Update: A quem interessar, aí vai o site do Instituto criado por Patch Adams:
http://www.patchadams.org/home.htm
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Hunter “Patch” Adams é um médico norte-americano famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos.
Aos 16 anos de idade, após perder um tio e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e foi internado numa clínica psiquiátrica. Lá chega à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor. Dois anos depois, ingressa na faculdade de medicina da Virginia, onde torna-se conhecido pela sua conduta excessivamente feliz e apaixonada pelos pacientes. Ao término da faculdade , em 1972, funda o instituto gesundheit. Em 1980 adquire 317 acres de terra montanhosa em West Virgínia para a implementação física do instituto, o qual presta assistência sem nenhum tipo de cobrança financeira.
Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças. Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor.
Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams – O Amor é contagioso”(1998), baseado na história de Patch e tendo Robin Williams como seu intérprete.

O filme nos mostra um estudante de medicina, que como milhares de outros acaba de entrar na universidade, e procura em seus professores a resposta para suas várias dúvidas a respeito da formação profissional, seu nome é Patch Adams (vivido por Robin Williams que tem, mais uma vez, a capacidade de nos fazer rir e chorar).
A observação dos mestres em ação, de suas atitudes, e principalmente da forma como eles se relacionam com seus pacientes desperta em Patch a consciência de que aos tratamentos médicos falta um quesito fundamental, a humanidade, entendida como respeito, apreço, consideração, estima e calor humano da parte dos médicos em relação a seus pacientes (e, mesmo, em termos da forma como interagem com as enfermeiras).
Como fazer com que o pedestal que separa médicos e pessoas em tratamento seja destruído? De que forma podemos tornar mais humanos nossos especialistas em saúde para que eles consigam com atitudes e presença ajudar a reverter por completo o drama de muitos de seus pacientes?
O brilhantismo de Patch permitiu a ele criar um movimento que, depois, acabou por se espalhar por todo o território norte-americano e, posteriormente, para várias regiões desse vasto mundo em que vivemos (inclusive o Brasil), chamado “doutores da alegria”, que consiste na visita aos enfermos por parte de médicos treinados para fazer rir, para tirar de dentro dos doentes uma força adicional, para buscar em cada um deles uma energia extra que permita-lhes ficar um pouco mais fortes e combater com mais ênfase suas doenças.
O filme nos provoca e estimula no sentido de fazer com que nos mobilizemos em favor de uma atitude mais respeitosa em relação aos outros, desperta a solidariedade numa época em que se fala tanto em ajudar as pessoas que precisam, incentiva os jovens (não só eles, nós também) a partir de um exemplo vitorioso e real (o filme baseia-se em fatos verídicos, o que aumenta sua credibilidade junto ao público) a participar de ações voluntárias e, nos mostra que precisamos dos outros, que não podemos nos isolar, que devemos estender a mão na direção dos demais seres humanos pois também contamos com seu auxílio. Um grande exemplo!
Ficha Técnica
Patch Adams – O amor é contagioso
País/Ano de produção: EUA, 1998
Duração/Gênero: 115 min., drama
Direção de Tom Shadyac Roteiro de Steve Oedekerk
Elenco: Robin Williams, Daniel London, Monica Potter, Philip Seymour Hoffman.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patch_Adams
http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=79
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Adoro esse filme! Sempre me emociona!
Me leva a refletir sobre o assunto… em qualquer relação: seja pai e filho, professor e aluno, profissional da saúde e paciente.
Volta e meia aparecem alguns pacientes no Setor de Fono do Hospital São Paulo que reclamam de algum atendimento, seja médico ou fonoaudiológico. Essas pessoas que se julgam superiores por seu conhecimento específico se esquecem de que são iguais à quaisquer outras pessoas, com os mesmos direitos e deveres.
Hoje teve um evento no Hospital: um “abraço” coletivo em torno do HSP em prol da humanização do ambiente e das relações humanas. Foi muito bom ver médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, alunos, pacientes, professores… todos dando-se as mãos e circundando o hospital. Espero que o gesto reflita, sinceramente, o interior dessas pessoas. E que tal pensamento se propague cada vez mais.
PS: Tenho um grande sonho de fazer parte dos “doutores da alegria”. E ainda farei!