04.16.08

Dia Mundial da Voz

Enviado em Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério tagged , , às 0:01 de Marília

Hoje, dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz. Evento originalmente brasileiro (1999), espalhou-se pelo mundo a partir de 2003.

Com a instituição de um dia fixo para debates em torno do tema, espera-se promover maior conscientização da população a respeito da importância da voz humana.

O uso da voz é importantíssimo seja no trabalho, na escola ou nas interações sociais. Mesmo assim muita gente abusa da voz fumando, gritando, bebendo ou usando a voz profissionalmente sem treinamento ou técnica.

O objetivo central da Campanha da Voz é informar e prevenir a população sobre hábitos incorretos no uso das cordas vocais que podem resultar em doenças como a laringite, o nódulo, a leucoplasia, os cistos e o câncer de laringe - a mais grave entre todas.

Médicos orientam que deve ser feito um exame de laringe sempre que a garganta apresentar sinais de irritação ou cansaço por tempo prolongado.

Com vocês, um recado do Locutor número 1 do Brasil, Ferreira Martins, sobre a Semana da Voz.

O site da Academia Brasileira de Laringologia e Voz traz mais informações sobre a voz e sobre a campanha:

(Parte da Coluna Fala, tia Fono!)

04.15.08

Fala, tia Fono!

Enviado em Bate-Papo, Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério tagged , , às 11:36 de Marília

Para quem não sabe, sou Fonoaudióloga. Formada há pouco mais de um ano. Adoro a profissão que abracei. Mas percebo que pouquíssimas pessoas conhecem o vasto campo de atuação de um fonoaudiólogo.

A Fonoaudiologia é uma profissão relativamente jovem, quando comparada com as demais profissões da área da saúde. A primeira faculdade de Fono no mundo foi criada em 1900 na Hungria. No Brasil, o ensino começou na década de 60, com a criação do curso na USP e na PUC; mas o reconhecimento de profissão só veio na década de 70. Foi na lei número 6965, de 9 de dezembro de 1981, que o então presidente João Figueiredo regulamentou a profissão.

E a profissão tem crescido; não só em número de profissionais mas em áreas de atuação. O fonoaudiólogo pode atuar em unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, home care, domicílios, asilos e casas de saúde, creches e berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e associações.

E o que o fono faz nesses lugares? Ele é responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Hein? Não entendeu lhufas? Fique tranqüilo! Está inaugurado o mais novo espaço fonoaudiológico da blogosfera: Fala, Tia Fono! Ainda não defini qual a periodicidade da coluna (e, como não gosto de obrigações, provavelmente não definirei), mas o objetivo é claro: divulgar o trabalho do fonoaudiólogo e contribuir para o esclarecimento de muitas dúvidas que vocês, leitores, possam ter.

Para isso, comente, participe, colabore com dúvidas e sugestões. Você pode participar diretamente aqui, nos comentários, ou me mandando um email (mariliazafig@gmail.com).

Em tempo: em fevereiro, publiquei esse post, que fala sobre a relação entre os fones de ouvido e a surdez!

Abraços!

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PS: Acabei de entrar para o mundo do feedBurner! Por favor, atualizem seus readers clicando aqui ou no ícone da barra lateral! Obrigada!

02.12.08

Inovação Tecnológica versus Risco Auditivo

Enviado em Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério às 12:12 de Marília

O uso de equipamentos estéreos pessoais (o popular fone de ouvido), muitas vezes utilizados de maneira inadequada, cresceu muito devido ao crescente uso de MP3 players e iPods.

“Esses aparelhos possuem uma grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria. Além desses fatores, aparece o design dos fones de ouvido. Em todo lugar que percorremos, encontramos pelo menos uma pessoa utilizando fones de inserção, seja na escola, no trem, no ônibus, na rua, no parque, nas academias de ginástica etc”, pondera a fonoaudióloga Dra. Ieda Russo.

Para quem não faz idéia, os chamados fones de inserção são aqueles que ficam dentro da orelha. Eles prejudicam muito mais a audição do que os fones externos, uma vez que, enquanto o externo tem uma maior área de resistência ao som, o interno vai diretamente no canal auditivo.

A American Speech-Hearing-Language Association (ASHA) divulgou uma pesquisa em 2006, que dispõe sobre o número máximo de horas de exposição a diferentes níveis de pressão sonora (os famosos dB, ou intensidade sonora):

· 12 horas a 85 dB equivalem a um motor de barco;

· 8 horas a 90 dB equivalem a um cortador de grama;

· 4 horas a 95 dB a uma motocicleta;

· 2 horas a 100 dB a um veículo para uso na neve;

· 1 hora a 105 dB a uma moto-serra;

· 30 minutos a 110 dB a um concerto de rock;

· 15 minutos a 115 dB são equivalentes a um cinema ou discoteca.

A Revista Espaço Acadêmico, em 2006, mostrou que, na França, um em cada quatro jovens apresenta uma perda auditiva devido, entre outros aspectos, ao uso de fones de ouvido e alta freqüência às baladas. Traumatismos afetam 70% dos músicos que tocam instrumentos amplificados. Até mesmo os músicos clássicos (48%) são atingidos. De acordo com esta mesma revista, a perda da audição devida ao barulho é cumulativa, progressiva e resulta da exposição a diversas fontes, sendo, insidiosa, da mesma forma que a exposição, a longo termo, a outros poluentes tóxicos. Porém, uma vez que ela ocorre, é irreversível.

O avanço tecnológico criou para o mundo moderno mais conforto, economia de tempo e progresso. “No entanto, nossa sociedade está caminhando para pagar um alto preço, ao ignorar os efeitos auditivos do ruído e da música em altos volumes de exposição, ignorando os efeitos dessa exposição”, alerta a fonoaudióloga.

Em uma outra pesquisa, a ASHA mostra os resultados apurados em dez modelos de aparelhos de fones de ouvido comercializados nos Estados Unidos, medidos em diferentes posições de volume. O nível de som chegou entre 118 e 122 dB e, mesmo no volume mínimo, alguns alcançaram níveis acima dos estabelecidos como seguros pela legislação federal.

Fonte: Jornal do CFFa.
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O objetivo desse post é conscientizar você, que usa fones de ouvido, a não deixar o volume tão alto. Você já reparou em que volume você coloca o MP3 quando está dentro do metrô? Também é objetivo dizer a você, músico, que coloque um protetor de ouvido com filtro quando for ensaiar e tocar com sua banda; e a você, baladeiro de plantão, a não ficar grudado na caixa de som a noite toda e sair da pista de dança por algum tempo durante a balada. Agora, caso você queira desconsiderar esses avisos, muito obrigada! Você estará garantindo meu emprego no futuro. Hein? O que? Como? An?

Entre nesse site; nele você pode clicar em diferentes ruídos, observar qual a intensidade deles e ainda ficar sabendo qual o tempo máximo a que você pode se expor a eles sem que suas células auditivas morram!

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PS1: Ganhei o selinho Blog Show de Bola da Marcília faz um tempão! (Brigada, flor!) E só coloquei ele aqui no blog agora (na barra lateral, logo abaixo da lista de blogs)! :S Indico o , o outro blog da Fefa, o Trotta e a Cláudia para ganhar o selinho!

PS2: Coloquei, abaixo dos selinhos, o Calendário Verde criado pelo Faça a sua parte. Ele serve para nos lembrarmos dessa natureza rica e imensa que nos cerca!