, “trouxas”, os contos-de-fada que os pais bruxos contam a seus filhos. Para quem não se lembra (ou não sabe), este livro de contos é citado em Harry Potter.

As Intermitências da Morte, de José Saramago – há muito era curiosa por ler Saramago, mas nunca tive a oportunidade. Assistir ao filme Ensaio sobre a Cegueira só atiçou a vontade. Graças a um amigo, que tem algumas de suas obras, tal desejo será realizado aos poucos. Comecei com As Intermitências da Morte, escrito em português de Portugal_ uma ou outra palavra precisaram ser decifradas. Gostei da história e de seu jeito peculiar de escrever: praticamente um texto corrido, com vírgulas intercalando diálogos e devaneios.

Meias Vermelhas & Histórias Inteiras, de Marcos Donizetti (Doni) – Desde que ouço falar do livro tenho vontade de lê-lo. Consegui agora, graças ao empréstimo do Trotta. Escrita rápida e sagaz. Em alguns contos, fiquei com a sensação de “quero mais”; adoraria ver o desenlace de Meias Vermelhas e Abandono. Divertidos, trágicos, românticos… tem contos pra todos os gostos!

Um exemplar

30 set

Conheci a Fal em 2007, num jantar árabe delicioso promovido pelas “Falmigas”, dentre elas, minha amiga blogueira (oba!) Cláudia Lyra.
A partir de então, comecei a acompanhar seu blog_ apesar de comentar pouco…
Me senti muito feliz ao receber, em casa, um convite para o lançamento do Livro “Minúsculos Assassinatos e  Alguns Copos de Leite”_ chiquérrimo!


E lá fui eu: de marido envergonhado a tira-colo e tudo!
O Café Fazenda estava lotado e a fila pra cumprimentá-la, maior ainda! Mas, esperei, me apresentei, contei de quando comecei a “persegui-la”, contei que adorei receber o convite em casa e adorei quando ela disse “Ah, você é a Marília?”
Saí de lá contente, apesar de estar sem um exemplar do livro (também fiquei babando nos marcadores!)_ mas money que é good nós não have!

Escrevo essas poucas linhas hoje na tentativa de ganhar um exemplar e conhecer a Fal um pouco mais! A Lúcia Freitas lançou essa promoção no seu blog e cá estou eu, aguardando o resultado.

E, já que estamos em ritmo de campanha eleitoral, prometo que, se ganhar (e após ler o livro, obviamente), colocar aqui minhas impressões sobre ele. :D

A Batalha do Apocalipse

2 jun

Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo.

UPDATE (JULHO/2010): O LIVRO ACABA DE SER LANÇADO PELA EDITORA RECORD E ESTÁ À VENDA NAS MELHORES LIVRARIAS DO PAÍS!

UPDATE: A BATALHA DO APOCALIPSE EM PRÉ-VENDA!

UPDATE AGOSTO/2011: NOVO LIVRO DE EDUARDO SPOHR EM PRÉ-VENDA, FILHOS DO HÉDEN!

O Rodrigo comprou esse livro, de autoria de Eduardo Spohr, na Nerdstore, do Jovem Nerd.

Ele havia ficado interessadíssimo no livro apenas em ouvir um dos podcasts do blog, no qual eles comentam sobre a história do mesmo.

O livro chegou em casa e eu comecei a lê-lo antes do Rodrigo, por um motivo nada nobre: quando saí de casa, esqueci de levar a minha chave da porta. Como saí junto com o Rodrigo, e ele trancou a porta com a chave dele, nem me toquei. Resultado: fiquei sentada no hall de entrada do prédio, lendo o livro que acabara de me ser entregue pelo porteiro.

O livro já começa bem interessante. A narrativa é envolvente e leva você a sempre querer saber mais sobre o próximo capítulo (não li de uma vez, afinal, são 500 páginas e eu, infelizmente, não tenho o tempo todo livre). Mas o livro me acompanhava a todos os lugares (tive que disputar com o Rodrigo no início, mas depois, devido ao trabalho, ele parou de ler e ele ficou todo só pra mim!).

O livro trata da batalha do Apocalipse, de uma forma inusitada.

