Arquivos | Fono RSS feed for this section

Novo cigarro

17 nov

Agora à noite, voltando de um curso com outras duas mulheres, uma na faixa entre 30-40 anos e outra com mais de 60.

Entramos no metrô Sumaré e papo vai, papo vem, a mais velha diz que não tem carro há mais de dez anos. A outra indaga o motivo. Ao que a primeira responde “Gosto muito de viajar. O dinheiro que se gasta pagando prestação de carro, seguro, gasolina, revisão… dá pra dar uma volta ao mundo em um ano! Ando de ônibus, metrô, a pé, quando estou cansada pego um táxi, e viajo um monte com o dinheiro que economizo. O carro é o novo cigarro.”

Talvez ela esteja certa…

———————————–

RAPIDINHAS

Muitos me perguntam aqui onde tem o livro pra vender. Pois venho agora dizer que o livro “A BATALHA DO APOCALIPSE” está em pré-venda na NerdStore. A data de envio está prevista para o dia 1º de dezembro, mas você já pode garantir o seu aqui!

Segundo o autor, Eduardo Spohr, “a segunda edição contém mais 60 páginas, incluindo glossário, linha do tempo, códigos secretos e acréscimos em momentos-chave da narrativa. A capa também é totalmente nova, feita pelo talentoso artista Harald Stricker.”

Sempre me perguntam aqui, aqui ou aqui um local de tratamento / informação sobre zumbido. Pois bem, venho divulgar duas coisas que podem ajudar:

- Instituto Ganz Sanchez, centro multidisciplinar com foco no zumbido, na  Av. Padre Pereira de Andrade, 353, na frente do Parque Villa Lobos, em Alto de Pinheiros, São Paulo. Tel 11-3021-5251. Site www.institutoganzsanchez.com.br

- TV Zumbido, canal de televisão web de acesso livre especializado no assunto. www.tvzumbido.com.br

Palestra sobre Zumbido

21 mai

UPDATE: TV ZUMBIDO E INSTITUTO TANIT GANZ SANCHEZ

Eu havia prometido comentar sobre a excelente palestra que assisti sobre zumbido, então, vamos lá.

Ela foi ministrada pela Dra. Tanit Ganz Sanchez, uma excelente otorrino que lidera uma equipe de pesquisadores na USP que tem como foco o zumbido.

A palestra, voltada para os profissionais da área de saúde (a voltada para o público já havia acontecido), começou com números: aproximadamente 28 milhões de brasileiros sofrem com o zumbido, fato que o torna mais comum que pressão alta e diabetes. Ou seja: não dá para os profissionais de saúde continuarem ignorando essa queixa de seus pacientes!

O aumento da expectativa de vida, do ruído, do estresse, do erro alimentar, do uso das tecnologias (iPods)… tudo isso pode levar ao zumbido.

As principais causas são otológicas (como as perdas auditivas), metabólicas (uso excessivo de cafeína, doces, jejum longo), psicológicas, cardiovasculares, neurológicas, farmacológicas e odontológicas. Importante ressaltar que a causa pode ser uma ou várias das citadas acima ao mesmo tempo!

O zumbido pode ser um “sinal de alerta” do corpo, nos avisando de que algo não vai bem. Portanto, é importante investigar e eliminar as causas diversas (diabetes, hábito alimentar, ranger de dentes…), deixando apenas os fatores irreversíveis (como a perda auditiva, por exemplo). Fazendo isso, o “zumbidão” vira um “zumbidinho”.

O tratamento deve ser direcionado a combater as causas: seja com restrição alimentar, uso de medicamentos (mais eficazes quando o zumbido é recente), uso de aparelhos auditivos, cirurgia, diminuição da dor na musculatura da face, estimulação magnética, terapia, acupuntura…

O recado final é que todos os profissionais da saúde (fonoaudiólogos, otorrinos, fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, dentistas…) podem e devem se mobilizar para melhorar o zumbido do paciente.

A Dra. Tanit e sua equipe percorrerão algumas capitais brasileiras levando informação à população e aos profissionais de saúde. Saiba mais sobre a campanha aqui.

Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido

26 mar

UPDATE: TV ZUMBIDO E INSTITUTO TANIT GANZ SANCHEZ

Devido ao meu post sobre zumbido, percebi que muitas pessoas têm dúvidas quanto a essa patologia_ todos os dias o post está entre os mais visitados e sempre recebendo comentários de pessoas comentando de seu zumbido ou pedindo alguma orientação.

Recebi, por email, um convite para assistir gratuitamente à palestra inaugural da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido e repasso o convite a todos vocês, que se interessam pelo tema!

Leia mais sobre o zumbido aqui e sobre a campanha aqui. Para profissionais da área, a palestra será às 20 horas e abordará estratégias para o tratamento do zumbido.

Segue o email:

“Você é nosso convidado para assistir a palestra de abertura da ‘Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido’, com Dra. Tanit Ganz Sanchez, que tem como objetivo chamar a atenção do público e comunidade médica sobre Zumbido e as formas de tratamento que podem restabelecer a qualidade de vida aos seus 28 milhões de portadores.

A palestra é gratuita, mas solicitamos a doação de 1Kg de alimento não-perecível ou produtos de limpeza ou fraldas infantis/geriátricas.

Aguardamos sua inscrição pelo email campanhazumbido@bancodenoticia.net por conta da capacidade da sala. Sua participação é fundamental.

Data: *27.mar.09* (sexta-feira)
Horário: **16h* – palestra aberta ao publico ‘*Zumbido: O que Seu Ouvido e Seu Cérebro Têm a Dizer’*
Local: *Hotel Golden Tulip Paulista Plaza – *Sala Lisboa – Alameda Santos, 85 – SP www.paulistaplaza.com.br
Inscrições pelo email campanhazumbido@bancodenoticia.net

Dia do Fonoaudiólogo

9 dez

propgeral

Deixo os meus parabéns a todos os colegas fonoaudiólogos, que lutam diariamente, não só por seu espaço ao sol, mas também pelo engrandecimento e reconhecimento dessa profissão tão nobre!

Leia o que já foi escrito sobre fonoaudiologia nas categorias Fala, tia Fono! e Fono.

Cuidado com a sua voz!

12 nov

Havia prometido aqui para a Eva que meu próximo post da coluna Fala, tia Fono! seria sobre cuidados que podemos ter para não abusar da voz. Mas, como ela é uma menina chique (estava nas “Oropa”) e como a regularidade dessa coluna não é lá essas coisas, falei sobre amamentação em agosto e, agora que ela voltou, vamos ao prometido.

Começando do começo: como a voz é produzida?

Bem, a voz é produzida através da participação de vários sistemas do organismo humano, em especial os sistemas respiratório e digestivo. A voz é emitida em função da corrente de ar que é fornecida pelos pulmões. Este ar passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais. O som produzido pelas pregas vocais é amplificado por “caixas acústicas” naturais, formadas pela laringe, boca e nariz. Por fim, esta voz é articulada na boca, tornando-se fala.

ppvvA primeira imagem (acima) mostra as pregas vocais abertas, posição habitual durante a respiração. Na segunda, elas estão em contato, o que ocorre durante a fala.

Se durante a fala as pregas vocais entram em contato, você pode imaginar o que acontece quando gritamos? Sim, elas atritam violentamente. E, se tal abuso (no caso, o grito) persistir, as pregas vocais podem ficar “inchadas” (com edema*), ganhar lindos nódulos** ou belos pólipos*** e sua voz pode ficar rouca e soprosa (quando o ar escapa junto com a voz, devido ao fechamento inadequado das pregas vocais).

ppvvfotosA primeira foto superior (a) mostra as pregas vocais sem alterações; a segunda (b), um edema*. A primeira foto inferior (c) mostra nódulos** nas duas pregas vocais; a segunda (d), pólipo*** em uma prega vocal. Fotos a, c e d por José Constante.

O diagnóstico é feito sempre por um otorrinolaringologista, e o tratamento, por um fonoaudiólogo. No diagnóstico, o médico pode se valer de exames com nomes complicados como a nasofibrolaringoscopia, que nada mais é do que introduzir uma sonda com uma micro-câmera pelo seu nariz e levá-la às pregas vocais. No tratamento, geralmente rápido, o fonoaudiólogo deve conscientizar o paciente quanto aos abusos e mau-usos vocais, ensinar exercícios para a melhora da voz e propor estratégias para evitar o mau-uso vocal. Caso a alteração vocal persista após o tratamento, o paciente retorna ao médico, que vai decidir se o caso é cirúrgico ou se necessita de mais sessões fonoterápicas.

