NOTA: ESTE POST FOI ESCRITO ANTES DO ANTERIOR. O QUE MUDOU? SE O ESCREVESSE HOJE, O GOSTO ESTARIA MAIS AMARGO. FELIZ FIM DE ANO PRA VOCÊ.
Não sei se é a proximidade do Natal, não sei se são meus hormônios, não sei… Só sei que ando muito sensível em relaçã o aos animais.
Não acho errado o homem se alimentar de carnes bovinas ou suínas, frango ou peixe; pois, mesmo na natureza, temos os animais carnívoros, que matam para obter seu sustento. Mas acho errado quando a forma que se usa para tal fim seja cruel.
Sou contra quaisquer maus-tratos a animais: seja em um circo, seja em zoológicos. Ultimamente, até as pombas, com quem nunca me importei, têm chamado minha atenção_ afinal, se elas fazem ninhos em nossos telhados e transmitem doenças é porque nós, homens, destruímos as matas onde elas habitavam.
Mas o que mais me toca, talvez por eu adorá-los, talvez por eles estarem mais próximos de mim, é ver cachorros na rua.
Nunca andei tanto de ônibus quanto tenho andado agora, que tenho ido a Guarulhos três vezes por semana. Sempre usava só metrô ou andava à pé, e sempre pelas regiões centrais de Sampa.
E, de ônibus, você vê mais o mundo a seu redor. O que tem sido muito ruim pra mim: tenho visto vários e vários cachorros na rua. Uns mais gordinhos, uns magrinhos, uns mancando; mas todos, todos carentes por carinho.
Eu não sei o que leva uma pessoa (???) a abandonar e maltratar um animal. O homem domesticou cães e gatos e, sendo assim, eles dependem de nós: não sabem mais caçar para sobreviver, só sabem nos enviar olhares de súplica, lamber nossas mãos e abanar seus rabos.
Me dói não ter meios de ajudar a todos eles. O que faço é pouco, mas é o que posso no momento: dou carinho aos que encontro, dou ração e água ao Manso e seu recém-companheiro Spike e adotei a Lilo. E rezo, sempre rezo por eles todos, pedindo a Deus que ou lhes dê um bom dono ou lhes dê uma boa morte, sem dor.
E tal descaso para com os animais me faz desacreditar cada vez mais nos homens, Lu.
Dia desses, um mecânico da empresa para a qual presto serviço me perguntou se eu sabia o motivo de “Deus não deixar o homem viver mais do que 70 anos”, em média. Ele me disse: “Se vivendo 70 anos o homem já acaba com o planeta, imagina se Deus deixasse ele viver até 150 anos?”
Será que nós temos salvação? Será que merecemos um Feliz Natal? Será que merecemos continuar vivendo por mais um ano?
Às vezes acho que não, que deveríamos ser exterminados por um novo dilúvio pois o homem já se corrompeu demais e só os animais deveriam se salvar, sem Noé algum.
Mas, graças a Deus, encontro pessoas boas em meu caminho, que me fazem renovar a esperança de que o mundo será, um dia, um lugar melhor para todos. Assim espero.













































