O uso de equipamentos estéreos pessoais (o popular fone de ouvido), muitas vezes utilizados de maneira inadequada, cresceu muito devido ao crescente uso de MP3 players e iPods.
“Esses aparelhos possuem uma grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria. Além desses fatores, aparece o design dos fones de ouvido. Em todo lugar que percorremos, encontramos pelo menos uma pessoa utilizando fones de inserção, seja na escola, no trem, no ônibus, na rua, no parque, nas academias de ginástica etc”, pondera a fonoaudióloga Dra. Ieda Russo.
Para quem não faz idéia, os chamados fones de inserção são aqueles que ficam dentro da orelha. Eles prejudicam muito mais a audição do que os fones externos, uma vez que, enquanto o externo tem uma maior área de resistência ao som, o interno vai diretamente no canal auditivo.
A American Speech-Hearing-Language Association (ASHA) divulgou uma pesquisa em 2006, que dispõe sobre o número máximo de horas de exposição a diferentes níveis de pressão sonora (os famosos dB, ou intensidade sonora):
· 12 horas a 85 dB equivalem a um motor de barco;
· 8 horas a 90 dB equivalem a um cortador de grama;
· 4 horas a 95 dB a uma motocicleta;
· 2 horas a 100 dB a um veículo para uso na neve;
· 1 hora a 105 dB a uma moto-serra;
· 30 minutos a 110 dB a um concerto de rock;
· 15 minutos a 115 dB são equivalentes a um cinema ou discoteca.
A Revista Espaço Acadêmico, em 2006, mostrou que, na França, um em cada quatro jovens apresenta uma perda auditiva devido, entre outros aspectos, ao uso de fones de ouvido e alta freqüência às baladas. Traumatismos afetam 70% dos músicos que tocam instrumentos amplificados. Até mesmo os músicos clássicos (48%) são atingidos. De acordo com esta mesma revista, a perda da audição devida ao barulho é cumulativa, progressiva e resulta da exposição a diversas fontes, sendo, insidiosa, da mesma forma que a exposição, a longo termo, a outros poluentes tóxicos. Porém, uma vez que ela ocorre, é irreversível.
O avanço tecnológico criou para o mundo moderno mais conforto, economia de tempo e progresso. “No entanto, nossa sociedade está caminhando para pagar um alto preço, ao ignorar os efeitos auditivos do ruído e da música em altos volumes de exposição, ignorando os efeitos dessa exposição”, alerta a fonoaudióloga.
Em uma outra pesquisa, a ASHA mostra os resultados apurados em dez modelos de aparelhos de fones de ouvido comercializados nos Estados Unidos, medidos em diferentes posições de volume. O nível de som chegou entre 118 e 122 dB e, mesmo no volume mínimo, alguns alcançaram níveis acima dos estabelecidos como seguros pela legislação federal.
Fonte: Jornal do CFFa.
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O objetivo desse post é conscientizar você, que usa fones de ouvido, a não deixar o volume tão alto. Você já reparou em que volume você coloca o MP3 quando está dentro do metrô? Também é objetivo dizer a você, músico, que coloque um protetor de ouvido com filtro quando for ensaiar e tocar com sua banda; e a você, baladeiro de plantão, a não ficar grudado na caixa de som a noite toda e sair da pista de dança por algum tempo durante a balada. Agora, caso você queira desconsiderar esses avisos, muito obrigada! Você estará garantindo meu emprego no futuro. Hein? O que? Como? An?
Entre nesse site; nele você pode clicar em diferentes ruídos, observar qual a intensidade deles e ainda ficar sabendo qual o tempo máximo a que você pode se expor a eles sem que suas células auditivas morram!
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