Parece bobo pensar que o fono deve orientar o paciente a não abusar de sua voz, mas, na verdade, esse é o principal trabalho! Caso o paciente não mude alguns hábitos nocivos no seu dia-a-dia, sua voz nunca irá melhorar em definitivo! Se, após o término da terapia, ele decidir retomar seus antigos (maus) hábitos, é certo que seu problema vocal voltará.

Vamos, então, a algumas dicas para que você possa cuidar melhor da sua voz:

1. Evite fumar - o fumo é altamente irritante. A fumaça age na mucosa do trato vocal, o que faz surgir um depósito de secreção provocando o pigarro.

2. Evite bebidas alcoólicas, principalmente enquanto estiver usando a voz profissionalmente - as bebidas permitem uma anestesia dos tecidos com a conseqüente perda de sensibilidade e um provável abuso vocal.

3. Cuidado com o ar condicionado - muitas pessoas são sensíveis ao ar condicionado pois ele pode provocar um ressecamento da mucosa do trato vocal.

4. Evite o pigarro e tosses freqüentes - eles podem facilitar o aparecimento de alterações nas pregas vocais, devido ao grande atrito causado na mucosa.

5. Evite roupas apertadas - algumas roupas pressionam a região do pescoço (gravatas apertadas, golas altas, lenços, etc.) e do abdômen (corpetes, cintas, etc.), limitando a livre movimentação da laringe e do diafragma.

6. Beba água - a ingestão de 2 litros ao dia pode reduzir a viscosidade do muco da laringe.

7. Evite pastilhas refrescantes, principalmente enquanto estiver usando a voz profissionalmente – elas são como anestésicos e podem permitir o abuso vocal.

8. Ingerir maçãs antes de utilizar a voz como atividade profissional é bom devido suas propriedades adstringentes.

9. Mantenha uma boa postura corporal, possibilitando a movimentação da laringe e a projeção adequada da voz.

10. Evite gritar ou falar por muito tempo para não provocar fadiga vocal.

11. Quando fizer uso prolongado de sua voz faça um repouso vocal de pelo menos 30 minutos, para poupar a musculatura fonatória e irrigar as pregas vocais.

12. Faça aquecimento e desaquecimento vocal antes do uso profissional da voz (exercícios obtidos com um fonoaudiólogo ou professor de canto devidamente qualificado) para obter uma melhor projeção vocal sem abusar das pregas vocais.

propvoz1

Aleitamento Materno e Fonoaudiologia

6 ago

O que é mais adequado para um bebê quanto à necessidade de nutrientes como água, gordura, proteínas e vitaminas? O que fornece anticorpos para proteger os bebês de diversas doenças? O que dá imunidade para a criança, prevenindo-a de diarréia, otite, pneumonia e alergias? E ainda está interligado com seu desenvolvimento crânio-facial? O que aproxima o bebê da mãe, ao fortalecer a união familiar e desenvolver aspectos emocionais? O que traz alegria, tranqüilidade e interatividade para a criança? E também proporciona melhoras no desenvolvimento psicológico, de aprendizado e acuidade visual do bebê?

A resposta é idêntica para todas as questões: aleitamento materno, aponta a fonoaudióloga Lilian Cristina Crotrim. “No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, muitas mães não possuem informações claras sobre amamentação. A nutrição adequada nos primeiros anos de vida previne doenças e possibilita tanto o crescimento físico como o mental adequados. Para as mães, a regressão do útero é mais rápida, previne câncer de ovário, útero e mamas e diminui o risco de hemorragia e de anemia pós-parto”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que o aleitamento materno exclusivo e até o sexto mês de vida pode evitar, por ano, 1,3 milhão de mortes de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo.

“O aleitamento fornece nutrientes, calor e carinho essenciais na primeira hora pós-parto”, defende Lilian. “Isso acaba sendo o diferencial. A observação da pega e sucção do recém-nascido nesta primeira hora poderá resultar na detecção precoce de problemas, os quais poderão acarretar um aleitamento materno inadequado”.