É sabido de todos (ou quase todos) que, segundo a Bíblia, Deus construiu o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Pois bem. No livro, os dias são metafóricos; na verdade, cada dia dura milhares e milhares de anos (o que cruza um pouco com a teoria de evolução estudada nas aulas de biologia). E o sétimo dia de descanso iniciou assim que Adão e Eva foram criados e só terminará no Apocalipse! Ou seja, Deus está dormindo enquanto nós estamos aqui, curtindo e sofrendo as conseqüências de nosso livre arbítrio.

Antes de cair no sono, Deus deixou com os Arcanjos (são eles cinco irmãos: Miguel, Gabriel, Uziel, Rafael e Lúcifer) a tarefa de administrar o mundo durante sua soneca.

Com inveja dos humanos (meros bonecos de barro), alguns dos arcanjos queriam exterminar a raça humana a todo custo (daí vieram o dilúvio e a destruição de Sodoma e Gomorra). Miguel era o chefão dos arcanjos e ordenava tais desastres. Mas um grupo de anjos, descontente com essa tirania, se rebelou. Cometeram o erro de confiar a Lúcifer (que também parecia descontente) os planos da rebelião. Lúcifer os delatou, o que deu início a uma batalha no céu. Esses anjos, os Renegados, foram expulsos do Paraíso e condenados a viver na Haled (aqui, onde vivemos eu e você). Pouco tempo depois, Lúcifer e outros anjos que resolveram segui-lo, também se rebelaram contra Miguel; ao perderem, foram também expulsos do Paraíso e confinados ao Sheol (inferno, se preferir).

Os anjos renegados foram caçados e exterminados um a um, por ordem do arcanjo tirano. Apenas um sobreviveu: Ablon, o líder da revolução.

Após milhares de anos, passando por Babilônia, Império Romano, China, e outros lugares, Ablon estava no Rio de Janeiro quando o Apocalipse (o dia do despertar do Altíssimo) finalmente se aproximou!

Lúcifer, a Estrela da Manhã, convida Ablon para unir-se às suas legiões na batalha do Armagedon, a guerra que decidirá o destino do mundo!

Se ele aceitou ou não, você terá que ler para descobrir. Mas antes de chegar nesse ponto do livro, há várias outras histórias muito bem escritas e bem contextualizadas.

O livro não foi lançado por nenhuma editora, e está a venda apenas na Nerdstore.

Não, eu não ganhei nada com isso! Mas adorei o livro e resolvi compartilhar com vocês!

Quer saber mais? Entre aqui!

A menina que roubava livros

30 jan

Ganhei o livro da Fefa e do Trotta, de aniversário.

É um livro muito gostoso de ler… no qual a Morte nos conta a história de Liesel Meminger (ao que parece, mãe ou amiga da mãe de Markus Zusak, autor do livro).

A menina que roubava livros

Uma Morte extremamente simpática e apaixonada pelas cores; em especial, pelas cores do céu nos momentos e que leva as almas.

A história se passa durante a Segunda Grande Guerra, na Alemanha…

Acompanhamos a trajetória da vida de Liesel, não linearmente, nem por inteiro; apenas os acontecimentos mais marcantes dessa roubadora de livros e sacudidora de palavras. Dela e de seus principais “contracenantes”: seu irmão Weber; seu pai adotivo de olhos prateados, Hans Hubermann, que lhe ensinou a ler e tocava acordeão como ninguém; sua mãe adotiva, Rosa, de boca de papelão, que chamava a todos, carinhosamente de saumensch e saukerl; seu melhor amigo, Rudy Steiner, de cabelos cor de limões, que queria ser Jesse Owens e também queria um beijo; sua amiga e incentivadora de leitura, a mulher do prefeito de Molching, Ilsa Hermann; e Max Vandenburg, o judeu do porão, com toda a sua história.

Os demais moradores da Rua Himmel são também descritos… todos a seu tempo.

O livro vale a pena, demais! Ainda lerei-o várias e várias vezes ao longo de minha vida, a não ser, é claro, que a Morte resolva me buscar antes. Caso ela queira me dar um tempo, pretendo voltar a falar sobre esse livro aqui_ não sei quando, não tenho pressa_ e colocar as frases e trechos que mais me marcaram.

