Arquivos | 1:33

Barulho na cabeça – ou Zumbido

13 jul

UPDATE: TV ZUMBIDO E INSTITUTO TANIT GANZ SANCHEZ

Há quase três meses inaugurei a coluna Fala, tia Fono. Depois do texto inicial, veio um post sobre voz. E antes dessa inauguração veio um post sobre fones de ouvido. Conforme escrevi na inauguração, essa coluna não terá uma periodicidade. Mas devo confessar que isso aqui estava muito largado.

Nem respondi à dúvida da Fefa no post inaugural: “Uma pessoa que fala muito alto, tem necessariamente problema de audição?!?”

A resposta a essa questão é: Graças a Deus não! O falar alto não é necessariamente um indicativo de perda auditiva. Aliás, muitas vezes, ele é apenas um hábito (um mal hábito, por sinal, uma vez que pode causar danos às pregas vocais da pessoa que fala e incômodo na pessoa que escuta!). Mas, por outro lado, quem escuta mal (ou seja, tem perda auditiva) pode acabar perdendo o controle sobre sua voz, uma vez que não a escuta em intensidades normais (só se ouve quando grita). A melhor opção é procurar fazer um exame de audição, ou audiometria. Através dele você saberá se tem perda auditiva (e poderá buscar tratamento adequado) ou se tem um mal hábito (e poderá esforçar-se para deixá-lo de lado). Respondida a dúvida, Fefa?

__________________________________

Agora, vou falar um pouco sobre algo que incomoda muita gente: um barulhinho chato que aparece no ouvido, o zumbido. Ele pode ser agudo ou grave, intermitente ou ininterrupto, ser uni ou bilateral, fraco ou forte. Pode parecer um chiado, apito, cigarra, panela de pressão, cachoeira. Pode aparecer só quando o ambiente está silencioso, ou pode te acompanhar 24 horas por dia. Ele é um sintoma, não uma doença, podendo ter uma ou várias causas. Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos idosos.

Existe o zumbido objetivo, que é aquele provocado pelo próprio organismo_ são ruídos fisiológicos (comuns ao funcionamento dos órgãos) ou fisiopatológicos (indicam que algo não vai bem no seu corpo). O zumbido objetivo é muito raro e pode ter várias origens, dentre elas, ruídos cardíacos ou circulatórios e ruídos vinculados à presença de um tumor.

Os ruídos mais frequentes (95% dos casos) não derivam de ruídos reais; são subjetivos. Resultam de sinais nervosos aberrantes nas vias auditivas. Os por quês dessas aberrações devem ser investigados por médico especialista no assunto.

Pesquisas em revistas científicas afirmam que 15% da população mundial teve ou tem zumbido. No momento da pesquisa, “apenas” 4% da população estava com zumbido (240 milhões de pessoas no mundo). Estima-se que ocorra em cerca de 25 a 28 milhões de brasileiros.

O zumbido ainda é uma incógnita (e, por isso, nem sempre tem cura) e tem sido muito pesquisado. Muitas vezes, ele vem junto com uma perda auditiva. Por isso, se o zumbido estiver te incomodando, procure um médico e se informe sobre o assunto, para que juntos vocês possam optar pelo melhor tratamento (seja ele efetivo ou paliativo).

Post baseado na Revista Audio Infos n. 8, edição brasileira.

POSTS RELACIONADOS:

1. CAMPANHA NACIONAL DE ALERTA AO ZUMBIDO

2. PALESTRA SOBRE ZUMBIDO (EXCELENTE!)

______________________________________

Colabore com a coluna Fala, tia Fono mandando suas dúvidas e sugestões através da caixa de comentários ou por e-mail (mariliazafig@gmail.com). Até a próxima edição (que não sei quando será)! Abraços!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.