A atuação fonoaudiológica se dá também no apoio à população, com a transmissão de informações acessíveis para resolver seus problemas, prevenir e tratar as eventuais intercorrências da lactação. “Começa pela atuação em bancos de leite, para favorecer a estocagem e a substituição de leite a bebês com mães ausentes ou sem possibilidades de amamentar; auxílio, nos consultórios, de pega e avaliação de sucção do recém-nascido para efetivar o aleitamento materno; estudos de alternativas de alimentação e ações terapêuticas para promover qualidade de vida (como o método Mãe Canguru); orientações focais quando identificada a dificuldade na amamentação; e acompanhamento do aleitamento materno nas diferentes faixas etárias de zero a dois anos em ambulatórios de amamentação”.

Em uma perspectiva de saúde coletiva, a fonoaudióloga Luciana Wolff Garcez ainda nota muita falta de informação sobre a importância do aleitamento materno. “Faltam ações de impacto, de promoção… As mães até ouvem que é importante amamentar, mas não têm conhecimento real das razões, da verdadeira necessidade e importância. Isso se aplica principalmente ao Aleitamento Materno Exclusivo (AME), que não é tão valorizado. Fico impressionada com a quantidade de mães que ainda oferecem leites artificiais ou chás nos primeiros meses, pela crença de que seu leite não é suficiente. Se houvesse atenção maior durante o pré-natal, talvez essas mães tivessem suas dúvidas esclarecidas e, sobretudo, teriam maior consciência sobre a importância de amamentar”.

Post baseado em entrevista publicada na Revista de Fonoaudiologia.

Barulho na cabeça – ou Zumbido

13 jul

UPDATE: TV ZUMBIDO E INSTITUTO TANIT GANZ SANCHEZ

Há quase três meses inaugurei a coluna Fala, tia Fono. Depois do texto inicial, veio um post sobre voz. E antes dessa inauguração veio um post sobre fones de ouvido. Conforme escrevi na inauguração, essa coluna não terá uma periodicidade. Mas devo confessar que isso aqui estava muito largado.

Nem respondi à dúvida da Fefa no post inaugural: “Uma pessoa que fala muito alto, tem necessariamente problema de audição?!?”

A resposta a essa questão é: Graças a Deus não! O falar alto não é necessariamente um indicativo de perda auditiva. Aliás, muitas vezes, ele é apenas um hábito (um mal hábito, por sinal, uma vez que pode causar danos às pregas vocais da pessoa que fala e incômodo na pessoa que escuta!). Mas, por outro lado, quem escuta mal (ou seja, tem perda auditiva) pode acabar perdendo o controle sobre sua voz, uma vez que não a escuta em intensidades normais (só se ouve quando grita). A melhor opção é procurar fazer um exame de audição, ou audiometria. Através dele você saberá se tem perda auditiva (e poderá buscar tratamento adequado) ou se tem um mal hábito (e poderá esforçar-se para deixá-lo de lado). Respondida a dúvida, Fefa?

__________________________________

Agora, vou falar um pouco sobre algo que incomoda muita gente: um barulhinho chato que aparece no ouvido, o zumbido. Ele pode ser agudo ou grave, intermitente ou ininterrupto, ser uni ou bilateral, fraco ou forte. Pode parecer um chiado, apito, cigarra, panela de pressão, cachoeira. Pode aparecer só quando o ambiente está silencioso, ou pode te acompanhar 24 horas por dia. Ele é um sintoma, não uma doença, podendo ter uma ou várias causas. Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos idosos.

Existe o zumbido objetivo, que é aquele provocado pelo próprio organismo_ são ruídos fisiológicos (comuns ao funcionamento dos órgãos) ou fisiopatológicos (indicam que algo não vai bem no seu corpo). O zumbido objetivo é muito raro e pode ter várias origens, dentre elas, ruídos cardíacos ou circulatórios e ruídos vinculados à presença de um tumor.

Os ruídos mais frequentes (95% dos casos) não derivam de ruídos reais; são subjetivos. Resultam de sinais nervosos aberrantes nas vias auditivas. Os por quês dessas aberrações devem ser investigados por médico especialista no assunto.