A sensação que me fica na alma, ao terminar de lê-lo, condiz com a frase final, proferida pela Morte: “Os seres humanos me assombram”. A mim também.

Marley & Eu

18 ago

“John e Jenny haviam acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa e nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse “dom” no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado – afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; só depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas “preces” não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma.
Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos, e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram – Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora.
Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Da mesma forma que ele recusava alegremente qualquer limite ao seu comportamento, seu amor e lealdade também eram ilimitados. Marley repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Ele estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Marley “fechou” uma praia pública e conseguiu arranjar um papel num filme de longa-metragem, sempre conquistando corações ao mesmo tempo em que bagunçava a vida de todo mundo. Por todo esse tempo, ele continuou firme, um modelo de devoção, mesmo quando sua família estava quase enlouquecendo. Eles aprenderam que o amor incondicional pode vir de várias maneiras.”

Li o livro todo (sim, devorei as trezentas e poucas páginas) sexta-feira passada (dia 10). Comecei me divertindo com a sinopse (descrita acima). Primeiro, com o fato de eu também ter matado um cacto e uma orquídea afogados e ter deixado uma samambaia na secura (a segunda já está a caminho do beleléu). Segundo, por ter usado o mesmo argumento com o Rô: precisamos ter um cachorro antes de ter babys, para nos acostumarmos a cuidar de outro ser. Mas a idéia ainda não colou, e ainda não temos um bichinho… AINDA! E terceiro, com a descrição das travessuras e demonstrações de companheirismo do dog… e, é claro, pensei nas minhas quatro salsichinhas, que estão na casa do meu pai, em Poços.

O livro é escrito de forma divertidíssima! Por vários momentos ri sozinha das situações provocadas por Marley… Também me encantei pela sua docura e lealdade… E chorei, também, é óbvio! Pensei em quando as minhas cadelinhas se forem… nossa, vou me debulhar em lágrimas! Nem gosto de pensar nisso…

Isso me levou a pensar em quando meu pai se for… putz! E isso me fez sentir sozinha no mundo… sem mãe, sem vó-mãe e sem pai-mãe! Ai, mas não vamos sofrer por antecipação… e não vamos dramatizar tudo! E, além do mais, tenho meu gatinho comigo, né gatinho? Que quando mais preciso me vem com um agrado em forma de torta de limão e café. ;)

As pessoas que gostamos poderiam viver pra sempre a nosso lado, não? (Suspiro!)

Mas, voltando do devaneio, quero dizer que vale a pena ler o livro! Recomendo!

Coisas de Gente Grande

20 mar

Trechos extraídos do livro “O Pequeno Príncipe“.

pequeno principe

Capítulo VII

“- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”

Capítulo XX

“Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande…” E, deitado na relva, ele chorou. “

Capítulo XXI

“- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… “

“- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! “

“- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…”

Capítulo XXVI

“- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir! “

——————————————–

O Pequeno Príncipe é um livro fantástico! Assim como o filme. Com sua linguagem quase pueril, fala das pessoas que batem no peito, com orgulho de ser “gente grande”. Têm orgulho em possuir bens (estrelas), são adoradores do dinheiro, mesquinhos, confusos, gananciosos… e se esquecem da simplicidade, da leveza da vida.

Personagens como o Rei (que era o único habitante de seu planeta e gostava de acreditar que tudo lhe obedecia), o Vaidoso (que acreditava que todos o admiravam), o Homem de Negócios (que acreditava possuir todas as estrelas do céu), o Acendedor de Lampiões (que seguia o regulamento sem compreendê-lo), o Geógrafo (que apenas debruçava-se sobre livros, mas nem sequer conhecia seu planeta), a Serpente (maliciosa), a Raposa (desconfiada) e o Aviador (Gente Grande), além de outros que o principezinho encontra na sua viagem, refletem o interior do homem, quase que de forma caricatural.

A quem não leu: leia! A quem não assistiu: assista! E reflita! Vale muito a pena!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.