Pesquisas em revistas científicas afirmam que 15% da população mundial teve ou tem zumbido. No momento da pesquisa, “apenas” 4% da população estava com zumbido (240 milhões de pessoas no mundo). Estima-se que ocorra em cerca de 25 a 28 milhões de brasileiros.

O zumbido ainda é uma incógnita (e, por isso, nem sempre tem cura) e tem sido muito pesquisado. Muitas vezes, ele vem junto com uma perda auditiva. Por isso, se o zumbido estiver te incomodando, procure um médico e se informe sobre o assunto, para que juntos vocês possam optar pelo melhor tratamento (seja ele efetivo ou paliativo).

Post baseado na Revista Audio Infos n. 8, edição brasileira.

POSTS RELACIONADOS:

1. CAMPANHA NACIONAL DE ALERTA AO ZUMBIDO

2. PALESTRA SOBRE ZUMBIDO (EXCELENTE!)

______________________________________

Colabore com a coluna Fala, tia Fono mandando suas dúvidas e sugestões através da caixa de comentários ou por e-mail (mariliazafig@gmail.com). Até a próxima edição (que não sei quando será)! Abraços!

Dia Mundial da Voz

16 abr

Hoje, dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz. Evento originalmente brasileiro (1999), espalhou-se pelo mundo a partir de 2003.

Com a instituição de um dia fixo para debates em torno do tema, espera-se promover maior conscientização da população a respeito da importância da voz humana.

O uso da voz é importantíssimo seja no trabalho, na escola ou nas interações sociais. Mesmo assim muita gente abusa da voz fumando, gritando, bebendo ou usando a voz profissionalmente sem treinamento ou técnica.

O objetivo central da Campanha da Voz é informar e prevenir a população sobre hábitos incorretos no uso das cordas vocais que podem resultar em doenças como a laringite, o nódulo, a leucoplasia, os cistos e o câncer de laringe – a mais grave entre todas.

Médicos orientam que deve ser feito um exame de laringe sempre que a garganta apresentar sinais de irritação ou cansaço por tempo prolongado.

Com vocês, um recado do Locutor número 1 do Brasil, Ferreira Martins, sobre a Semana da Voz.

O site da Academia Brasileira de Laringologia e Voz traz mais informações sobre a voz e sobre a campanha:

(Parte da Coluna Fala, tia Fono!)

Fala, tia Fono!

15 abr

Para quem não sabe, sou Fonoaudióloga. Formada há pouco mais de um ano. Adoro a profissão que abracei. Mas percebo que pouquíssimas pessoas conhecem o vasto campo de atuação de um fonoaudiólogo.

A Fonoaudiologia é uma profissão relativamente jovem, quando comparada com as demais profissões da área da saúde. A primeira faculdade de Fono no mundo foi criada em 1900 na Hungria. No Brasil, o ensino começou na década de 60, com a criação do curso na USP e na PUC; mas o reconhecimento de profissão só veio na década de 70. Foi na lei número 6965, de 9 de dezembro de 1981, que o então presidente João Figueiredo regulamentou a profissão.

E a profissão tem crescido; não só em número de profissionais mas em áreas de atuação. O fonoaudiólogo pode atuar em unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, home care, domicílios, asilos e casas de saúde, creches e berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e associações.

E o que o fono faz nesses lugares? Ele é responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Hein? Não entendeu lhufas? Fique tranqüilo! Está inaugurado o mais novo espaço fonoaudiológico da blogosfera: Fala, Tia Fono! Ainda não defini qual a periodicidade da coluna (e, como não gosto de obrigações, provavelmente não definirei), mas o objetivo é claro: divulgar o trabalho do fonoaudiólogo e contribuir para o esclarecimento de muitas dúvidas que vocês, leitores, possam ter.

Para isso, comente, participe, colabore com dúvidas e sugestões. Você pode participar diretamente aqui, nos comentários, ou me mandando um email (mariliazafig@gmail.com).

Em tempo: em fevereiro, publiquei esse post, que fala sobre a relação entre os fones de ouvido e a surdez!

Abraços!

———————
PS: Acabei de entrar para o mundo do feedBurner! Por favor, atualizem seus readers clicando aqui ou no ícone da barra lateral! Obrigada!

Inovação Tecnológica versus Risco Auditivo

12 fev

O uso de equipamentos estéreos pessoais (o popular fone de ouvido), muitas vezes utilizados de maneira inadequada, cresceu muito devido ao crescente uso de MP3 players e iPods.

“Esses aparelhos possuem uma grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria. Além desses fatores, aparece o design dos fones de ouvido. Em todo lugar que percorremos, encontramos pelo menos uma pessoa utilizando fones de inserção, seja na escola, no trem, no ônibus, na rua, no parque, nas academias de ginástica etc”, pondera a fonoaudióloga Dra. Ieda Russo.

Para quem não faz idéia, os chamados fones de inserção são aqueles que ficam dentro da orelha. Eles prejudicam muito mais a audição do que os fones externos, uma vez que, enquanto o externo tem uma maior área de resistência ao som, o interno vai diretamente no canal auditivo.

A American Speech-Hearing-Language Association (ASHA) divulgou uma pesquisa em 2006, que dispõe sobre o número máximo de horas de exposição a diferentes níveis de pressão sonora (os famosos dB, ou intensidade sonora):

· 12 horas a 85 dB equivalem a um motor de barco;

· 8 horas a 90 dB equivalem a um cortador de grama;

· 4 horas a 95 dB a uma motocicleta;

· 2 horas a 100 dB a um veículo para uso na neve;

· 1 hora a 105 dB a uma moto-serra;

· 30 minutos a 110 dB a um concerto de rock;

· 15 minutos a 115 dB são equivalentes a um cinema ou discoteca.

A Revista Espaço Acadêmico, em 2006, mostrou que, na França, um em cada quatro jovens apresenta uma perda auditiva devido, entre outros aspectos, ao uso de fones de ouvido e alta freqüência às baladas. Traumatismos afetam 70% dos músicos que tocam instrumentos amplificados. Até mesmo os músicos clássicos (48%) são atingidos. De acordo com esta mesma revista, a perda da audição devida ao barulho é cumulativa, progressiva e resulta da exposição a diversas fontes, sendo, insidiosa, da mesma forma que a exposição, a longo termo, a outros poluentes tóxicos. Porém, uma vez que ela ocorre, é irreversível.

O avanço tecnológico criou para o mundo moderno mais conforto, economia de tempo e progresso. “No entanto, nossa sociedade está caminhando para pagar um alto preço, ao ignorar os efeitos auditivos do ruído e da música em altos volumes de exposição, ignorando os efeitos dessa exposição”, alerta a fonoaudióloga.

Em uma outra pesquisa, a ASHA mostra os resultados apurados em dez modelos de aparelhos de fones de ouvido comercializados nos Estados Unidos, medidos em diferentes posições de volume. O nível de som chegou entre 118 e 122 dB e, mesmo no volume mínimo, alguns alcançaram níveis acima dos estabelecidos como seguros pela legislação federal.

Fonte: Jornal do CFFa.
———————-

O objetivo desse post é conscientizar você, que usa fones de ouvido, a não deixar o volume tão alto. Você já reparou em que volume você coloca o MP3 quando está dentro do metrô? Também é objetivo dizer a você, músico, que coloque um protetor de ouvido com filtro quando for ensaiar e tocar com sua banda; e a você, baladeiro de plantão, a não ficar grudado na caixa de som a noite toda e sair da pista de dança por algum tempo durante a balada. Agora, caso você queira desconsiderar esses avisos, muito obrigada! Você estará garantindo meu emprego no futuro. Hein? O que? Como? An?

Entre nesse site; nele você pode clicar em diferentes ruídos, observar qual a intensidade deles e ainda ficar sabendo qual o tempo máximo a que você pode se expor a eles sem que suas células auditivas morram!

———————–

PS1: Ganhei o selinho Blog Show de Bola da Marcília faz um tempão! (Brigada, flor!) E só coloquei ele aqui no blog agora (na barra lateral, logo abaixo da lista de blogs)! :S Indico o , o outro blog da Fefa, o Trotta e a Cláudia para ganhar o selinho!

PS2: Coloquei, abaixo dos selinhos, o Calendário Verde criado pelo Faça a sua parte. Ele serve para nos lembrarmos dessa natureza rica e imensa que nos cerca!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.